Viriatada Abril #4: Bateu Matou, Blaya, Davide Lobão, Jasmim, Entre Outros

Viriatada Abril #4: Bateu Matou, Blaya, Davide Lobão, Jasmim, Entre Outros

Redacção

Mais uma semana, mais uma ronda de Viriatada, o espaço que a AS dedica aos lançamentos da música portuguesa.

A música nacional merece ser partilhada. Existem novos lançamentos todos os dias, todas as semanas, todos os meses, e qualidade é coisa que não falta! A nossa rubrica Viriatada reúne alguns dos destaques da música portuguesa todas as semanas. Poupamos-te o trabalho, só tens de visitar a Arte Sonora, conhecer, ouvir e partilhar.

NAYR FAQUIRÁ feat. VALETE – “Não Penses Nisso” // Novo tema “Não Penses Nisso” antecipa o primeiro EP que sai já no dia 30 de Abril. O single “Se” abriu a porta deste novo projecto de Nayr Faquirá, com a voz carismática e a guitarra a pautar o ritmo da música numa apresentação auspiciosa para o que aí vem. Agora, sai um novo single, num registo diferente e com um reforço de peso. Valete, uma das mais importantes vozes da música urbana nacional, junta-se a Nayr para um single impactante, “Não Penses Nisso”.

CHURKY – “Mossas” // Depois de apresentar “mapa” como primeiro avanço, é editado agora o EP na íntegra no mesmo dia em que fica disponível o vídeo para a música “bagagem”, que conta com a realização do próprio Churky. O segundo lançamento da editora Arraial é o EP de Churky, compositor, autor e intérprete das suas próprias canções, Diogo Rico (nome próprio de Churky) tem vindo a ganhar destaque como escritor de canções para outros intérpretes como o caso de “Quando Eu Quiser”, que consta do último álbum de Cristina Branco (“Eva”). Depois de “É”, o álbum de estreia que o apresentou ao grande público, e de apresentações em festivais como o Nos Alive, EDP CoolJazz e Belém Art Fest, Churky soma agora cinco novos originais a um repertório com assinatura própria.

TEKILLA – “90’s” // Nome incontornável do hip-hop português, com uma longa carreira que o liga a uma das primeiras vagas de MCs nacionais, Tekilla acaba de lançar o single “90’s”, tema de avanço do quarto álbum de estúdio, já disponível nas plataformas digitais. O novo trabalho está previsto sair em Junho, pela mítica editora britânica BBE, que conta no seu catálogo artistas como J Dilla, Will I Am, Madlib, entre muitos outros, e tem produção de Fred Ferreira (Orelha Negra, Buraka Som Sistema, Banda do Mar). Tekilla conta já com três álbuns de estúdio e muitas colaborações, com Sam The Kid, Dino D’Santiago, Virgul, New Max, Kalaf, Cool Hipnoise, foi ainda membro do colectivo MadVision, que juntou Sam The Kid e Kacetado e DJ Link.

DJ NIGGA FOX – “Live Nigginha Fox” // A Príncipe lançou em exclusivo no seu Bandcamp e em cassete “Live Nigginha Fox”, o título escolhido por Dj Nigga Fox para nomear uma gravação registada pelo próprio do material que compôs e com que se estreou a actuar ao vivo no ano passado em duas ocasiões – no Jardim da Galeria Quadrum – Galerias Municipais, no âmbito das Noites de Verão da Filho Único, e no Bar do Lux num final de tarde em Novembro.

THE DUST feat. NANCY KNOX – “Twenty Four Seven” // Depois do lançamento de “True Blood & Fire” em 2019, os The Dust regressam às edições e preparam o terceiro disco da banda. O primeiro single que trazem tem a participação especial de Nancy Knox na voz. “Twenty Four Seven” é uma canção com «riffs quentes e melancólicos, que tanto nos aconchega o coração como o deixa ansioso. A voz de Nancy, poderosa na sua essência, consegue trazer um rendilhado elegante que se sente ao toque da voz na nossa alma. Apesar de o ser humano ser solitário por natureza, é de pessoas que ele precisa para conseguir fazer grande parte das coisas a que se propõe na vida. Nos tempos que correm, é mais importante que nunca mostrar aos que amamos que estamos presentes».

