Ageas Cooljazz 2026: Franz Ferdinand aqueceram Cascais com o seu Cool Rock
Foto (c) Graziela Costa

Ageas Cooljazz 2026: Franz Ferdinand aqueceram Cascais com o seu Cool Rock

26/07/2026

Review

Banda
10/10
Voz
10/10
Som
8/10
Ambiente
9/10
Overall
9.3/10
The Dark of the Matinée
No You Girls
Build It Up
40'
Walk Away
Do You Want To
Night or Day
Evil Eye
Ulysses
Hooked
Michael
Bar Lonely
Love Illumination
Take Me Out
Outsiders
Audacious
Stand on the Horizon (a pedido do público)
Glimpse of Love
Darts of Pleasure
This Fire

Com mais de duas décadas de carreira, nove álbuns editados e um lugar garantido na história do indie rock britânico, os Franz Ferdinand estrearam-se no Ageas Cooljazz. Entre temas do mais recente “The Human Fear” e clássicos que marcaram gerações, a banda escocesa levou até Cascais a receita que a tornou um fenómeno mundial: guitarras dançáveis, refrões contagiosos e uma energia capaz de transformar qualquer recinto numa pista de dança.

Os Franz Ferdinand estrearam-se no Ageas Cooljazz a 25 de julho de 2026, trazendo a Cascais uma das carreiras mais influentes do indie rock britânico das últimas duas décadas. A banda escocesa regressou a Portugal acompanhada por “The Human Fear”, lançado em janeiro de 2025, mas sem esquecer os temas que ajudaram a definir uma geração e que continuam a ocupar um lugar especial no imaginário coletivo dos fãs.

A passagem pelo Ageas Cooljazz prometia precisamente isso: uma celebração da sua história, mas também uma oportunidade para apresentar ao público português os temas mais recentes. Entre novidades como “Audacious” e canções já consolidadas no repertório da banda, a noite anunciava-se como um encontro entre passado e presente, sempre guiado por uma fórmula que nunca falha: guitarras contagiosas, ritmos dançáveis e uma ligação constante ao público.

Assim que chegámos ao Hipódromo Manuel Possolo e vimos cadeiras na golden circle, nasceu uma aposta improvisada: quantos minutos iria o público aguentar sentado num concerto de Franz Ferdinand? A resposta revelou-se simples. Nem sequer foi preciso esperar um minuto, muito menos pelo final da primeira música.

Assim que chegámos ao Hipódromo Manuel Possolo e vimos cadeiras na golden circle, nasceu uma aposta improvisada: quantos minutos iria o público aguentar sentado num concerto de Franz Ferdinand? A resposta revelou-se simples. Nem sequer foi preciso esperar um minuto, muito menos pelo final da primeira música. Ao primeiro acorde de “The Dark of the Matinée” e com Alex Kapranos a dar os seus primeiros saltos em palco, as cadeiras passaram a ser um adereço completamente dispensável. O público levantou-se quase por instinto e não voltou a abrandar durante toda a noite.

Ageas Cooljazz 2026: Franz Ferdinand aqueceram Cascais com o seu Cool RockAgeas Cooljazz 2026: Franz Ferdinand aqueceram Cascais com o seu Cool Rock

Estava frio, mas Franz Ferdinand não deixaram margem para isso importar. Quem não dançasse por vontade, acabava a dançar por necessidade, nem que fosse só para não gelar. A banda continua a dominar a arte de transformar qualquer recinto numa pista de dança, onde guitarras afiadas, ritmos irresistíveis e refrões orelhudos funcionam como combustível para uma multidão disposta a acompanhar cada movimento da banda.

Ao longo da noite, o grupo encontrou um equilíbrio natural entre o presente e o passado. Os temas mais recentes surgiram integrados com naturalidade ao lado dos clássicos que ajudaram a definir o seu percurso. Mais do que um desfile de sucessos, o concerto mostrou uma banda confortável com a sua história, mas igualmente empenhada em apresentar o caminho que continua a trilhar.

Alex Kapranos comandava, sem esforço aparente, o olhar de quem estava no recinto. O vocalista manteve uma relação permanente com o público, alternando entre passos de dança, saltos, deslocações constantes pelo palco e várias tentativas de comunicação em português que arrancaram aplausos e sorrisos. A energia parecia inesgotável e acabou por contagiar todo o recinto, numa atuação onde a proximidade com a audiência foi tão importante como as próprias canções.

Entre os momentos mais celebrados esteve “Take Me Out”, o tema que ajudou a catapultar a banda para o reconhecimento internacional e que continua a funcionar como um verdadeiro hino geracional. Bastaram os primeiros acordes para se ouvir um coro coletivo que atravessou o Hipódromo Manuel Possolo, provando que algumas canções conseguem sobreviver ao tempo sem se tornarem aborrecidas.

Entre os momentos mais celebrados esteve “Take Me Out”, o tema que ajudou a catapultar a banda para o reconhecimento internacional e que continua a funcionar como um verdadeiro hino geracional. Bastaram os primeiros acordes para se ouvir um coro coletivo que atravessou o Hipódromo Manuel Possolo, provando que algumas canções conseguem sobreviver ao tempo sem se tornarem aborrecidas.

Ageas Cooljazz 2026: Franz Ferdinand aqueceram Cascais com o seu Cool Rock

Mas a noite não viveu apenas da nostalgia. Houve espaço para surpresas, improvisos e demonstrações de que Franz Ferdinand continuam a ser uma banda profundamente ligada ao momento. Um pedido vindo das primeiras filas acabou por resultar na interpretação de “Stand on the Horizon”, um daqueles episódios que tornam cada concerto único e reforçam a sensação de proximidade entre artistas e público.

Quando chegou a reta final, já ninguém parecia preocupado com o frio ou com o passar das horas. O encore elevou ainda mais a intensidade da noite e preparou o terreno para um encerramento explosivo com “This Fire”. O tema serviu como despedida perfeita para uma atuação que confirmou aquilo que o público português já sabia há muito tempo: Franz Ferdinand continuam a ser uma das bandas mais eficazes quando o objetivo é transformar um concerto numa celebração coletiva.

Na sua estreia no Ageas Cooljazz, os escoceses provaram que a fórmula continua intacta. Entre canções novas, clássicos intemporais e uma energia contagiante do primeiro ao último minuto, deixaram Cascais a dançar e mostraram porque continuam a ocupar um lugar especial na história do rock das últimas duas décadas.