Viriatada de Maio

Viriatada de Maio

Redacção

A “Viriatada” acolhe alguns dos lançamentos portugueses do mês num único local. Em Maio podes ouvir os álbuns de Papaya ou Vitor Torpedo e inúmeros singles feitos durante a quarentena.

A música portuguesa tem qualidade e merece ser partilhada. Existem novos lançamentos todos os meses, mas ainda há quem diga que é difícil de encontrar qualidade… A nossa Viriatada mensal reúne alguns dos destaques na música portuguesa num só local. Poupamos-te o trabalho, só tens que visitar a Arte Sonora, conhecer e ouvir. A Viriatada da Arte Sonora está em actualização durante todo o mês! Passa por cá e apoia a música feita em Portugal.

VAIAPRAIA – “COMIDAS DO INFINITO” // “Comidas do Infinito” é o segundo single retirado do aguardado longa-duração de Vaiapraia, “100% Carisma”. Nas suas palavras: «Assim que uma pessoa percebe que não consegue ter controlo de quase nada e que a vida é regida pelo acaso e pelo caos, desenhar um espaço mental que vive fora deste mundo é uma maneira de ir além de sobreviver. Desafiei a Sreya a fazer uma animação para o videoclipe da “Comidas do Infinito” que conjugasse uma série de momentos e acções surreais que não fossem apenas ilustrativas, mas que sugerissem também possibilidades inusitadas.» Dispara o play para ouvir e ver o respectivo vídeo.

XINOBI – “THE MOMENT”// Nascido de um período de meditação e auto reflexão, Xinobi traz ao mundo um single de música eletrónica introspectivo, que deixa ao ouvinte uma perspectiva daquilo que ajuda o artista a navegar neste período de mudança e incerteza. A colaboração de IVY (GrandFather’s House) complementa esta introspecção com um “twist” mais «teatral e emocional», nas palavras de Xinobi.  Com um novo álbum a caminho, o primeiro desde o aclamado “On The Quiet”, este single poderá ser uma pista daquilo que podemos esperar do novo disco. Xinobi anuncia ainda o lançamento da compilação, “A Collection of Xinobi Dance Songs”, que será uma retrospectiva dos singles editados desde 2017. A colectânea estreia a 12 de junho no seguimento do single “The Moment”, um tema disponível nas várias plataformas de streaming.

PAPAYA – “NAVE ESPECIAL”// Já é tradição que Bráulio Amado, Óscar Silva e Ricardo Martins se juntem todos os anos durante uns dias – pelas férias de Natal, quando o Bráulio, que vive em Nova York,  se desloca a Portugal – e gravem disco novo. «Sem limites e sem pressões» foi o que fizeram em Dezembro passado, adoptando o habitual método de cientistas punk, resultando no que é, «provavelmente o disco mais maduro e experimental» da banda. “Seis / VI” foi gravado, misturado e masterizado por Bruno Xisto nos Black Sheep Studios e vai ser editado a 15 de Maio.

GHOST HUNT – “NEW CEREMONY” // O projecto de electrónica de Pedro Chau e Pedro Oliveira lança novo LP a 28 de Maio, via Lovers & Lollypops, em formato digital. New Ceremony” é o primeiro single de antecipação para “II, como indica o nome, o segundo disco dos Ghost Hunt. Os Ghost Hunt não andam à caça de fantasmas, nem querem assustar ninguém, mas a música que fazem podia ser a banda sonora de um filme de ficção científica ou de uma festa numa casa assombrada. Pedro Chau, dos The Parkinsons, sempre esteve mais ligado ao punk; e Pedro Oliveira, ex-membro de Monomoy, andou sempre mais perto do universo indie. Hoje, já mais velhos, formam a dupla electrónica Ghost Hunt. O disco será apresentado ao vivo, online, a 5 de Junho, no âmbito da parceria que a Lovers & lollypops estabeleceu com Circulo Católico de Operários do Porto. 

JESUS OR A GUN -TURN ALL THE LIGHTS ON// “Turn All The Lights On” é o novo single dos rockers Jesus Or A Gun e o projecto promete várias novidades durante 2020. O vídeo oficial do tema foi realizado em tempo de quarentena pelo Saul Caires da VINCO Films. Naquele que foi um exercício de adaptação às circunstâncias actuais, o realizador inspirou-se nas limitações inerentes a esta época e construiu um puzzle dinâmico e estilizado a partir de imagens de arquivo público e pequenos vídeos  captados pela própria banda. 

