Qual o Futuro dos Pedais de Efeitos? A Resposta de Vários Construtores

Qual o Futuro dos Pedais de Efeitos? A Resposta de Vários Construtores

Redacção

Unidades cada vez mais simples ou expansivo poder digital. As mais significativas marcas de pedais efeitos boutique respondem, num outtake do Pedal Movie. Todavia, as contigências parecem determinar uma tendência.

Num outtake do documentário The Pedal Movie, recentemente partilhado online de modo a promover o interessantíssimo filme da Reverb, é colocada,  a um número de construtores de pedais efeitos, a seguinte questão: Qual é o futuro da indústria de pedais de efeitos?

Os carolas da Red Witch Pedals, JHS Pedals, Old Blood Noise Endeavors, Way Huge, Analogman, Craig Anderton, Meris, Chase Bliss Audio, EarthQuaker Devices, Source Audio, Keeley, Strymon, Gamechanger Audio, Wampler, Malekko, Dogman Devices, ThorpyFX, Caroline Guitar Company e Spaceman Effects. Josh Scott, da JHS, logo no início do vídeo, assume desassombradamente: «Não faço a menor ideia. Essa é a resposta honesta». Mas muitos outros arriscam vislumbrar o futuro.

Muitos construtores olham às inovações técnicas que planeiam fazer ou que desejam ver outros fazer. Alguns preferem concentrar-se na simplicidade, como o Jamie Stillman da Earthquaker Devices. «A maioria dos músicos com quem falo deseja que tudo o que gostam tivesse apenas um botão e um interruptor… O que é cada vez mais a direcção para a qual, pessoalmente, estou a gravitar».

Por outro lado, construtores como Roger K Smith da Source Audio sentiram o chamamento dos complexos sistemas digitais, controlados pela mesma interface que os pedais tradicionais, e como esse tipo de unidades digitais podem interagir entre si e partilhar predefinições «sem limitações».

Também é referida a necessidade de reformas na indústria, principalmente porque os pedais de guitarra utilizam, frequentemente, tecnologia que foi descontinuada ou de alguma forma ultrapassada em todas as outras áreas. Por isso, a disponibilidade de peças já de si obscuras e mesmo as mais recorrentes que acabam descontinuadas podem tornar-se uma fatalidade para certas unidades, forçando também a sua descontinuação.

George Tripps da Way Huge e Dunlop diz sentir que o conhecimento destes componentes antigos se está a perder. Na sua opinião, isso tornará a tecnologia analógica especializada muito mais cara e portanto, queira-se ou não, o «digital é o futuro».

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EGITANA