MANDAKARU – “Shades” // O EP de estreia da nova banda portuguesa de neo-soul Mandakaru está cá fora. «A pandemia não impediu estes cinco amigos de fazerem a sua própria música». Juntos criaram o que se chama “Shades”, um EP de quatro músicas que foi escrito, composto e produzido de Novembro de 2020 a Abril de 2021. A banda explica como tudo aconteceu: «O EP tornou-se real quando “Hold On” nasceu durante um ensaio, actualmente o segundo tema do EP. As diversas influências dos membros da banda começaram a fundir-se numa maneira mais groovy e soulful de fazer música. Os resultados souberam tão bem a cada um que quando compilados em “Shades”. Deixou de haver maneira de quererem fazer as coisas de outra forma. Com melodias sensuais e ao mesmo tempo com letras melancólicas, cada tema foi construído com a intenção de dar sem receber. Este é o presente de Mandakaru para a audiência. É a sua estreia e a maneira como vêem o mundo Neo-Soul e R&B».

VILA MARTEL – “Eu Sou a Falha” // O quinteto lisboeta Vila Martel está de regresso aos lançamentos com uma nova versão de “Eu Sou a Falha”, gravada ao vivo no Centro Cultural Carlos Paredes, a convite da Câmara Municipal de Lisboa. Esta música, que viu a sua versão original ser lançada no primeiro álbum da banda, “Nunca Mais é Sábado”, em Fevereiro de 2020, é agora apresentada com uma outra estrutura. Uma lavagem estética e sonora que representa a forma como o colectivo interpreta esta música nos seus concertos. “Eu Sou a Falha” tem como principal temática «um grito desesperado de uma confissão e de um pedido de desculpas. Esta ideia é passada através da repetição tanto da letra como de diversos motivos melódicos na voz, e dos diversos contrastes existentes nas dinâmicas ao longo de toda a música. Agora, nesta versão ao vivo, torna-se ainda mais claro o grito de apelo e de desculpas, devido a uma falha própria. Mesmo prometendo mudança, continuamos sempre a ter de reconhecer as nossas falhas».

DAVIDE LOBÃO – “Museu” // Depois do lançamento do seu single “Roma”, em Março, Davide Lobão lança um novo single, “Museu”, um espaço de «observação, contemplação e de uma procura que nos diz mais respeito a nós próprios do que às obras que são propostas». Foi este o mote para a criação desta música, feita em coprodução com o Beiro (André Dias), que acrescentou um instrumental e ajudou a completar este “Museu”. A arte deste “Museu” foi criada pela artista Sonia Correia de Sousa, num «exercício livre de interpretação à música» que resultou em nove ilustrações de guache sobre papel. Este single vai ainda contar com uma edição especial em formato de livro, limitada a 20 unidades.

BATEU MATOU – “Clichê” e “Subi Subi” // «Os tempos difíceis que atravessámos juntos relembraram-nos uma lição tão simples quanto verdadeira: tudo o que é real tem mais que uma dimensão. Nada nem ninguém é sempre só uma coisa. Não conseguimos reduzir uma canção ao seu refrão, um beat ao prato choque ou uma melodia ao teclado porque para haver um lado A, é preciso um lado B. Lisboa tem muitos ritmos e muitas línguas, muitas danças e muitas gingas». Bateu Matou são uma banda dessa pluralidade e por isso difícil de reduzir a um único descritivo, quanto mais a um só single. Por isso, em antecipação do seu primeiro disco “CHEGOU”, o trio composto por Ivo Costa, RIOT e Quim Albergaria lança um single duplo para mostrar (pelo menos) dois lados da mistura única de vida, identidade e ritmo do que compuseram, gravaram e produziram durante o confinamento. Por um lado, preparados para as madrugadas e as pistas de dança de Lisboa, juntam-se a Papillon para criar uma outra forma de bater até virar “Clichê”. Por outro, em “Subi Subi” levantam com Irma uma celebração de luz num hino pop de superação com uma cadência que só podia ter batuque no coração para nos levantar o espírito. Dois lados para mostrar o início da história Bateu Matou e nos preparar para o que está quase a chegar.

LUSITANIAN GHOSTS – “Exotic Quixotic” // Os Lusitanian Ghosts editaram o seu mais recente single “Exotic Quixotic“, já disponível em todas as plataformas digitais. «O projecto Lusitanian Ghosts surge quando adquiri uma viola Amarantina da APC e a levei para Estocolmo e ofereci ao meu antigo guitarrista, Micke Ghost; antes disso tinha descoberto o universo dos cordofones portugueses através do meu avô Adelino Leitão, de quem herdei dois cordofones muito curiosos que me despertaram esse interesse», explica-nos Neil Leyton, luso-canadiano mentor do projecto.

