Gibson Procura Casa

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Após 18 anos de trabalho, a Gibson vai abandonar a sua fábrica em Memphis.

De acordo com o Memphis Daily News, a marca colocou a sua actual fábrica à venda, para depois se deslocar para um recinto mais pequeno na mesma cidade. A fábrica da Gibson em Memphis tem a sua actividade principal na produção de instrumentos hollowbody e semi-hollow, tendo anunciado recentemente uma pequena linha de produção de novos modelos para 2018. A marca pretende manter-se no espaço actual por mais 18 a 24 meses, enquanto procura uma nova base. Há alguma especulação sobre o facto de a venda servir para atenuar alguma da actual dívida da empresa, em Agosto surgiram relatos da dívida se situar pelos 520 milhões de dólares.

A Gibson reagiu através de um comunicado oficial que refere que um novo espaço irá permitir à marca aumentar a qualidade dos seus produtos e a própria capacidade de produção, que por sua vez poderá aumentar a oferta de emprego na área metropolitana de Memphis. A marca nega que a venda esteja, de alguma forma, relacionada com a dívida de que se fala, admitindo a necessidade de vender o espaço actual para ter margem para negociar o próximo espaço: «A Gibson está a procurar um comprandor para o espaço actual, de forma a permitir continuar a operar aí enquanto constrói e faz a locação para um espaço adequado numa zona próxima da actual fábrica».

Henry Juszkiewicz, CEO da Gibson Brands, abordou o assunto: «Estamos entusiasmados com este próximo passo, o qual acreditamos irá beneficiar os nossos trabalhadores e a comunidade de Memphis. Recordo-me de quando a nosso propriedade tinha edifícios abandonados e a Beale Street se encontrava em declínio. É com regozijo que vejo o desenvolvimento desta zona com um recinto de basquetebol, hóteis e um ressurgimento do orgulho na herança musical da grande cidade de Memphis. Nós continuamos a amar a comunidade de Memphis e esperamos ser um factor chave na contribuição para o seu futuro quando nos mudarmos o nosso negócio de produção para uma localização mais apropriada, permitindo ao mundo beneficiar dos nossos grandes artesãos americanos».

Resposta à dívida da marca ou simples ajuste empresarial, fica por saber o impacto que esta manobra terá no custo dos instrumentos e que alterações irá provocar nas gamas actuais e futuras.