OCTOBER KAMIKAZES – “AWAKENING”// No final de 2018, o baterista Gonçalo Bessa, o baixista André Figueiredo e o vocalista e guitarrista Alex Bessa juntaram-se num estúdio perdido numa fazendo no distrito de Coimbra para compor o EP “Awakening”, disponível em várias plataformas de streaming e o primeiro álbum homónimo de originais. 

NEEV – “THIS DREAM” // É o terceiro single do EP de estreia de Neev, com edição marcada para Julho. “This Dream”, composto à guitarra e agora apresentado em videoclip na sua versão mais crua e pura, foi o primeiro tema composto por Bernardo Neves para o projecto Neev, criado há 10 anos. “Esta é a música mais pessoal que alguma vez escrevi. Demorou três anos a ficar pronta, o tempo que durou a relação a que me refiro. Ao longo desse processo descobri, dentro de mim, o músico que quero ser: honesto, real com as palavras e genuíno nos sentimentos“, explica o multi-instrumentista, compositor e produtor.

JOSÉ CID – “NO TEMPO FELIZ”// “No Tempo Feliz” é o primeiro CD single em 2020 do recente álbum de José Cid, “Fados, Fandangos, Malhões e uma Valsinha”, que celebra o Grammy Latino de Excelência Musical. O tema, que vem como bonus track deste álbum de World Music, é dedicado à sua mulher, Gabriela Carrascalão Cid. No press podemos ler: «Tem um ambiente musical retro, abordando uma valsa, que ganha vida através de um poema que retrata o quotidiano do casal. Pode considerar-se que este é um “casal maravilha”: ela, jornalista e pintora consagrada, ele o grande compositor, poeta e intérprete que conhecemos.» “Fados, Fandangos, Malhões e uma Valsinha” saiu em formato CD+PEN em Novembro de 2019, na senda do Grammy Latino de Excelência Musical atribuído a José Cid.

TOMARA – “DIAS INCERTOS”// “Dias Incertos” é o título da canção que TOMARA, o alter-ego musical de Filipe C. Monteiro, divulgou recentemente. Produzido pelo próprio em casa durante o período de confinamento, o tema conta também com um vídeo editado e realizado pelo próprio. Com o sub-título de “homemade”, a canção marca o regresso do projecto às novidades depois de três anos passados da estreia com o álbum “Favourite Ghost”. De salientar ainda, a novidade deste “Dias Incertos” ter sido escrito em português, o que marca uma viragem no projecto. 

TIAGO BETTENCOURT – “IMAGINEI”// “Imaginei” é o lado B de “Dança”, o single mais recente do Álbum que o músico editará em breve. Nas palavras de Bettencourt, «Imaginei” existe do lado mais puro do novo disco. Há então esta dualidade que se pode ou não misturar ao longo dos vários caminhos possíveis do labirinto. Esta canção fala de serenidade, de consciência, de encarar de frente um lado mais sombrio, aceitando-o e usando-o a nosso favor. O videoclip é feito de imagens aleatórias filmadas pela Joana Braz Ferreira. Mostram a paz dos dias banais e a beleza dos pormenores neles contidos. A montagem é minha. A chuva cai durante toda a canção e no fim é a apenas a paz que nos fica.» Enquanto esperamos por “2019 Rumo ao Eclipse”, o novo álbum de Tiago Bettencourt, podes acompanhar no seu Instagram em direto o “Tiago na Toca” todas as segundas-feiras pelas 22h00.

PERSONA 77 – “PRIMITIVO”// Os Persona 77, banda de rock alternativo do Montijo, editaram a 12 de Maio, “Primitivo”, o seu primeiro EP acústico. Separados fisicamente durante a quarentena, foi gravado por inteiro através da troca de gravações online entre os membros da banda, sendo produzido e misturado pelos próprios.

CÉSAR PRATA E VÂNIA COUTO – “PRIMAVERA” // César Prata e Vânia Couto, cantores e multi-instrumentistas, decidiram trabalhar juntos e registar no disco “REZAS, BENZEDURAS E OUTRAS CANTIGAS” o mais ancestral e profundo da tradição oral, recorrendo a inúmeros instrumentos acústicos e samples de computador. Entre a antiguidade e a contemporaneidade, este trabalho de investigação e reinvenção etnomusicológica ocupa um lugar muito próprio na música portuguesa e nas músicas do mundo. No player podes ouvir “Primavera”.

