Receitas de vinis superiores às de streaming gratuitos

Receitas de vinis superiores às de streaming gratuitos

Tiago da Bernarda

Um estudo revela que nos Estados Unidos, a venda de vinis arrecadou mais do que serviços como YouTube e Spotify.

O crescimento de vendas de discos de vinil tem revelado alguns desenvolvimentos interessantes, tendo em conta a popularidade dos serviços de streaming nos últimos anos.

Agora, uma investigação levada a cabo pela Recording Industry Association of America (RIAA), revela que as receitas resultantes das vendas de vinis nos Estados Unidos foram superiores às de serviços gratuitos de streaming, em 2015.

De acordo com o estudo, a venda de discos subiu 32% no ano passado, arrecadando um valor recorde, previamente estabelecido em 1988, de cerca de 416 milhões de dólares. Nada impressionante, dado que esse valor representa cerca de 0,9% das receitas da actual indústria discográfica, valorizadas a 7 mil milhões de dólares. Grande parte desse rendimento vem de publicidade nos serviços streaming on-demand, que , no ano passado, gerou cerca de 385 milhões de dólares, e que representa um crescimento de 31%.

De acordo com a Billboard, o valor obtido pela venda dos discos baseia-se no valor de retalho. Não revela quanto é que as editoras e artistas receberam das respectivas vendas. O estudo exclui também as receitas dos serviços streaming com subscrições a pagar. Em geral, o valor total de receitas de todos os serviços de streaming foi de 2,4 mil milhões em 2015, um crescimento de 29% desde o ano anterior.

«Isto mostra como está a haver uma distorção fundamental no mercado», comentou o CEO da RIAA, Cary Sherman, num comunicado. «Andam por aí gigantes da tecnologia que andam a enriquecer à custa de pessoas que realmente fazem música.»

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