O festão de Billie Eilish na Altice Arena em Lisboa

O festão de Billie Eilish na Altice Arena em Lisboa

Redacção
Nuno Conceição

Com apenas 17 anos, a artista americana apresentou um pop alternativo e uma energia imensa dentro da Altice Arena – a primeira presença em Portugal.

Billie Eilish é actualmente um ícone em destaque da música pop. Com um enorme culto de seguidores e músicas com milhões de reproduções em todas as plataformas de streaming (“bad guy” soma 510 milhões de visualizações, só no youtube), a artista americana subiu rapidamente ao topo da indústria musical. Mas o pop de Billie não cai no banal, oscila entre instrumentais abruptos, carregados de electrónica e graves energéticos (os 808s continuam na moda) e baladas mais calmas, protagonizadas por guitarras e teclas suaves. Uma mistura de pop, hip-hop e indie, verificada no primeiro álbum de estúdio “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?” (2019).

Existe muitas teorias de que a artista foi fabricada de raiz para ser um sucesso. Os mais conspiradores imaginam uma editora americana a pagar a uma equipa para escrever as suas letras, definir o seu look ou até mesmo a pagar para que apareça em todo o lado (entrevistas, vídeos, memes, redes sociais, etc…). Isto porque a sua caminhada até ao sucesso mundial aconteceu em aproximadamente três anos. Publicou “Ocean Eyes” no soundcloud com 15 anos e partir daí foi sempre a subir. Aliás, o concerto de Billie Eilish em Portugal, antes de ser agendado na Altice Arena, foi inicialmente programado para o Coliseu dos Recreios, em Fevereiro de 2019  – talvez na altura em que os contratos foram fechados, a sala parecia a melhor opção mas, em Setembro de 2019, a Altice Arena esgotou com a sua presença.

Conversas sobre crescimento fabricado pela indústria ou crescimento natural são irrelevantes. A música de Billie é, de facto, uma lufada de ar fresco na música pop e ao vivo (lembrem-se, apenas 17 anos) consegue controlar a multidão e marcar um presença de grande estrela com profissionalismo. O público, maioritariamente jovem, fez tanto barulho durante a música de abertura – a “bad guy”, incrivelmente bem-produzida e com melodias vocais contagiantes – que não conseguimos ouvir o som. A letra foi inteiramente declamada pela multidão (e soavam bem!) com o grupo mais frontal em total frenesim. Pouco volume ou mesmo muito barulho? Difícil de avaliar.

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