NOVES FORA NADA – “ARAME FARPADO”// Deram-se a conhecer com o single “Queixas-te Pouco”, seguiu-se Divisórias” e agora podes ouvir e ver o vídeo para o single “Arame Farpado” gravado nos BlackSheep Studios por Francisco Dias Pereira e Carlos BB António. Noves Fora Nada são Alex Tavares (Uaninauei, Paulo Bragança), David Santos (TV Rural, Márcia, Real Combo Lisbonense) David Jacinto (TV Rural, Lobo Mau) e Dino Récio (Bichos e Ekta Moai). 

NoA – “EVIDENTUALMENTE”// Composto por Nuno Costa nas guitarras, Óscar Graça no piano e teclados e André Sousa Machado na bateria e percussão, NoA é um trio à vista desarmada. Soa a sexteto, desdobra-se facilmente numa orquestra. O teclado trabalha às ordens do piano e do inexistente baixista, a bateria acumula funções com a percussão, e a guitarra multiplica -se e viaja por todo o espectro auditivo. “Evidentualmente” assinala a estreia deste grupo em disco e está disponível em vinil e nas plataformas digitais.

MEESTRE – “YOU”// “You” é o tema de apresentação do novo artista português Meestre ao mundo e, nas palavras do próprio «é um tema que fala de toda uma reflexão e procura por um amor perdido. A necessidade de procurar algo que nos faça esquecer o passado, ao mesmo tempo que a sua procura é evidente. Conseguir viver plenamente com um sentimento perdido no tempo associado a memórias das mais variadas qualidades, sem que para isso possamos sentir que estamos a fazer algo de errado.»

GIANZ – “ENCONTRAR-TE”// GIANZ é o heterónimo musical de David Gião, que se estreia com o single “Encontrar-te”. Neste tema o rapper, cantor e compositor do Barreiro funde Rap com Pop e partilha histórias e experiências vividas na primeira pessoa, mas com uma visão que é universal a todos. «Este tema é lançado num momento em que estamos distantes das pessoas que nos são queridas. No final deste isolamento social todos vão querer encontrar alguém e “Encontrar-te” é lançado com o intuito de aproximar as pessoas que se amam», explica David Gião.

VICTOR TORPEDO – “BÉRI BÉRI”// Victor Torpedo está de regresso aos álbuns com “Béri Béri”. Este é o quarto álbum a solo de Victor Torpedo (The Parkinsons, Subway Riders, ex-Tédio Boys, ex-77, ex-Blood Safari, ex-Tiguana Bibles) e foi misturado, produzido e masterizado por Joao Rui dos a Jigsaw. O álbum já está disponível nas plataformas digitais e a versão CD já pode ser encomendada à Lux Records.

FUGLY – “SPACE MIGRANT”// Passaram dois anos desde “Millennial Shit”, o primeiro álbum dos portuenses Fugly. Depois de um porradão de concertos na bagagem, uma tour europeia e passagens por festivais como Vodafone Paredes de Coura, Super Bock Super Rock e Circuito Super Nova, o grupo composto por Pedro Jimmy Feio, Rafael Silver, Nuno Loureiro e o mais recente membro Ricardo Brito, apresenta um novo single, “Space Migrant”. Um tema que fala sobre a inclusão de todos numa sociedade que tem problemas em unir-se. Com esta música, os Fugly abrem a porta para um novo álbum que será editado no final deste ano pelo O Cão da Garagem e produzido, mais uma vez, por eles próprios no Adega Studios.

DEUSA – “CAIM”// “Caim” é o terceiro single dos DEUSA, na construção daquele que virá a ser o primeiro álbum desta banda que habita no eixo Lisboa-Alentejo. «É uma canção cujo poema reflecte o doloroso fim de uma relação amorosa mas que, em paralelo, remete para o primeiro crime da Humanidade segundo as religiões abraâmicas: muitos anos depois do pecado original, quando Eva seduziu Adão a comer o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, o filho de ambos, Caim, assassinou o irmão mais velho, Abel, num gesto de rebeldia, raiva, inveja e ódio, sim, mas também de uma profunda busca de liberdade (quanto mais não fosse, a liberdade de poder escolher entre esse Bem ou esse Mal).» “Caim” segue-se a “Canção” e “Aquém”, e está disponível nas plataformas digitais. Os DEUSA são um grupo formado pelos músicos e compositores João Afonso na voz e escrita, António Carvalhal na bateria, Bernardo Cruz nos teclados, Henrique Carvalhal na guitarra e Pedro Jónatas no baixo.  Juntos ou separados, os DEUSA fizeram parte de grupos como os Twin Peets, Primo Tirano, Electric Mindscapes ou Plexus, tendo igualmente contacto em estúdio e ao vivo com nomes como Richie Campbell, Dillaz, ProfJam, Slow J, Papillon, Valas e Lhast.

