Ana Moura Deixa Editora e Agência Para Estar Mais Perto do Público Através da Tecnologia

Ana Moura Deixa Editora e Agência Para Estar Mais Perto do Público Através da Tecnologia

Redacção
Sharon Pannen

Ana Moura deixou a editora, a agência e demais estruturas com quem trabalhava. A fadista, que lança nova canção no final do mês de Abril, vai passar a usar as novas tecnologias para gerir a sua carreira e estar, assim, mais perto dos seus fãs.

Ana Moura anunciou a decisão através de um comunicado enviado às redacções. A fadista, que se prepara para lançar, no dia 30 de Abril, uma canção intitulada “Andorinhas”, a primeira amostra do álbum que sucederá a “Moura”, editado em 2015, está prestes a abraçar uma nova fase na sua carreira, marcada, em primeiro lugar, por um afastamento das principais estruturas com as quais tinha vindo a trabalhar até aqui, nomeadamente a editora Universal Music Portugal e a agência de espectáculos Sons em Trânsito.

«Canto desde que me lembro. E desde então tenho vivido na vossa companhia, sempre que vão aos meus concertos ou ouvem a minha música. (…) Não esqueço os meus editores, o meu manager e todas as pessoas que com eles trabalharam. Nunca os esquecerei!», começa por escrever Ana Moura, que prossegue: «Desde o início desta caminhada, a minha carreira tem sido gerida e trabalhada por entidades e pessoas que, de forma muito profissional e apaixonada, mediaram a minha relação com o público. Após muita reflexão, sinto neste momento uma necessidade de mudança para seguir um novo caminho que quero que seja mais directo entre mim e vocês e onde todos possam participar directamente em todos os aspectos da minha carreira».

Alicerçada no «novo mundo digital que possibilita a relação directa» com os fãs, Ana Moura refere que «a tecnologia tem permitido às pessoas ocuparem um papel central em várias áreas da sociedade. Por outro lado, tem contribuído para alargar as possibilidades de relacionamento dos artistas com o público através das redes sociais, das plataformas digitais e de tantas outras formas. Consequentemente, o público tem um papel muito mais activo na carreira dos artistas, tendo efeito directo e imediato, através das suas escolhas, nos seus percursos».

Por isso, a artista diz sentir que é importante inovar nesta área, partilhando diferentes aspectos do seu processo criativo numa relação directa com os fãs através das redes e utilizando todos os meios que a internet e a tecnologia oferecem, nomeadamente os NFT’s (Non-Fungible Token), um novo conceito de valorização do trabalho dos artistas através da tecnologia blockchain, que «tem aberto inéditas oportunidades de expressão artística e de relacionamento com novos públicos», diz a fadista.

«Julgo ser uma das primeiras artistas musicais em todo o mundo a assumir que, em alguma medida, pretendo disponibilizar ao público, através das redes, todos os aspectos da minha carreira, criando uma relação directa que permita que todos partilhem do meu processo e sucesso, desde a concepção até aos possíveis resultados. O mais perfeito exemplo disso será a emissão de um NFT que acontecerá antes do lançamento do meu novo single no fim de Abril. Este NFT é uma criação minha, que parte da capa desse trabalho e no qual fiz uso de outros meios para exprimir, de forma mais completa, a minha visão que está completamente alinhada com o meu pensamento e que acredito que melhor representa a minha música».

Assim, os fãs de Ana Moura «também vão poder participar sobre os direitos de parte das músicas» da fadista. «Já são vossas quando se tornam a música do vosso casamento, a música de amor entre o neto e a avó, a música que vos reconfortou num momento mais triste ou que vos elevou dando esperança e força para seguirem os vossos sonhos».

«Estaremos ainda mais juntos neste novo caminho», remata Ana Moura, que até agora acumula 16 discos de platina, incluindo o disco mais vendido da década, “Desfado”, dois Prémios Amália, três Globos de Ouro e ainda a Comenda da Ordem Infante D. Henrique com que a cantora foi condecorada em 2015.

EGITANA