Duff McKagan, Concertos de Guns «Só Quando For Seguro»

Duff McKagan, Concertos de Guns «Só Quando For Seguro»

Redacção

Duff McKagan, baixista dos Guns N’ Roses, abordou o assunto do momento em entrevista e falou do impacto da pandemia Covid-19 na banda e crew.

Em conversa no podcast The Triple R, Duff McKagan foi questionado sobre o estado de emergência em que se encontra meio mundo, num esforço para parar a pandemia, e sobre o impacto económico na indústria musical. Como todos nós, o gunner revelou mais dúvidas que certezas.

«Não sei como isto irá acabar e o que implicará nos nossos trabalhos. Aquilo que mais me preocupa neste momento é manter o emprego daqueles que trabalham para mim. Temos [Guns N’ Roses] mais de 80 pessoas na nossa equipa, que estão muito preocupadas. Temos que pensar bem no que fazer para impedir que percam os seus rendimentos e as suas casas ou assim. A única coisa que posso fazer é manter esses empregos. Tenho a capacidade para isso. Penso que é uma responsabilidade. penso que é patriótico, estejam eles a trabalhar ou não».

Duff McKagan passa essa mensagem de responsabilidade patronal e descreve a micro economia em torno dos Guns N’ Roses. «Temos camionistas. E os hotéis que marcámos, todas as pessoas que trabalham nesses hotéis, as pessoas que trabalham nos parques de estacionamento e concessionários e toda a gente que trabalha directamente connosco, que forma uma caravana bastante grande. Temos armadores, carpinteiros e electricistas. E, claro, a malta do backline, na monição, no som. E vai tudo somando. Cada vez que visitamos uma cidade, há pessoas que vêm de fora e marcam hotéis onde ficar após nos verem tocar, que compram comida em restaurantes e tudo isso. Movemos pequenas economias nestas cidades que visitamos e toda a gente irá sentir o impacto, naturalmente».

Então há essa responsabilidade da parte da banda, admite McKagan. Mas também há a responsabilidade da segurança e da saúde. E se em Março os Guns N’ Roses geraram polémica, ao manterem a sua actuação num festival mexicano, ao contrário de todas as recomendações que iam surgindo a nível mundial, de forma a controlar minimamente o surto pandémico do coronavírus, e de vários protestos e críticas à organização (pedindo o cancelamento), desta vez a banda parece recuar na intenção de manter as próximas datas.

«Sentimos responsabilidade de voltar. Mas, claro, não podemos fazê-o até que seja seguro. Portamos aguardamos. Falamos sobre isso. Procuramos estar a par de tudo o que acontece diariamente». Palavras que praticamente dizem que a leg europeia da digressão, com arranque em Lisboa, em Maio, não vai acontecer como previsto.