D@SS – “CINZAS E DOR” // Os D@SS são uma banda de rock portuguesa formada em Almada em 2016, por Filipe Coelho na bateria e o Fernando Silva na voz e na guitarra ritmo. Depois de alguns alterações na formação, em 2020, a banda toma um novo rumo musical com uma nova formação: Tz Afonso, Pedro Saturnino e Fernando Silva.  A música dos D@ss incorpora elementos e sonoridades dos blues, do rock, do southern rock, do rock progressivo, do rock alternativo e do hard rock e navega entre o rock enérgico e as baladas. As letras são cantadas em português e em inglês e reflectem as vivências do dia-a-dia, amor & desamor, destino, saudade, exclusão, alegria & tristeza, certezas & incertezas. No player podem ver o vídeo para “Cinzas e Dor”, uma das músicas quem compõe o EP “Demo”.

LUÍS OLIVEIRA – “POR OUTRO LADO”// Luis Oliveira (O Português Ninguém) editou um novo álbum “Por Outro Lado” e já está disponível nas várias plataformas de streaming para audição. Define a sua música como sendo «um jantar entre a Dave Matthews Band e Ornatos Violeta servido por Jack Johnson e uma boa garrafa de vinho do Dão, região onde estou sediado.»

NÃO SIMÃO – “OLHO POR OLHO, BEIJO POR BEIJO” //  Os não simão escrevem canções em português. Canções que se passeiam entre o intimismo e o optimismo. Afirmam-se pela negação do enfado, do prosaico, do previsível, com músicas descomprometidamente sérias, resultantes de um quinteto heterogéneo que viaja entre a música de cancioneiro, o rock alternativo, ou o jazz. Juntos desde 2013, passaram já por inúmeras salas e festivais nacionais. Fazem parte da colectânea Novos Talentos Fnac 2015. Em residência artística durante o ano de 2017 no Irreal, em Lisboa, convidaram para colaborações músicos como Manuel João Vieira, Carlos Barretto, Marta Miranda, Madalena Palmeirim, João Berhan, entre outros. As suas músicas dão grande importância à palavra escrita e cantada, em português. A riqueza musical vai da canção intimista à pop, passando pelo rock ou o desafio para dançar um ska bem humorado. O novo single “Olho por olho, beijo por beijo” do EP de estreia dos não simão já está disponível para escuta e podes também ver o vídeo que o ilustra.

AFONSO CABRAL –  “AO VIVO NO CCB”// O EP “Ao Vivo no CCB” é um conjunto de temas gravados no seu concerto no Centro Cultural de Belém, em Novembro de 2019. O músico, também conhecido por ser uma das vozes dos You Can’t Win, Charlie Brown, torna assim públicos alguns dos momentos dum espectáculo único em que esteve acompanhado, em palco, por uma banda de 13 elementos. Neste EP estão incluídos temas de “Morada”, o disco de estreia de Afonso Cabral, de 2019; uma versão de “Maio”, tema de Luís Severo; um inédito e uma versão de “Anda Estragar-me os Planos” com Francisca Cortesão. Esta é a primeira vez que é editada uma gravação da canção escrita para Joana Barra Vaz e, entretanto, interpretada por Salvador Sobral e, também, Tim Bernardes, cantada pelos seus autores originais. O disco foi misturado pelo próprio Afonso Cabral, em casa, durante o período de isolamento social e está disponível, exclusivamente, em formato digital.

ALBERTO INDIO – “SIMPLES ASSIM”// Autor e intérprete de êxitos de rádio como “Quero-te dizer”; “Sinceramente”; “Eu sou assim e “Não sou de mais ninguém”, Alberto Indio apresentará ainda este ano, o seu quarto álbum. O single de avanço “Simples Assim”, já está disponível para escuta.

GONÇALO PRATAS – “METADE DO TEMPO”// Gonçalo Pratas editou o seu álbum de estreia a solo, chama-se “Metade do Tempo”, e é um disco que convida a parar e escutar com vagar. O álbum foi composto e produzido pelo músico, as letras são partilhadas com a escritora Inês Pupo que também assina a fotografia. “Metade do Tempo” tem as participações do violoncelista Hugo Fernandes, do trompetista Diogo Duque, entre outros; a produção da canção “Não estás a ouvir” é assinada pelo músico e produtor brasileiro Marcelo Camelo.