CÃES DE GUERRA – “Cabras, Cães & Leite de Bode” // A banda Cães de Guerra está de volta com um novo álbum. “Cabras, Cães & Leite de Bode” será lançado a 10 de Maio pela Firecum Records. Com este novo álbum a banda portuguesa de heavy metal promete criar «caos e terror». Cães de Guerra é uma banda que toca ao vivo em «espaços mortos e vazios, são despojos de uma vida insignificante… surgiu da mente criativa e psicótica de 7 Peles e Furcas, dois delinquentes á beira do abismo, que como tratamento psicológico de choque retratam as suas aventuras e desventuras pela música nesta passagem de morte que é a vida, de forma sarcástica e humorística».

PEDRO MAFAMA – “Estaleiro” // “Estaleiro” constitui o título para a nova música de Pedro Mafama. Minho, Angola, Lisboa e Tânger, bem como cinema português e egípcio estão no epicentro de influências de “Estaleiro”. O tema marca o arranque do álbum “Por Este Rio Abaixo” com edição prevista para o primeiro semestre de 2021 (Sony). Segundo o próprio Pedro Mafama, a nova música «é o buzinão de um navio que avisa que vai partir, rumo a um disco novo e a uma nova fase da vida. É um desejo de andar para a frente, ancorado em memórias de uma fase da minha vida em que passava os dias a vaguear pela cidade, sem rumo nem futuro, a olhar a vista do Castelo e de uma Lisboa em decadência, sentado nos miradouros da Graça onde cresci, com sonhos altos mas uma força de execução quase nula».

UNSAFE SPACE GARDEN – “Bro, You Got Something In Your Eye” // Já está disponível em todas as plataformas digitais o novo LP de originais dos vimaranenses Unsafe Space Garden. “Bro, You Got Something In Your Eye” é uma edição Discos de Platão e poderá ser adquirido nas plataformas digitais da editora e é descrito assim: «Ensina-nos o discordianismo que não há qualquer Deusa para além da Deusa, e Ela é a Tua Deusa. A Deusa é Eris, figura da mitologia grega que, para os seus crentes, é vista como o entrave perfeito à preocupação que muita da filosofia ocidental tem em encontrar ordem no meio do caos. O que os Unsafe Space Garden nos propõem, à semelhança dos discordianistas, é a aceitar esse mesmo caos; se não o podemos vencer, juntemo-nos a ele. O seu propósito não é a de nos induzir numa (falsa) sensação de segurança, mas sim o de nos desafiar a abraçar a insegurança».

CIRO CRUZ – “Sintonia” // “Sintonia” é o oitavo álbum do músico baixista Ciro Cruz, já disponível. Neste disco estão as participações dos artistas Marco Quelhas no tema “Sintonia”, Fábio Allman e Big Papo Reto no tema “Baile Funk do Rio de Janeiro” e Lucía Echagüe no tema “Mordaz” (narrado em espanhol pela cantora e que fala dos tempos difíceis que a Humanidade está a atravessar como a pandemia e o problema da imigração provocado pelas guerras). O álbum conta ainda com a participação de 120 amigos de Ciro Cruz que cederam as suas fotografias para a elaboração da capa, em verdadeira Sintonia. “Xangai” é o single de apresentação do álbum e ilustra musicalmente a sua visita à cidade Chinesa.

JOHN BLACK WOLF – “Masters of Time” // Já está disponível o tema “Masters Of Time”, de John Black Wolf, uma música «pop-rock com algumas influências glam e góticas, presentes em artistas como David Bowie e Sisters of Mercy». A música fala sobre «o mundo presente governado pelos serviços de social media, como somos viciados nesses serviços e como eles influenciam as nossas vidas».

JASMIM – “Acordado ou a Sonhar” // Já está disponível em todas as plataformas digitais o novo disco de Jasmim. “Acordado ou a Sonhar” volta a levar-nos pelo particular e poético universo de Martim Braz Teixeira e da sua banda: Bia Diniz, Humberto Dias e Violeta. Produzido por Miguel Vilhena, o disco conta ainda com as participações de Catarina Falcão, Catarina Olaio Marques, Ana Carolina Rodrigues, João Heliodoro e Cire.

DUARTE – “Mais do Mesmo” // “Mais do Mesmo” é o segundo single do novo álbum “No Lugar Dela”, disco onde podemos encontrar «uma mulher (entre outras mulheres) que se inquieta face à espuma dos dias. Uma mulher que se questiona e que de alguma forma se deixa surpreender sobre o que está por detrás daquilo que lhe dão, daquilo que dá, daquilo que escolhe e daquilo que escolhem para si. Porque este “Mais do Mesmo” é sobretudo inquietação».

