A Pior Semana do Mercado Discográfico Desde os Anos 60

A Pior Semana do Mercado Discográfico Desde os Anos 60

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Desde a década de 60, no período inicial do formato LP, que as vendas de álbuns não apresentavam números tão baixos. A Billboard revelou um cenário negro no mercado discográfico norte-americano.

Os danos da pandemia coronavírus na indústria musical continuam a lavrar. Desta vez, o foco está nas vendas de discos. Se os últimos anos têm mostrado uma queda do mercado discográfico físico, as coisas agravaram-se na última semana e nem o mercado digital escapou. O mercado de streaming desceu 7.6% e as vendas de discos físicos caíram 27.6%. Isto resulta na pior semana de vendas dos últimos 60 anos!

Os dados dizem respeito ao território norte-americano, mas são superlativos. Afinal é um dos maiores (ou mesmo o maior) mercado mundial e os prejuízos sobre artistas e editoras e consequente reflexo mundial são óbvios.

A Billboard reporta que as vendas foram equivalentes a um milhão e meio de álbuns na semana de 19 de Março. Este é o número mais baixo desde que os LPs se tornaram um formato estabilizado a meio dos “sixties”. E, nesse sentido, foram mesmo os formatos físicos a sofrerem o maior rombo, pois a semana passada foi a primeira vez que os discos “reais” não chegaram ao milhões de vendas durante tal período na era Nielsen Music/MRC Data.

O dado menos negativo é que, naturalmente, estas percentagens são um reflexo directo do encerramento de milhares de lojas de discos, além da Amazon ter parado de alimentar o seu stock de vinil. Todavia, o impacto real sobre essas mesmas lojas ainda está por chegar.

É urgente, se são fãs de música e consumidores assíduos, tomar medidas para minimizar estes números. Podem ver algumas dicas que reunimos, para ajudar lojas e artistas.