ANDRÉ SARDET – PONTO DE PARTIDA // O lançamento deste single, gravado no final de 2019, cuja produção é assinada por Héber Marques (HMB), ficou condicionado pela declaração do Estado de Emergência motivada pela pandemia COVID 19. André ficou por isso confinado em casa com a sua família, o que o impediu de gravar o videoclip do single, conforme estava previsto e de o poder promover presencialmente nas rádios e televisões. Mas para André Sardet – «a alegria de partilhar uma nova música falou mais alto e por isso queimei etapas». A gravação do videoclip foi assim alterada, tendo cada músico gravado a sua parte com um telemóvel, nas suas respectivas casas, em diferentes localizações. Este tema marca também um momento muito gratificante para Sardet, já que coincide com a conclusão da escolha do repertório do álbum que irá assinalar a comemoração dos seus 25 anos de carreira – «a pandemia fez-me parar da azáfama do dia-a-dia e trouxe-me tempo e disponibilidade mental para me dedicar totalmente à composição».

BALEIA PILOTO – “PÉ DE CHUMBO”// Neste período de isolamento que nos condicionou a todos, os Baleia Piloto ligaram o piloto criativo e lançam o seu segundo single “Pé de Chumbo”, que nos traz-nos uma musicalidade fresca a cheirar a Verão. Foi gravado, misturado e masterizado por João Ornelas na Valentim de Carvalho e Estúdio da Aldeia. Os Baleia Piloto criam «música moderna de memórias antigas, um rock doce e refrescante. Canções com curvas e contratempos, onde linguagens se misturam para perceber o silêncio, pois é nas pausas que ganham embalo.»

BEJAFLOR FEAT. LUIS SEVERO – “NATURALISMO” // “Naturalismo” é a segunda canção de Bejaflor de um conjunto de «música que não faria normalmente dentro vida real» mas que a «realidade alternativa» do confinamento veio a permitir explorar e partilhar. Depois da shoegazy moderna “Nanar”, Bejaflor desafiou Luís Severo a escrever e cantar um verso – à devida distância que a tecnologia e os recursos permitem – para uma canção folksy nostálgica. Já pode ser ouvida em todas as plataformas digitais e vem também em teledisco desconfinado.

CAPTAIN BOY –  “BLACKBIRD IN DRY ROSE”// “Blackbird in Dry Rose” é o novo single de Captain Boy. Nos primeiros dias de confinamento, a que todos estamos sujeitos actualmente, o Puto Capitão terminou as obras do seu estúdio caseiro e começou a compor novos temas. Decidiu chamar-lhes “Música de Meias”, porque está a compor em casa e porque queria partilhar o seu processo de composição com outros músicos. Música de Meias e a Meias. Pensar isoladamente neste momento não é possível. Estamos todos em casa, sozinhos ou com a família, mas estamos juntos na mesma situação e o Captain Boy quis partilhar o seu trabalho com outros artistas, convidando-os a embarcar nesta ideia de criação à distância.O primeiro convite foi feito ao Rapaz Improvisado, que Captain Boy tinha conhecido recentemente num concerto, e assim nasceu o single de estreia deste novo trabalho. Captain Boy assume a voz e piano e o Rapaz Improvisado a guitarra, viola d’arco e percussão. A música fala sobre saudade e mudança e a inspiração partiu de um melro que todas as manhãs visita a janela da casa de Captain Boy. “Blackbird in Dry Rose” é o single de avanço de “Música de Meias”, um EP que contará com outros convidados e que será conhecido muito em breve.

COLÓNIA CALÚNIA – “LOGO #5 (LADO NENHUM)”// VULTO. e Pedro Mafama reencontram-se em “LOGO #5”, agora com uma noção mais apurada de qual o caminho para o qual pretendem rumar e regidos pelo espírito avant-garde que reina dentro do colectivo COLÓNIA CALÚNIA. Também apelidado de “LADO NENHUM”, o novo tema da dupla pretende continuar a desbravar os novos caminhos que podem ser explorados dentro do espectro da canção popular portuguesa, um género que tem estado em constante reformulação, particularmente nos últimos tempos. Em COLÓNIA CALÚNIA os egos ficam à porta e todos os militantes deste culto trabalham em prol de um bem comum e assinam com o mesmo nome. Para a concepção deste “LOGO#5”, contribuíram também Pedro Coelho Franklin (na mistura e masterização) e Sérgio Faria (na capa e no vídeo que acompanham o tema).

CROSSMOKE – ROCK IS DEAD// Crossmoke é um artista independente português, de momento, radicado em Berlim, Alemanha. Podes ouvir o seu mais recente EP composto por 3 temas, intitulado “Rock is Dead”. Ironicamente, rock e energia é precisamente aquilo que podemos esperar neste novo registo. Podes ver no seu canal de Youtube o registo visual para cada um dos temas.

