Rush: Alex Lifeson e Geddy Lee Ansiosos Por Fazer Música Juntos

Rush: Alex Lifeson e Geddy Lee Ansiosos Por Fazer Música Juntos

Redacção

Numa entrevista conduzida por Andre Cholmondeley para o canal de YouTube Make Weird Music, o guitarrista dos Rush Alex Lifeson confirmou que ele e o antigo colega de banda nos Rush, o vocalista, baixista e teclista Geddy Lee, andam a pensar em trabalhar juntos em música nova.

Alex Lifeson, um dos maiores heróis da guitarra rock de todos os tempos, está por estes dias a comemorar o 25º aniversário do seu álbum a solo, “Victor”, e o 40º aniversário do disco “Moving Pictures”, da banda canadiana Rush. Para assinalar o momento, Andre Cholmondeley convidou o músico para uma entrevista, na qual o guitarrista fez várias confidências.

«Depois de termos terminado a última digressão dos Rush, em 2015, comecei a escrever sozinho e a fazer algumas coisas», começou por dizer Alex. «Geddy [Lee] estava a trabalhar no seu livro. Falámos em juntarmo-nos e fazer algumas coisas juntos, mas ele estava muito ocupado, mesmo depois de ter terminado de escrever o livro. Assim, nunca tivemos oportunidade de nos sentar e começar a trabalhar ou apenas a divertir-nos juntos. Continuamos a falar sobre isso, e estou certo de que o faremos. Claro que, agora, com a pandemia, está um pouco difícil. Mas estamos ambos ansiosos por voltarmos a estar juntos e a voltar àquilo que fazemos desde os 14 anos de idade e que adoramos fazer. E trabalhamos muito, muito bem juntos. Por isso, veremos o que acontece».

Claro que a morte do baterista Neil Peart, há mais de um ano, também foi tema de conversa, com Lifeson a admitir que essa tragédia o atingiu e a Geddy com bastante força. «Depois da morte de Neil, foi muito difícil ficar inspirado ou motivado para tocar. Como podem imaginar, éramos muito, muito próximos. Se perdemos alguém que é próximo, é uma coisa profunda. Neil esteve doente durante três anos e meio, e ninguém sabia realmente nada sobre isso. Muitas pessoas sabiam, mas não era público. Por isso pensámos que estaríamos preparados para o fim quando ele chegasse, e não estávamos».

«O mesmo aconteceu quando a filha [de Neil] faleceu», explicou o guitarrista. «Não toquei durante muito tempo; a música simplesmente não parecia ser assim tão importante. E depois veio a covid, e agora estamos todos numa espécie de espaço mental diferente. Para mim, esse primeiro ano de luto é o marco, e uma vez ultrapassado isso, penso que tu… não sei. É um aniversário que se processa, e torna-se um pouco mais fácil de lidar».

Neil Peart, um dos melhores bateristas de rock de sempre, morreu aos 67 anos, a 7 de Janeiro de 2020 em Santa Monica, Califórnia, após uma batalha de três anos com glioblastoma, uma forma agressiva de cancro cerebral. A banda anunciou a morte do baterista três dias depois, desencadeando ondas de choque e uma efusão de luto de fãs e músicos em todo o mundo. Lifeson admite a dor, mas prefere recordar os bons momentos passados ao lado do extraordinário baterista.

«Estou sempre a ver fotografias, e lembro-me sempre dele, e de todas essas coisas, e isso foi difícil, mas agora que já passou [um ano], acho que penso mais nos bons momentos que tivemos juntos do que na tristeza», explicou Lifeson, recordando: «E tivemos tantos bons momentos, rimo-nos tanto ao longo de todos aqueles anos. Para além do trabalho que fizemos e de sermos parceiros de um dos maiores bateristas da história, só me lembro das gargalhadas e dos sorrisos e de todas essas coisas. Isso completa o quadro e torna um pouco mais fácil avançar».

O último concerto dos Rush teve lugar no Fórum de Los Angeles, a 1 de Agosto de 2015, com Peart a indicar na altura que queria reformar-se enquanto ainda podia tocar bem, juntamente com um desejo de passar mais tempo em casa com a sua jovem filha. 30 anos depois de “2112” e “Hemispheres”, os Rush gravaram um álbum conceptual, “Clockwork Angels”. A história, passada num mundo distópico inteiramente criado por Neil Peart, tornou-se no último disco de originais que a banda (e o seu malogrado baterista) gravou.

Agora, e tendo em conta esta entrevista – à qual podes assistir na íntegra no final do artigo – os outros dois terços da banda poderão mesmo estar a caminho de um qualquer estúdio para compor e gravar música nova. Resta esperar então que Alex Lifeson e Geddy Lee, ambos com 67 anos de idade, se cheguem à frente.

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EGITANA