SARNADAS – “The Humm” // “The Humm” sucede a “The Hum” e é a segunda parte do projecto ambiental de Sarnadas, artista pluridisciplinar sediado no Porto e um dos cabecilhas do colectivo Favela. O registo, gravado ao longo de dois dias durante sessões do qual resultaram oito horas de música, é fruto de «um processo de trabalho do acaso, em que um sintetizador caseiro processado por um mixer e modelado por alguns pedais cria uma série de camadas de som, cuja relação e pequenas oscilações controladas pelo produtor resultam num conjunto de oito peças de música orgânica, calma mas carregada de nuances». Ao longo do primeiro disco, Sarnadas criou uma série de peças mais negras, com sons saturados a sobrecarregar sentidos e criar imagens que ultrapassam a realidade. Em “The Humm”, quase num exercício de oposição, o músico criou peças mais próximas do despertar do que de um sonho lúcido, em que cada espaço absorve luz e as suas formas se tornam mais claras. The Hum é o desdobrar de mais uma das facetas de Sarnadas, também conhecido como João Sarnadas, ou simplesmente Coelho Radioactivo, com um foco claro na melodia e nas possibilidades musicais da sobreposição de elementos simples, alterados ao longo do tempo. É, também, enformado pela ideia de que cada cidade tem a sua harmonia única, levando o produtor a focar-se nas cidades do Porto e Aveiro, de onde é nativo, nas suas artérias e no conjunto de sons que compõem os seus drones específicos.

DEGELO – “Ritual” // “Ritual” é o tema de estreia de “Sons Escapistas”, o segundo EP de Degelo, e já está disponível, em modo teaser, no Bandcamp e no YouTube. Esta música faz parte do segundo EP de Degelo que procura explorar as fronteiras «entre o ir e o voltar, entre o ritual e o espiritual, entre o consciente e o inconsciente, entre o imanente e o transcendente». Com este projecto, Degelo foi um dos vencedores da bolsa de criação do Festival Política, onde terá a sua antevisão ao vivo no dia 25 de Abril, no Cinema São Jorge, pelas 12h15. “Ritual” é o único tema do EP composto e interpretado na íntegra por Pedro Ruela Berga, servindo de declaração de intenções a todo o projecto bem como à própria experiência ao vivo. Todos os restantes temas contarão com a colaboração de outros artistas convidados, que serão anunciados brevemente.

E.SE – “Serotonina” // E.se acaba de lançar o seu primeiro álbum, que conta com 14 faixas escritas pelo próprio, com produção, mistura e masterização maioritariamente por Johnny Virtus, rapper e produtor do Porto e com a participação ainda de João Tamura e Wake Up Sleep. Deste registo, o rapper de Almada já tinha retirado os singles “Sem Rédeas” com produção de Johnny Virtus e videoclip por Francisco “queragura” Gomes, “Flavour de Almada”, “F de Força na Insegurança” e “Estocolmo” ft. João Tamura com produção de Wake Up Sleep. «Num registo íntimo e honesto, E.se tenta resolver os cenários hipotéticos que diariamente o bloqueiam, num processo que passa por usar as fragilidades como um escudo, aceitando-as e construindo sonhos ao abrigo de inseguranças, num projecto que revela já uma maturidade e seriedade, com um investimento real na música e é sobre um conjunto de instrumentais variado, mas coeso, que demonstra a sua versatilidade enquanto MC com versos desafiantes e melodias arrojadas».

GEE AITCH – “Insane” // Depois de “Left-hand page” e “Odyssey”, “Insane” fecha a primeira fase da carreira de GEE AITCH. Os três registos foram escritos entre 2017 e 2019, «período de reflexão e mudança de paradigma na vida pessoal e profissional» do autor. “Insane” parecia adivinhar o que haveria de acontecer poucos anos depois com a chegada desta pandemia. «O desconforto com o nosso “eu”, com esta forma de estar forçada que nos tirou da nossa zona de conforto mas que nos obrigou também a reinventar o nosso dia a dia e a descobrirmos que há muito em nós que só conhecemos em situações muito adversas. O disco tem uma electrónica forte, em estruturas pop com um registo “Dark crooner”», explica o autor.

BLAYA – “OK” // “OK” é «uma surpresa, uma lindíssima canção romântica, diferente dos temas mais focados no Beat e na dança com que Blaya normalmente nos brinda, mas mantendo aquela marca única e inigualável das interpretações da artista». A música foi composta por Blaya e João Barradas e produzida por este último nos estúdios Panela Rec. A letra é da autoria de Blaya. Quanto ao vídeo, a realização é de Emerson Ferreira e a direcção de fotografia de Bruno Gonçalves e Gonçalo Ferreira. “OK” é o sucessor de “Me Domina”, lançado em Julho de 2020. A faixa que conta com a participação especial de Carlão esteve várias semanas no Top de singles, encontra-se mesmo à beira do certificado de Ouro e o vídeo já foi visto 3 milhões de vezes.

EGITANA