CUT THE BERRY – “Illusion by Confusion”// Os Cut the Berry são uma banda de rock experimental composta por 5 elementos, sediada em Lisboa e Manchester, mas originária de todo o mundo. Produzida por André Pires, engenheiro de som, produtor e fanático por “música estranha”, oferece exactamente isso, música estranha, composta por belas melodias e agressivas interpretações tribais, latinas, electrónicas e experimentais. Conta uma história narrada por uma faixa sonora complexa. André passou cerca de 12 meses em estúdio a escrever, gravar e produzir um álbum conceptual que traduzisse o seu imaginário. Podes ouvir o single “Illusion by Confusion” nas várias plataformas de streaming.

ENOQUE – “SEM TI”// Parece ter sido escrita para descrever um dos sentimentos mais fortes dos dias de hoje – a SAUDADE, mas “Sem Ti”, a nova canção de ENOQUE, tinha acabado de ser produzida uns dias antes do vírus nos ter fechado a todos em casa. Depois da incerteza sobre o que fazer com uma música nova em plena pandemia, Enoque não teve grandes dúvidas, afinal, esta também é uma canção sobre distâncias e ausências: «Sem Ti” é uma carta de saudade, uma canção que fala honestamente sobre querermos ter por perto aqueles que tanto amamos, sobre nos atirarmos de cabeça para esta aventura que é amar.» Depois de ter feito parte da banda de Estrada dos HMB nos últimos anos e ter lançado o seu disco de estreia em 2018, Enoque regressa em 2020 com canções novas que pretende ir lançando nos próximos meses. “É estranho, tentar começar algo novo sem poder sair de casa, com o mundo em suspenso, mas há que reagir, é altura de todos nos reinventarmos.“

PAULO PRAÇA – “LINHAGEM NENHUMA”// O músico natural de Vila do Conde lança o novo single “Linhagem Nenhuma” do seu mais recente álbum “Um Lugar Pra Ficar”. O tema conta com a participação de Emmy Curl, com letra de Valter Hugo Mãe. O vídeo realizado por Eurico Amorim foi filmado no Parque Natural do Alvão e nas emblemáticas Fisgas do Ermelo. Paulo Praça convidou a cantora e compositora Emmy Curl (Catarina Miranda) para este tema especial.

JAMES DOS REIS – “WHATEVER”// “Whatever” é o novo single de James dos Reis, o segundo de vários temas a editar em 2020 sob a chancela da Real Caviar, que sucede a “Toma”, o single de estreia. Disponível em todas as plataformas de streaming, “Whatever” mostra-nos um lado mais denso e introspectivo de James dos Reis mas sem nunca perder a sua essência R&B. Resultado de uma colaboração em estúdio com Agir, SlamType e Matheus Paraizo, “Whatever” é James dos Reis a cantar-nos a história de um flirt, em que o que parece um evidente jogo de sedução e começa como um romance, pode não ter um final feliz.

TOMÁS FIGUEIRA – “WHO I AM” // “Who I Am” passa a ideia de serenidade e convicção no que realmente o Tomás sente que pode oferecer, chegando à conclusão que ser sincero será a única promessa que poderá fazer. O tema faz parte de uma história de amor com desencontros, reencontros e onde o autor busca o autoconhecimento e é deste conjunto de temas que nasce o álbum “Moon Queen”. O novo álbum foi escrito por Tomás Figueira  e conta com a produção e arranjos de Ricardo Martinho Gonçalves e mistura de Miguel Ferrador. O álbum está disponível em todas as plataformas digitais de streaming. 

PLACES AROUND THE SUN – “CHASINS TAILS”//  “Chasing Tails” é o primeiro avanço da banda Places Around The Sun com o seu terceiro álbum a sair no final deste Verão de 2020. Este será um álbum conceptual, baseado no significado atribuído pelos antigos egípcios ao escaravelho – «sendo que para eles representava o renascimento e era visto como responsável por levar o sol para lá do horizonte para que ele voltasse a nascer. A banda usa o Pôr-do-Sol, a Noite e o Nascer do Sol como espelhos de um ciclo de renascimento que se traduz tanto nas temáticas das letras como na sonoridade das músicas.Este single insere-se no início da fase que representa a Noite (o desconhecido) e centra-se na tomada de consciência da existência de um loop emocional que leva a um bloqueio liderado por ansiedade e insegurança. O videoclipe espelha esse bloqueio, mostrando uma sala de interrogatórios gerida por nós próprios.» Os lisboetas Places Around The Sun é uma banda de rock alternativo constituída por António Santos (Voz/Guitarra), João Gomes (Guitarra), Alexandre Sousa (Baixo) e Ricardo Martins (Bateria).

