Presidente Da Live Nation Confiante No Regresso Dos Festivais No Próximo Verão

Presidente Da Live Nation Confiante No Regresso Dos Festivais No Próximo Verão

Redacção

O presidente da Live Nation diz que se sente «muito bem» com a perspectiva do regresso da música ao vivo no próximo Verão. «Começamos a ver com muito maior clareza qual é o caminho para voltar a viver», afirma Joe Berchtold.

Joe Berchtold disse numa entrevista ao canal norte-americano CNBC que agora consegue ver «com muito maior clareza» como é o caminho para o regresso da música ao vivo. «Começamos a ver com muito maior clareza qual é o caminho para o regresso à vida, e certamente muita confiança sobre esse regresso à vida», disse Berchtold.

«Nos principais mercados dos EUA e da Europa Ocidental continua a ser nossa expectativa que até ao próximo Verão estejamos de volta aos nossos principais espectáculos ao ar livre – os nossos anfiteatros aqui nos EUA, festivais a nível mundial. Vamos ser capazes de fazer esses espectáculos».

Estes comentários de Joe Berchtold são um pouco mais positivos do que os do CEO da Live Nation, Michael Rapino, que disse há umas semanas que já havia sinais positivos para a realização dos grandes festivais, mas apenas depois do verão de 2021. «É importante que continuemos confiantes de que os fãs voltarão aos eventos ao vivo quando for seguro fazê-lo. O nosso indicador mais forte de procura é que os fãs estão a agarrar-se aos seus bilhetes, mesmo quando lhes é dada a opção de um reembolso».

Os comentários de Berchtold surgem depois de outras figuras da indústria terem sido mais cautelosas quanto ao regresso da música ao vivo. Em Julho, o co-fundador de Lollapalooza Marc Geiger disse que não pensava que os concertos e festivais regressassem até 2022.

Por outro lado, o início da distribuição de vacinas no Reino Unido há apenas alguns dias levou o Secretário da Saúde Matt Hancock a afirmar que todos poderão desfrutar de música ao vivo no Verão de 2021. «Vamos ter um Verão no próximo ano que todos poderão desfrutar. De agora em diante, temos de manter a nossa determinação», afirmou Hancock.

Já o fundador de Glastonbury, Michael Eavis, disse que «acordos de testes massivos» poderiam ser postos em prática no Festival de Glastonbury do próximo ano devido à pandemia, fazendo eco dos comentários feitos recentemente pelo chefe da Reading & Leeds, Melvin Benn, que disse à NME que estava confiante de que, em relação ao R&L 2021, «não será preciso uma vacinação porque podemos resolver o problema com um regime de testes realmente bom».

Só o tempo dirá quem terá razão.

Assiste à entrevista de Joe Berchtold à CNBC: