Setembro é mês de IndieLisboa e celebração da vida de Bonga no Capitólio

Setembro é mês de IndieLisboa e celebração da vida de Bonga no Capitólio

Redacção

Setembro é por excelência o mês do regresso às rotinas e, à medida que a silly season vai ficando para trás, o Capitólio volta a marcar presença na rota de propostas culturais no coração de Lisboa. IndieLisboa e concerto de celebração dos 78 anos de Bonga são os destaques.

Na sua 17.ª edição, o Festival de Cinema Independente de Lisboa, IndieLisboa, inclui pela primeira vez as sessões Capitólio na sua programação e até 5 de Setembro será possível assistir a filmes na sala principal ou ao ar livre, no terraço.

Dia 1 de Setembro, às 21h30, a proposta é a ficção “White Riot” de Rubika Shah: «No final dos anos 70, a Frente Nacional Britânica defendia posições xenófobas de extrema direita. Como resposta nasceu um elemento central do punk rock britânico, o movimento anti-racista Rock Against Racism. O filme de Rubika Shah retrata o surgimento desse movimento, sob o impulso do fotógrafo de música Red Saunders, e ao qual se juntariam bandas como The Clash ou Sham 69, num momento em que uma geração desafiava o status quo através da música».

Dia 2 de Setembro, igualmente às 21h30, o Capitólio recebe o documentário “Overseas” de Sung-a Yoon: «Numa escola filipina as alunas aprendem a fazer as tarefas domésticas e a cuidar de bebés. O objectivo é serem contratadas para trabalhar em casas no estrangeiro. Mas aprendem mais do que isso. Como lidar com a agressão verbal de uma patroa descompensada? Como reagir a um assédio sexual? Como suportar a distância e a saudade dos filhos que ficaram nas Filipinas? Este é um filme que reflete sobre a escravatura moderna num mundo globalizado».

Dia 3 de Setembro, às 21h30, será exibido o documentário “Show Me the Picture: The Story of Jim Marshall” de Alfred George Bailey: «Muito do que conhecemos da mitologia musical e contracultura dos anos 60 devemos às imagens e ao talento fotográfico de Jim Marshall. São dele algumas das fotografias mais conhecidas de músicos como Bob Dylan ou The Rolling Stones. E ainda momentos marcantes como o último concerto dos Beatles, os concertos de Johnny Cash na prisão de Folsom ou Jimi Hendrix a queimar a sua guitarra. Esta é a crónica de vida de um artista ímpar, do lado de cá da sua câmara».

No âmbito do IndieJúnior, dia 4 de Setembro, a partir das 21h00 há “Tudo em Família”, uma sessão especial de curtas metragens com locução de Pedro Cardoso para maiores de 3 anos. Ainda a pensar nos mais novos, no sábado, 5 de Setembro, pelas 21h00, os maiores de 7 anos poderão assistir à animação “Jacob, Mimmi e os Cães Falantes”, de Edmunds Jansons: «Jacob vive na cidade e sonha em ser arquitecto como o seu pai. Um dia, quando este tem de viajar em trabalho, Jacob vai passar uma semana com a prima Mimmi e o seu pai. Eles vivem num subúrbio da capital da Letónia, Riga. Lá tudo parece diferente e mais calmo. Quando as crianças percebem que o parque vai ser destruído e no seu lugar vão construir altos edifícios, vão tentar travar as obras. E recebem a preciosa ajuda de uma matilha de cães especiais».

No dia 6 de Setembro, pelas 21h30, é a vez de Bonga subir ao palco para celebrar os seus 78 anos de vida, num concerto especial que revisitará os seus maiores êxitos. Ao ambiente de celebração da vida e obra deste embaixador da música angolana, juntam-se os convidados Yuri da Cunha e Dom Kikas, entre outros.

A 26 de Setembro, o Capitólio recebe o evento “Call to Adventure”, organizado pelo Seekers Club, um convite a ajudar aqueles que querem transformar as suas vidas e vivê-las de acordo com o seu verdadeiro potencial.

A organização salienta que «apesar do momento atípico que vivemos, é possível voltar a sair para assistir a um filme, vibrar com um concerto ou marcar presença numa conferência, desde que se cumpram as normas de segurança recomendadas pelas Direcção Geral de Saúde». Para tal, informa que o uso de máscara é obrigatório em todos os espectáculos, bem como a desinfecção das mãos com álcool gel à entrada da sala e o público será conduzido aos seus lugares pelos assistentes de sala, estando sempre assegurada uma cadeira de intervalo entre a pessoa mais próxima. No final de cada sessão ou espectáculo será igualmente necessário aguardar que os assistentes indiquem quando será possível sair da sala.

Podes consultar o programa completo aqui.

EGITANA