TIRO NO ESCURO – “AMORDAÇAR”// Tiro no Escuro é a forma de Artur Costa denunciar as ansiedades e as dores de crescimento dos vintes, frutos de um quotidiano que dita a aceleração dos ponteiros do relógio sem dar muito em troca. Dessa circular banalidade, nasce a necessidade de lançar mão aos instrumentos de combate habituais para medir o pulso à vida: os recantos do amor, as memórias turvas, os copos vazios, os cigarros murchos. Apontar à procura da próxima jogada certa e disparar, procurando não perder o jogo num tabuleiro cada vez mais imprevisível. Tiros no escuro. Amordaçar é a primeira prova disso, em Setembro sai o EP de estreia.

WILD MAUI – “SAVAGE”// “Savage” é o segundo single de apresentação de “Magnetic Solitude”, primeiro EP de Wild Maui, o projecto a solo de André Ferreira onde este reaviva o seu lado mais selvagem e, em simultâneo, estimula o seu lado mais frágil e maneável. Uma música repleta de questões dúbias e metafóricas sobre o lado mais cru e selvagem da condição humana. Contudo, é uma música que transporta, em si mesma, uma ideia de que todo o nosso ímpeto mais negro poderá ser sempre atenuado junto de quem mais se ama. E por essa razão, surge o convite à sua irmã de coração, e amiga de infância, – Deopátria Redlips – para participar nesta música. O single está disponível em todas as plataformas digitais.

MGDRV – “DÁ-ME TEMPO”//  Tempo, é o que este confinamento forçado tem dado aos MGDRV (Megadraive) – “Dá-me tempo” é o segundo single da banda em tempos de “quarentena”. Uma canção ao estilo MGDRV.

SHANGE – “HEADSPACE”// SHANGE é o nome artístico de Gonçalo Lemos e marca o início do seu percurso no mundo da música eletrónica, após um trajecto entre vários projectos e diferentes sonoridades. “Headspace” é um tema que representa um equilíbrio entre repouso e movimento, uma viagem que simboliza uma visão artística sustentada pelo “beat”, ambientes “dreamy” e uma procura constante de mudança.

HOLLY HOOD – “NEMESIS” // “Nemesis” é o 5º single de “Sangue Ruim”, segunda parte do tão aguardado álbum de Holly Hood, “O Dread Que Matou Golias”. Aqui, Holly desafia mais uma vez, mantendo a escrita estilo punchline que lhe é singular, “Nemesis” tem uma estrutura diferente, dois instrumentais e o refrão apenas é cantado uma vez.

MARIA JOÃO OGRE ELECTRIC – “ACUTE ANGLES”// Maria João vai editar um novo disco com o seu projecto OGRE para comemorar 10 anos de existência: “Open Your Mouth”. “Acute Angles” é o nome do single de avanço do novo álbum. E se a Maria João fosse uma operária fabril nos anos 20 agarrada à rotina diária das linhas de montagem e ao preto e branco de uma vida monótona? Certamente as coisas não podem ficar assim muito tempo! Este vídeo do realizador Nuno Barbosa transporta-nos aos princípios da magia do cinema, às visões de um futuro eléctrico e relembra-nos o talento intemporal dos seus intérpretes: Quem consegue dizer que não a um Buster Keaton ou um Charlie Chaplin? E se misturássemos tudo?

SAIR – “FRACTIONS// Ruben Allen mais conhecido pelo projecto “SaiR” editou um novo álbum instrumental com 9 faixas intitulado “Fractions”, que pode ser ouvido nas várias plataformas digitais. Tal como todos os outros lançamentos deste projecto este também não ficará limitado pelo formato digital e terá edição em vinil em breve. “Fractions” é um álbum que respira funk e jazz mas com uma componente espacial muito forte que remete todos os ouvintes para uma viagem espiritual.

