Metallica …And Justice For Jason

Metallica …And Justice For Jason

Nero

James Hetfield versou sobre a infame mistura do clássico álbum “…And Justice For All” e negou os mexericos em torno de uma velha controvérsia dos Metallica. Hetfield culpa o ritmo infernal de trabalho que a banda enfrentou na época.

O frontman dos Metallica abordou recentemente uma das maiores polémicas na carreira da banda. James Hetfield deu algumas explicações sobre a controversa mistura do clássico álbum “…And Justice For All”. Até aí, o som de baixo era um dos pilares mais distintos na estética sonora dos Metallica, graças ao lendário Cliff Burton. Em 1988, os fãs ficaram siderados pela debilidade de graves na mistura de “…And Justice”.

Desde logo, o assunto tornou-se motivo de imensa especulação. Como quase sempre, chingou-se fortemente o baterista Lars Ulrich, sob a pretensa de ser ele quem queria dar um novo som à banda; outras más línguas diziam que os Metallica não suportavam ouvir a sua música sem a presença de Burton, enquanto outras referiam que a banda não queria que o novo baixista, Jason “Newkid”, como era a sua alcunha na época, ganhasse o enorme protagonismo do anterior.

Mais de 30 anos depois da edição do álbum, na revista de fãs dos Metallica, a So What!, Hetfield respondeu a uma questão sobre se Jason Newsted o teria abordado ou a Lars sobre o facto de o som de baixo estar tão atenuado na mistura do disco.

James respondeu, procurando eliminar a longa lista de mexericos, que o mais provável será que Newsted o tenha abordado. «Não sei qual terá sido a minha resposta na altura, mas já não havia volta a dar. Quero dizer, não se tratou de algo como: Ele que se f*da. Vamos baixar o seu som”. Isso é certo que não».

O guitarrista/vocalista avançou com uma explicação concreta, culpando a intensa actividade da banda nessa época. «Queríamos ter a gravação com o melhor som possível. Era esse o nosso objectivo. Mas estávamos rebentados. Estávamos a fritar. Andar de um lado para o outro [entre digressão e mistura do álbum. Tocar um concerto. Sem  tampões nos ouvidos, sem nada. Voltas ao estúdio e a tua audição está morta. Se os teus ouvidos não conseguem escutar agudos, vais subi-los. Portanto, estamos a subir os agudos cada vez mais e, de repente, ficamos sem graves».

«Sei que isso foi determinante, mais que alguma tentiva de ofuscar ou má vontade contra o Jason. Estávamos fritos. Estávamos rebentados», garante Hetfield.

No ano passado, o álbum foi alvo de reedição física e digital para comemorar o seu 30º aniversário. Podes ouvir essa versão do álbum AQUI.