Corey Taylor Diz Que Lars Ulrich Estava Mais do Que Certo na Sua Luta Contra o Napster

Corey Taylor Diz Que Lars Ulrich Estava Mais do Que Certo na Sua Luta Contra o Napster

Redacção

Líder dos Slipknot critica serviços de streaming actuais e afirma que o baterista dos Metallica teve razão em enfrentar o Napster, em 2000.

Numa entrevista ao podcast de Steve-O, Wild Ride!, o líder dos Slipknot Corey Taylor afirmou que o baterista dos Metallica Lars Ulrich, quando encetou, em 2000, uma batalha contra o serviço de partilha de ficheiros Napster, estava totalmente certo em relação ao futuro da música digital e à compensação dos artistas. «Lembro-me de toda a gente se ter atirado a ele por causa disso. E agora, o que têm a dizer? Ele sabia que esta era a direcção que estávamos a tomar».

Puxemos a fita atrás. Em Maio de 2000, Lars Ulrich apareceu na sede da empresa Napster com 60.000 páginas contendo uma lista de 335.435 utilizadores do serviço que piratearam canções dos Metallica através daquele programa. Uma demo em MP3 do tema “I Disappear” dos Metallica tinha também circulado antes do seu lançamento oficial, e um furioso Lars Ulrich atirou-se ao Napster e aos seus utilizadores, embora a sua opinião não tivesse sido amplamente partilhada na comunidade musical.

Ainda assim, Lars Ulrich acabaria por vencer a batalha legal, levando ao desaparecimento do serviço de partilha de ficheiros Napster, que desde então passou a ser uma plataforma legítima de streaming pago. Na altura, a iniciativa de Ulrich foi em parte vista como uma traição aos fãs – afinal, eram eles que descarregavam as canções dos Metallica. Além disso, a banda não parecia beneficiar do frenesim que se seguiu nos meios de comunicação social. Vinte e um anos depois, Corey Taylor acredita que Ulrich tentou fazer algo pelos músicos.

E, se alguns artistas, em 2000, possam ter visto a partilha de ficheiros MP3 como um meio de publicidade gratuita, agora são os mesmos que criticam os serviços de streaming como o Spofity, exigindo uma compensação justa. Ao contrário do Napster original, o Spotify e outros serviços de streaming pagam royalties aos artistas, mas estes têm reivindicado que esses pagamentos não são ajustados.

Corey Taylor sublinha que «é um pouco estranho e difícil, porque nos dias de hoje é realmente difícil saber quais dos serviços de streaming compensam realmente os artistas que estão a roubar». E conclui: «É mais importante para mim que as pessoas ouçam a música. Neste momento, fiz uma espécie de paz com o facto de haver vários serviços que nos estão a lixar e, até que a legislação seja realmente aplicada, vão continuar a cobrar-nos a esse ritmo. Julgo que irão aumentar as taxas e os músicos poderão voltar a ganhar a vida com as suas gravações».

Corey Taylor está actualmente a preparar-se para uma digressão a solo, em apoio do seu disco “CMFT”, que arranca a 18 de Maio em Tempe, Arizona. Podes ver e ouvir a conversa no player que se segue.

EGITANA