WE BLESS THIS MESS – “HAPPY MONSTERS IN MY CLOSET”// Happy Monsters In My Closet” é o nome do segundo single de avanço do próximo álbum “Enlightened Fool”, depois de ficarmos a conhecer “Find.Unfold.Accept”. We Bless This Mess viajou até à Califórnia, em Novembro de 2019, fruto de uma campanha de crowdfunding bem sucedida para apoiar a concretização desta jornada. O trabalho foi realizado em conjunto com o produtor Scott Goodrich nos estúdios Nu-Tone Recordings nas proximidades da cidade de Oakland. A mensagem deste tema centra-se na cura de traumas que influenciam o dia-a-dia do ser humano através da prática de compaixão pelo próximo e compreensão. Sumariamente, “Happy Monsters In My Closet” lembra-nos que, enquanto indivíduos, não temos nada a provar e que somos únicos em todas as acções que levamos a cabo.

TRISTA – “NEBLINA” // “Neblina” é o segundo single a solo de Trista, membro do coletivo Instinto26. Este é o primeiro de três temas que na integra, e através dos respectivos videoclipes, contam uma história. O enredo baseia-se num romance posto à prova por discussões, e diferenças de estilos de vida que levam neste primeiro vídeo à detenção do protagonista, Trista. Podes ouvir o single nas várias plataformas de streaming.

SURMA – “SYBILLE”// “Sybille” trata-se do resultado do confinamento de perto de dois meses, em que a agitação habitual de Surma se viu restringida a apenas quatro paredes. Esta solidão e falta de contacto social foi a maior fonte de inspiração para este novo single, do qual toda a produção, tanto da música como do vídeo foi dela. O vídeo trata-se, exactamente, da vontade de uma libertação de energia e de uma inquietação, influenciada pelo tempo que passou a estudar artistas como Miranda July, Kate Bush ou ainda o teatro Kabuki.  Enquanto esperamos pelo novo disco, “Sybille” está disponível em todas as plataformas digitais e vai abrindo o apetite. 

ANA BACALHAU – “MEMÓRIA”// “Memória” é o primeiro cartão de visita do seu segundo álbum, sucessor de “Nome Próprio” (2017), a ser lançado ainda este ano. Para este single, Ana Bacalhau decidiu pegar no telefone e desafiar João Direitinho, Guilherme Alface e Mário Monginho, membros dos ÁTOA, para escreverem esta canção. «Quando ouvi o primeiro rascunho, senti imediatamente que era aquilo de que andava à procura», diz a cantora. A produção ficou a cargo de Twins (já trabalhou com Fernando Daniel, Murta, Dengaz, entre outros). O vídeo oficial conta com a realização de Arlindo Camacho e Mariana Norton.

BIG RED PANDA – “AIRWAYS”// Em 2020 a banda decidiu lançar uma serie de músicas avulso sendo que já se encontram disponíveis dois temas “California Sunshine” e “Airways”, que podes ouvir no player em baixo. Já existem mais 3 temas prontos a ser lançados, que será feito no seu devido tempo. Não se sabe quantos mais temas serão lançados até ao final do ano mas a ideia passa por lançar o máximo possível e continuar assim no ano seguinte mostrando a actividade da banda e a vontade incansável de fazer música. Os Big Red Panda são um quinteto de rock psicadélico composto pelo Francisco Dantas na bateria; Hélder Terrão nos sintetizadores, voz e saxofone; Hugo Quintela na guitarra; Nuno Silva no baixo e Pedro Ferreira na guitarra, voz e sintetizadores. Após várias colaborações com artistas gráficos e passagens por estúdios como Laro Lagosta, Twee Muizen, Hertzcontrol Studio e Estúdios Sá da Bandeira, a banda chegou a um ponto em que decidiu fazer tudo por ela mesma, desde a captação, produção, mistura, masterização, designs, vídeos, de forma a ser o máximo produtivo possível e conseguir ter material regularmente, um processo que se tornou fundamental para o funcionamento e criatividade da banda fugindo a pressões e prazos.

MY MASTER THE SUN – O DIA EM QUE O TEMPO PAROU// “O Dia Em Que O Tempo Parou” é o segundo single retirado de “1000 Ogivas de Fel Cairão Sobre Ti”, terceiro trabalho de estúdio da banda lisboeta, lançado e apresentado em Novembro passado, com uma tour que ficou a meio. Este segundo single, de tamanha importância para a banda por marcar um momento de incerteza e uma pausa forçada, divide o álbum a meio e tanto marca um momento menos bom como uma espécie de transição. Ganha, agora, uma nova dimensão e sentido à luz de toda a conjuntura que vivemos. Nas palavras dos My Master The Sun: «Esta é uma forma de continuarmos a criar e a interagir com as pessoas que nos querem ouvir. A mensagem é diferente da original, mas igualmente pungente. Nada de marcante acontece sem revolução e dor. Abraça a dor. Ama a revolução. Está tudo em aberto num novo começo. Na aurora, um novo começo.»