Revolução no Vinil?

Revolução no Vinil?

Tiago da Bernarda

Empresa canadiana desenvolveu tecnologia de prensa de discos automatizada que facilitará a produção.

Apesar da descida geral das receitas discográficas, ao longo da duas últimas décadas, desde 2011 que lemos as mesmas história sobre o aumento da procura de discos. Só nos Estados Unidos, foram mais de 11,9 milhões de LPs vendidos em 2015. O único problema com o recente peso do coleccionismo é que aumentou demasiado rápido. Há décadas que se deixou de fazer máquinas de prensa de vinil. Resultado: Aumentam-se as listas de espera e obriga os novos fabricantes a recorrer a aparelhos defeituosos. No entanto, há uma empresa canadiana que desenvolveu uma nova tecnologia de prensa automatizada que entrará no mercado ainda este ano. Chama-se Viryl Tecnhologies e visa reduzir as demoras por parte dos actuais fabricantes de discos.

É certo que Jack White já anunciou que a sua editora, a Third Man Records, iria construir uma fábrica própria de vinil, recorrendo a prensas recém construídas pela alemã Newbilt Machinery, contudo essas prensas possuem operação não automatizada, sendo basicamente réplicas das máquinas clássicas. As prensas da Viryl Technologies são algo diferentes.

A tecnologia integrada no novo modelo permite regular várias características que as prensas manuais não conseguem. Desde a temperatura à pressão das agulhetas. «Vamos reunir toda esta informação obscura que nunca tinha sido observada antes», comentou Chad Brown um dos principais executivos da Viryl. «Nos anos 50 e 60, não havia tecnologia para isso». Como uma espécie de robô de cozinha, a tecnologia patenteada pela Viryl permite uma produção mais acelerada devido às suas funções automatizadas, desde a formação da bolacha ao arrefecimento do disco.

As unidades estão desenvolvidas de modo a que uma pessoa possa operar duas em simultâneo, carregando os materiais e definindo cores e gramagem que serão processados pelas unidades de forma totalmente automatizada e muito mais rápida. A empresa tenciona levar as suas prensas a todo o mundo, ao modesto preço de 160 mil dólares (cerca de 14,3 mil euros).

Segundo o site The Globe and Mail, Brown diz que já tem centenas de reservas.

EGITANA