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Bons Sons 2026: Confere o cartaz que comemora 20 anos de resistência com mais de 50 projectos de música portuguesa

07/04/2026

De 6 a 9 de agosto, o BONS SONS regressa para a sua 13.ª edição, assinalando 20 anos de história, tendo como tema a resistência. Com novos palcos, mais de 40 nomes no cartaz e concertos que se estendem para fora do centro de Cem Soldos.

A 13.ª edição do BONS SONS marca os 20 anos do festival. Realiza-se de 6 a 9 de agosto de 2026, na aldeia de Cem Soldos, concelho de Tomar – organizado pelo SCOCS – Sport Club Operário de Cem Soldos – e é uma edição marcada pela resistência.

Com duas décadas de manifesto, o BONS SONS celebra a resistência da conquista de um lugar para a cultura portuguesa e de afirmação de um lugar para o espaço rural. Um festival que cresce numa aldeia que quer existir pela contemporaneidade no campo, por uma plataforma cultural, pelo planeamento do território, pela cidadania participativa, pelo envelhecimento ativo, pelo ensino em comunidade, por projetos de território, por uma ação sustentável, pela criação de espaço público e pela comunidade popular.

Música e resistência através de uma forte presença de coletivos, pessoas que se encontram para um bem comum, artistas que fazem parte da história dos 20 anos do BONS SONS e que regressam agora com novos projetos, novas roupagens, novas fusões e uniões. Cruzam-se várias gerações, vários géneros, vozes de várias geografias, vozes que cantam tradição, mas também a contemporaneidade e o futuro.

Um festival e uma aldeia que existem e que querem existir pela contemporaneidade no campo, por uma plataforma cultural, pelo planeamento do território, pela cidadania participativa, pelo envelhecimento ativo, pelo ensino em comunidade, por projetos de território, por uma ação sustentável, pela criação de espaço público e pela cultura popular

O que vais ouvir na edição de 2026?
Depois de anunciar as primeiras dez confirmações, o festiva anunciou em conferência de imprensa o restante cartaz. com um cartaz ainda mais alargado, reforçando a diversidade da música portuguesa e mantendo a tradição de não repetir nomes na mesma edição. Entre os destaques já conhecidos, juntam-se agora muitos outros projetos que compõem um alinhamento repartido por vários palcos.

No Palco Lopes-Graça, cruzam-se diferentes gerações e linguagens, com nomes como Miss Universo, Quinta do Bill, Xau Xau Dodô, TT Syndicate, Luta Livre, Cacique’97 e Seara. Já o Palco Zeca Afonso aposta numa abordagem mais autoral e eclética, com Jonas – Maçã de Adão, Luca Argel, Yakuza, Jorge Cruz, Máximo e Rita Redshoes.

No Palco António Variações, a energia sobe com propostas mais alternativas e contemporâneas, incluindo Mães Solteiras, Xullaji, Them Flying Monkeys, Fidju Kitxora, Mordo Mia e Victor Torpedo and The Pop Kids.

Líquen, O Marta, Banda Vencedora Festival Termómetro 2026, Rossana, Lisa Sereno, Marquise, La Família Gitana e Cortada são os destaques do Palco Giacometti.

No Palco Amália, o foco por Claiana, O Mau Olhado, ALARIDO – Coro Feminista e LGBT, CRUA, Pauliteiras de Miranda do Douro e Romeu Bairos. O Palco Aguardela apresenta propostas como Pedro da Linha, Brandos Costumes, Catarina Silva e Baile Festeiro.

Por fim, ACID ACID, Natércia Lameiro, Calcutá e A Sul sobem ao Palco Rosa Ramalho, enquanto o Palco MPAGDP reúne Suma, Sons do Lagar com Coro da Cura, Serigosa e Cancioneiro de Benfica.

Podes consultar em baixo toda a programação distribuída por dias.

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Novidades na edição de 2026
Uma edição marcada pelo surgimento do Palco Rosa Ramalho, uma homenagem à escultora, ceramista e figura emblemática da olaria tradicional. Um novo palco que convida a descobrir Cem Soldos fora do seu centro, em plena natureza, abrindo portas a diferentes retratos da aldeia, como hortas de cultivo e eiras de secagem. Também por isso, são concertos com lotação limitada e requerem inscrição prévia.

Continuam as parcerias de programação com a MPAGP – Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, incluindo quatro concertos, a parceria com o Festival Materiais Diversos, com a apresentação de dois espetáculos de artes performativas, bem como com o festival de cinema itinerante Curtas em Flagrante, com a exibição de várias curtas-metragens e com o Gerador, no âmbito da realização de quatro conversas. Outra parceria a sublinhar é com a associação 30POR1LINHA, que leva o público do BONS SONS a conhecer a biodiversidade nos campos, nos bosques e nos ribeiros que circundam Cem Soldos. Os espetáculos, filmes, temas das conversas e passeios serão anunciados em breve.

O BONS SONS 2026 é também marcado pela ausência do Palco Carlos Paredes, situado dentro da Igreja de S. Sebastião, mas trata-se de uma ausência temporária e devido a uma boa causa: finalmente, realiza-se a intervenção na cobertura da igreja, uma obra há muito aguardada pela comunidade de Cem Soldos, uma contribuição importante para a preservação do património arquitetónico local. Esta obra é realizada também graças ao público do BONS SONS que contribuiu para parte do investimento, através de donativos resultantes do não levantamento do valor em pulseira no final do festival de uma das edições passadas

Outra novidade é o funcionamento em pleno do estúdio de vídeo das crianças das escolas de Cem Soldos. Ao longo de vários meses, observam o território, ouvem histórias da comunidade, experimentam vídeo e som e criam pequenas peças que refletem diferentes olhares sobre a vida da aldeia. Mais do que aprender técnicas de filmagem, o projeto procura estimular a curiosidade, a escuta, a criatividade e o sentido de pertença. No BONS SONS, é apresentada uma exposição com materiais deste projeto.

Bilhetes e Passes
Os bilhetes continuam disponíveis em diferentes modalidades. O passe de 4 dias com campismo incluído custa 60€ na Fase 3 e 70€ na Fase 4, enquanto os bilhetes diários estão já disponíveis para quem prefere escolher dias específicos. A entrada é paga a partir dos 12 anos e os preços variam conforme a fase de venda.

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