O dia em que Layne Staley se juntou a Cobain

O dia em que Layne Staley se juntou a Cobain

Nero

Layne Staley, após uma vida adulta em constante luta contra sintomas de depressão e drogas, faleceu no dia 05 de Abril de 2002. Depois de Kurt Cobain, em 1994, Layne tornou o dia 5 de Abril ainda mais negro na história do rock e, particularmente, da cena de Seattle.

No dia 19 de Abril de 2002, o contabilista de Staley contactou a sua manager, estranhando o facto do músico não fazer qualquer movimento de contas bancárias durante dias. A manager decidiu contactar a mãe de Staley, Nancy McCallum, que, por sua vez, alertou os serviços de urgência assinalando que não sabia do filho há cerca de duas semanas. Então, a polícia, acompanhada do casal McCallum, dirigiu-se ao apartamento do músico, que nunca respondeu aos apelos.

A polícia arrombou a porta e encontrou a TV acesa e o músico, que falecera por overdose de cocaína. O corpo do músico não chegava a pesar 40kg. Mais tarde, Mike Starr (antigo baixista de Alice In Chains) confirmou ter estado com o antigo companheiro no dia 04 de Abril (dia de aniversário de Starr) e que insistiu com Staley para que chamassem o 911 (112 em Portugal), devido ao estado deteriorado de saúde do vocalista. Quando este recusou, ambos discutiram e Starr saiu, furioso. Starr penitenciou-se até à sua morte (também por overdose), em 2011, por não ter tomado a iniciativa de contrariar o amigo e ter-lhe pedido auxílio.

O vocalista catapultou, junto de Jerry Cantrell, os Alice In Chains para o topo do universo rock. As suas harmonizações vocais com Cantrell tornaram-se uma assinatura sonora inimitável. Mike Inez (baixista actual dos Alice In Chains) falou com a Arte Sonora na altura em que o regresso da banda ao activo despoletou todas as discussões entre os fãs.

«Nunca pensámos em substituir o Layne, ele é insubstituível. Penso que o grande tema central de “Black Gives Way To Blue” tem a ver com isso, de como segues em frente com a tua família, através da tragédia, da morte do Layne, de como nos juntámos de novo e seguimos em frente. Sabes, não era algo que tivéssemos que fazer, estávamos todos estáveis financeiramente, não é como se alguém estivesse prestes a perder a casa ou algo assim, foi tudo motivado pela nossa amizade e para mim essa é a melhor parte de todo este processo, poder estar numa banda com os meus dois melhores amigos. É uma bênção e penso que muitas pessoas conseguem identificar-se com isso, com a perda, seja de um pai, mãe, e de como se continua com a vida após a morte dum familiar».