Chino Moreno A Trabalhar Em Músicas Novas Dos… Crosses

Chino Moreno A Trabalhar Em Músicas Novas Dos… Crosses

Redacção

Com “Ohms” já cá fora e sem digressões dos Deftones à vista, o vocalista Chino Moreno está a trabalhar em novo material para o seu projecto paralelo, os Crosses, que editou o álbum de estreia homónimo em 2014.

Chino Moreno mudou de casa recentemente e montou um estúdio doméstico, o que o levou a escrever musicas novas para o seu projecto parelelo aos Deftones, os Crosses, também representados por †††. «Acabei de me mudar para um lugar novo há pouco mais de um mês, por isso tenho estado a montar aqui o meu estúdio caseiro, e desde então, comecei a trabalhar», disse Moreno em entrevista ao podcast do site Bloody Disgusting.

«Agora que o disco dos Deftones [“Ohms”] está feito e não há nenhuma digressão num futuro próximo, tenho tempo para trabalhar noutras coisas, por isso vou definitivamente escavar e ver onde posso ir com isto», acrescentou.

Crosses, que inclui Moreno, bem como o guitarrista Shaun Lopez e o baixista Chuck Doom, lançaram a sua auto-intitulada estreia em 2014, sem qualquer aviso, depois de EP 1 e EP 2, em 2011 e 2012, respectivamente. Abordando esse período, Moreno acrescentou: «Gosto deste projecto. A melhor parte para mim era que ninguém sabia que estávamos sequer a fazer aquele disco. Pusemo-lo para fora como EP em primeiro lugar. Fazer música sem quaisquer expectativas é super livre e divertido. Adoro mesmo fazê-lo. Gosto dos tipos com quem trabalho nesse projecto, por isso vou tentar finalizar algumas dessas coisas».

Quanto a notícias relacionadas com os Deftones, Moreno disse à NME que ainda não desistiu da ideia de terminar o álbum perdido da banda, “Eros”. Recorde-se que em 2008 a banda encerrou o álbum depois do baixista, Chi Cheng, ter estado envolvido num acidente de carro. Cheng foi inicialmente deixado em coma, e mais tarde morreu devido a paragem cardíaca, em 2013.

«‘Eros’ nunca foi terminado ou libertado devido ao acidente de carro de Chi. Foi simplesmente guardado», disse Moreno, explicando: «Precisávamos de uma mudança de cenário e de uma mudança de tudo. Penso que funcionou realmente para o que precisávamos de fazer mentalmente em “Diamond Eyes”. Falámos um pouco sobre o material de “Eros” [com o produtor Terry Date]. Uma vez tudo encerrado, os discos rígidos foram arrumados. A minha memória é que tínhamos talvez um pouco mais de meio caminho percorrido. Havia ainda muito trabalho a fazer. Estava ainda muito fragmentado. A questão que nos é sempre colocada é: “Alguma vez vais apagar esse disco?” Honestamente, seria como fazer um outro disco inteiro – excepto que eu estaria a tentar escrever letras para canções com mais 10 anos de idade».

EGITANA