Está de volta a Temporada Gulbenkian Música 20/21

Está de volta a Temporada Gulbenkian Música 20/21

Redacção

A segunda parte da Temporada Gulbenkian Música 20/21 irá decorrer entre Janeiro e Março de 2021, com o pianista András Schiff e a violinista Isabelle, entre os intérpretes convidados.

Entre estes dois meses, a Orquestra Gulbenkian, dirigida por maestros como Lorenzo Viotti, Giancarlo Guerrero e John Nelson, entre outros, vai manter-se no centro de uma programação em que o canto marcará uma forte presença.

O mês de janeiro abre com o Concerto de Ano Novo, que dará a ouvir grandes peças do repertório clássico e romântico, onde não faltarão as valsas vienenses (6, 7 e 8 jan). A maestrina Elena Schwarz dirige a Orquestra Gulbenkian nestes três concertos, com o contributo vocal da soprano australiana Siobhan Stagg.

Lorenzo Viotti dirige o seu primeiro concerto do ano na Gulbenkian Música com um programa intitulado “Uma Noite na Ópera” (13, 14 e 15 jan), apresentando algumas das mais célebres árias de ópera interpretadas por Ailyn Pérez (soprano), Margarita Gritskova (meio-soprano), Joshua Guerrero (tenor) e Roman Burdenko (barítono). Ainda no mês de janeiro, Lorenzo Viotti dirigirá a Orquestra Gulbenkian em mais dois concertos: o primeiro dando a ouvir a 6.ª Sinfonia de Tchaikovsky e a obra Langsamer Satz de Anton Webern (21 e 22 jan), e o segundo dedicado a Canções de Gustav Mahler e de Richard Strauss, com a soprano Sabine Devieilhe e o barítono Lauri Vasar, onde será também tocada a peça Metamorphosen de Richard Strauss (27, 29 e 30 jan).

O Coro Gulbenkian continuará a apresentar-se em pequenas formações para apresentar repertório a cappella, num ciclo de concertos com entrada gratuita, sempre aos domingos às 12h00. Momento marcante da temporada será também o regresso de John Nelson, maestro que associou o seu nome a concertos e gravações de excelência do Coro e Orquestra Gulbenkian. Neste concerto, além do ciclo de canções Les nuits d’été de Hector Berlioz, com a meio-soprano britânica Christine Rice e o tenor norte-americano Nicholas Phan, o maestro dará também a ouvir, com a Orquestra Gulbenkian, a 2.ª Sinfonia de Robert Schumann. (25 e 26 fev).

Giancarlo Guerrero trará a sua leitura de uma das obras–primas do reportório sinfónico mundial, a Sinfonia n.º 4 de Gustav Mahler, na versão para orquestra de câmara de Erwin Stein, com a jovem soprano alemã Julia Kleiter a dar voz à canção celestial do último andamento (17, 18 e 19 mar).

Entre os artistas convidados, destaca-se o pianista András Schiff (11 e 12 fev), que interpretará duas peças maiores do reportório pianístico mundial: a Sonata para Piano em Ré maior, D. 850, de Franz Schubert, e a Abertura Francesa em Si menor, BWV 831, de Johann Sebastian Bach. Uma das grandes intérpretes da atualidade, Isabelle Faust, apresenta-se com o seu octeto, composto por músicos de exceção – grande parte dos quais membros da Freiburger Barockorchester – para interpretar uma das obras mais celebradas na Música de câmara: o Octeto em Fá maior de Franz Schubert (24 e 25 mar).

A estreia mundial de um Concerto para Violoncelo e Orquestra da compositora Andreia Pinto-Correia, dirigido por Nuno Coelho, é um dos momentos aguardados da programação. Intitulada Reverdecer, a obra resulta de uma encomenda no âmbito da parceria SP-LX, que nos últimos anos tem vindo a estimular a criação de novas obras de compositores nacionais e brasileiros. Além desta estreia, que terá a colaboração do violoncelista Jay Campbell, membro do JACK Quartet, será também interpretada a Sinfonia n.º 4 de Johannes Brahms (04 e 05 fev).

Como sempre, não faltará o Concerto de Páscoa, dirigido pelo prestigiado Maestro Titular do Coro Gulbenkian, Michel Corboz. Em virtude das regras impostas pela pandemia, será apresentada apenas a segunda parte da Paixão segundo São João de Johann Sebastian Bach (29, 30 e 31 mar). Juntam-se, neste concerto celebrativo, os solistas Ana Quintans (soprano), Helena Rasker (contralto), Tuomas Katajala (tenor), Marco Alves dos Santos (tenor), Benjamin Appl (barítono) e Huw Montague Rendall(barítono).

Sob a direção de José Eduardo Gomes, a Orquestra Gulbenkian, acompanhada do jovem violinista André Gaio Pereira, dará a ouvir obras de Arvo Pärt, György Ligeti e Arnold Schönberg (11 e 12 mar).

No primeiro concerto (14 fev), o maestro Diogo Costa dirige a Orquestra Gulbenkian num programa com excertos e árias de três óperas de Wolfgang Amadeus Mozart: A flauta mágica, Don Giovanni e As bodas de Figaro. A soprano Cecília Rodrigues e o barítono André Henriques dão corpo e voz aos jogos de sedução dos pares amorosos dos vários enredos. A dirigir o segundo Concerto de Domingo estará o maestro Nuno Coelho (07 mar), num programa que propõe uma viagem pelo universo musical húngaro, com a colaboração do pianista Nuno Cernadas na interpretação da Dança macabra de Franz Liszt.

Em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e com um preço reduzido, os Concertos de Domingo continuam a proporcionar o acesso e a aproximação à música a um público alargado, num ambiente descontraído e familiar. Este ano os dois concertos realizam-se no mês de março e trazem uma novidade: além dos habituais comentários musicais, haverá também espaço para uma pequena conversa sobre temas ligados ao ambiente e à sustentabilidade.

Devido ao contexto atual, este ano o Dia de Portas Abertas para ouvir jovens estrelas em ascensão (Rising Stars) será realizado exclusivamente em livestream nas plataformas digitais da Fundação (07 fev). Oportunidade para ouvir intérpretes de excecional talento, escolhidos pela European Concert Hall Organisation, que a Fundação Gulbenkian integra, incluindo nomes como Vanessa Porter (percussão), Cristina Gómez Godoy (oboé), Diana Tishchenko (violino), James Newby (barítono) e o Aris Quartett.

Para mais informações basta consultar o site da Fundação Calouste Gulbenkian.

EGITANA