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(c) Eric Rojas

Bad Bunny traz união global e orgulho latino ao palco do intervalo do Super Bowl 2026

09/02/2026

Bad Bunny mostrou ao mundo no intervalo do Super Bowl que o amor pode ser mais poderoso do que o ódio, no final da sua actuação foi exibida a mensagem «The only thing more powerful than hate is love».

Depois de um momento histórico na 68.ª edição dos GRAMMY Awards, onde “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” se tornou o primeiro álbum totalmente em língua espanhola a vencer o prémio de Álbum do Ano, e a primeira obra a conquistar esse título tanto nos GRAMMYs como nos Latin GRAMMY Awards, o fenómeno global Bad Bunny voltou a fazer história com uma actuação memorável no Apple Music Super Bowl LX Halftime Show, o maior palco de entretenimento mundial.

Bad Bunny tornou-se o primeiro artista latino masculino a encabeçar o espetáculo de intervalo do Super Bowl e o primeiro artista a vencer o GRAMMY de Álbum do Ano e a actuar no Super Bowl na mesma semana. Este feito assinala não apenas um marco irreversível na sua carreira, mas também um momento cultural decisivo para a comunidade latina e para a indústria musical global.

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SANTA CLARA, CALIFORNIA – FEBRUARY 08: Bad Bunny performs onstage during the Apple Music Super Bowl LX Halftime Show at Levi’s Stadium on February 08, 2026 in Santa Clara, California. (Photo by Kevin Mazur/Getty Images for Roc Nation)

Com uma duração de 13 minutos, a actuação foi concebida como uma viagem cinematográfica que teve início com uma introdução em espanhol, ambientada em campos de cana-de-açúcar, transitando depois para o super palco ao vivo no relvado. Inspirado na paisagem rural de Porto Rico, o campo foi transformado num ambiente imersivo que homenageou o trabalho, a herança cultural e as gerações latinas que abriram caminho.

A atuação começou com Bunny a atravessar o campo com uma bola de futebol americano na mão, interpretando “Tití Me Preguntó”, enquanto o cenário ganhava vida com representações do quotidiano latino, pequenos negócios e ofícios recriados em ambientes reais, como um salão de unhas, uma lojs de tacos, uma barbearia, um vendedor de piraguas inspirado na Velha San Juan, e sessões de treino dos boxeurs Xander Zayas e Emiliano Vargas.

A narrativa conduziu o artista até La Casita, um elemento icónico dos seus espetáculos ao vivo, inspirado numa casa típica porto-riquenha e na tradição da festa de marquesina. Ao longo da sua residência e digressão mundial, La Casita tornou-se um espaço de encontro cultural. A sua presença no Super Bowl marcou a primeira vez que este ambiente íntimo e comunitário foi apresentado no maior palco do mundo. Entre os convidados especiais estiveram Alix Earle, Cardi B, Dave Grutman, Karol G, Jessica Alba, Pedro Pascal, Ronald Acuña Jr. e Young Miko.

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SANTA CLARA, CALIFORNIA – FEBRUARY 08: Bad Bunny performs onstage during the Apple Music Super Bowl LX Halftime Show at Levi’s Stadium on February 08, 2026 in Santa Clara, California. (Photo by Kevin Mazur/Getty Images for Roc Nation)

O expectáculo expandiu-se novamente com uma passagem por uma oficina automóvel, onde Bad Bunny atuou em cima de uma carrinha pick-up, acompanhado por uma pequena orquestra dirigida por Giancarlo Guerrero, integrando momentos de “MÓNACO” como transição para o palco principal.

O clímax emocional e visual aconteceu no palco central, representando Porto Rico, onde o espetáculo evoluiu para a salsa. Los Sobrinos atuaram ao vivo ao lado de Lady Gaga em “Die With A Smile”, com um arranjo especial de Big Jay, antes de Bad Bunny regressar para interpretar “Baile Inolvidable”.

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(c) Edwin Rodriguez

Num momento final inesquecível, realizou-se um casamento real em palco. O casal, que originalmente tinha convidado Bad Bunny para o seu casamento, foi surpreendido ao ser integrado no espetáculo, casando-se ao vivo durante o Apple Music Super Bowl Halftime Show, com o artista como testemunha e signatário da certidão, transformando o momento numa celebração autêntica e emotiva em tempo real.

De regresso ao relvado, a energia transformou-se numa celebração à escala máxima, com bailarinos a preencherem o espaço enquanto Bad Bunny interpretava “NUEVAYoL”, transformando o estádio numa celebração unificada. O momento contou com a participação especial de Toñita, amplificando ainda mais o significado cultural da atuação.

Seguiu-se a entrada de Ricky Martin, que interpretou “Lo Que Pasó a Hawaii”, sentado sobre um cenário inspirado na icónica capa do álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, uma imagem profundamente familiar nas comunidades latinas, simbolizando presença, memória e ligação.

A atuação mudou então de tom com o início de “El Apagón”, com Bad Bunny a segurar a bandeira de Porto Rico enquanto atravessava o campo em direção a uma estrutura de linhas elétricas. Após interpretar vários momentos da canção, subiu à estrutura à medida que o tema chegava ao fim. A partir do topo, a actuação transitou para “Café con Ron”, com o artista a descer novamente para o relvado, acompanhado por Los Pleneros de la Cresta, trazendo ritmo tradicional e uma libertação coletiva para o ato final.

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(c) Edwin Rodriguez

Nos momentos finais, a bola de futebol americano regressou às mãos de Bad Bunny enquanto “DtMF” tocava. O artista marcou o touchdown, erguendo a bola com a mensagem “TOGETHER, WE ARE AMERICA”, diante de um painel que exibia a frase “THE ONLY THING MORE POWERFUL THAN HATE IS LOVE”. Todo o elenco de músicos, bailarinos e performers abandonou o campo em conjunto, cantando, enquanto os bailarinos seguravam bandeiras representativas das Américas, encerrando a viagem de forma circular.

Produzido executivamente pela Roc Nation e concretizado por Bad Bunny e pelas Rimas Entertainment, o espetáculo foi desenvolvido em estreita colaboração com a diretora artística Letícia Leon e as coreógrafas Charm La’Donna e Karina Ortiz. Ao transformar o Apple Music Super Bowl Halftime Show numa narrativa viva e em constante evolução, a atuação ofereceu uma celebração rara de comunidade, cultura e experiência partilhada à escala global.

De seguida, o agora vencedor de seis GRAMMYs prepara-se para regressar à sua digressão mundial “DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour”, completamente esgotada, com início em três concertos consecutivos em Buenos Aires, Argentina, antes de seguir para atuações no Brasil, Austrália e Japão. A cada palco que pisa e a cada marco que alcança, Bad Bunny continua a consolidar o seu legado como uma das forças culturais mais marcantes da sua geração.

Portugal receberá “DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour” nos dias 26 e 27 de maio de 2026 no Estádio da Luz, em Lisboa.

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