Viriatada Fevereiro #1: Omiri, Cassete Pirata, David From Scotland, Entre Muitos Outros

Viriatada Fevereiro #1: Omiri, Cassete Pirata, David From Scotland, Entre Muitos Outros

Redacção

Mais uma semana, mais uma ronda de Viriatada, o espaço que a AS dedica aos lançamentos da música portuguesa.

A música nacional merece ser partilhada. Existem novos lançamentos todos os dias, todas as semanas, todos os meses, e qualidade é coisa que não falta! A nossa Viriatada reúne alguns dos destaques da música portuguesa todas as semanas. Poupamos-te o trabalho, só tens de visitar a Arte Sonora, conhecer, ouvir e partilhar.

OMIRI – “Pedrinhas De Sal” // Esta é mais uma viagem de Omiri pelo Património Cultural Imaterial Português, «alinhando-o e transformando-o de modo a torná-lo permeável e receptivo à cultura dos nossos dias». À guitarra braguesa e à composição de Vasco Ribeiro Casais juntam-se um excerto de um tema do cancioneiro alentejano “Ilha dos Vidros”, cantado pela promessa do cante Afonso Branco (Viana do Alentejo), assim como o fado de Prudênciana (Setúbal), o adufe da Amélia Fonseca (Monsanto), os bombos (Santa Marta de Portuzelo), as percussões dos Porbatuka (Almada), o ancinho do Pedro Almeida (Guimarães) e as palmas do Grupo Coral Unidade e Paz (Alcáçovas), numa viagem dançante e exótica por um Portugal ainda por descobrir. A AS aconselha vivamente a a escuta desta muito interessante viagem sonora e a visualização do vídeo que se segue:

CASSETE PIRATA – “A Próxima Viagem” // Este tema, do álbum “Montra”, de 2019, foi escolhido para banda sonora do genérico da recém-estreada série da RTP “Até Que A Vida Nos Separe” e, como tal, merecia um lyric-video novo, da autoria de Camila Beirão dos Reis. Apesar de pertencer ao alinhamento do disco que a banda lançou em 2019, «a canção parece ter sido escrita de raiz» para esta série da autoria de João Tordo, Tiago R. Santos e Hugo Gonçalves, com realização de Manuel Pureza. «A série que não tem vilões e onde todos dão o seu melhor traz-nos histórias originais e contemporâneas, todas elas unidas por algo mágico: o amor». Outras canções dos Cassete farão parte da banda sonora da série, ora no seu formato original gravado pela banda no Namouche, ora interpretadas pela banda que faz parte da série. Os Cassete Pirata são a voz e a guitarra de João Firmino (Pir), autor das canções, as teclas e coro de Margarida Campelo e Joana Espadinha, o baixo de António Quintino e a bateria de João Pinheiro.

DAVID FROM SCOTLAND – “fromdusktilldawn” // Este é o título do segundo single de avanço do álbum de estreia de David From Scotland, banda formada pelos músicos David Félix e Diogo Barbosa. Em colaboração com Gil Jerónimo (Les Crazy Coconuts, Jerónimo), e depois de, no ano passado, terem editado “futurewillbebetter” com a artista EVAYA, os David From Scotland disponibilizam agora mais um single para o LP “Hooligan’s Heart”, com data de edição apontada para 5 de Março. “fromdusktilldawn” é a «aceitação da rotina, onde todos os problemas e angústias não passam de uma junção entre a ansiedade e a forma corriqueira como a vida toma o seu curso normal. Afinal, quem nunca, depois de ser interrogado acerca do seu estado espírito, respondeu com um reconfortante “cá estamos” ou um entusiasmante “vai-se andando”?»

JOÃO SÓ – “Quem Diria” // Num ano de «grandes desafios», João Só prepara vários lançamentos. “Quem diria” é a canção já disponível em todas as plataformas de streaming, já tem vídeo e marca o arranque de 2021 para o cantor e compositor. «Quem diria que uma casa, uma família emoldurada, era o que estava guardado para mim», canta João Só no arranque de mais uma canção de amor. «As coisas que fui sonhando, as várias vidas possíveis que imaginei, acabaram por se transformar num sonho muito maior. As musas que alimentam a alma dos artistas são muitas vezes entidades abstractas sem nome, mas não desta vez. Esta é uma carta de amor à minha mulher Mafalda que me deu tudo o que eu mais queria, sem sequer sonhar que era possível. As minhas canções de agora são canções que têm a sua estreia sempre em casa, com o público mais exigente. Com esta canção, lanço-me ao meu maior desafio musical até agora, porque nada é pequeno no amor», explica o autor em comunicado.

RITTA TRISTANY – “Gato Pardo” // Este é o primeiro single do segundo disco de Ritta Tristany, “Voa Tempo”. O tema e respectivo vídeo serão lançados no próximo dia 12 de Fevereiro, com a artista a prometer a partilha, até Novembro, de mais três vídeos, um dos quais para o tema “Voa Tempo”, que dará título ao álbum com edição nesse mesmo mês em todas as plataformas digitais e fisicamente a partir do site da Zoomusica. “Gato Pardo” tem letra de José Bandeira, música de Ritta Tristany e Rui Pais, arranjo de Rui Pais, voz de Ritta Tristany, guitarra de Rui Pais, baixo de Diogo Antunes, bateria de Victor Costa e percussão de Firmino Pascoal. A captação, edição e mistura é de António Pinheiro da Silva, com masterização de Rui Fingers. O vídeo é assinado por Vlad Duliansky O Empalador.

BABBI F – “The Beginning” // BABBI F é Bárbara Silveira, uma jovem de 23 anos que se inspira na sonoridade K-Pop e Pop norte americana para apresentar o seu primeiro álbum “The Beginning”, disponível no formato físico em duas edições, simples e deluxe, e em todas as plataformas digitais. O single de estreia é o tema “Lion Heart”. BABBI F é a responsável pela composição de todos os temas e algumas das suas referências musicais vão desde Ariana Grande, Shawn Mendes, Justin Bieber, Beyoncé, Michael Jackson até ao fenómeno da Coreia do Sul, a K-Pop, com os BTS, Girls Generation, entre outros. Bárbara começou a compor músicas originais aos 14 anos na sua guitarra e aos 15 decidiu aprender a tocar piano. Aos 21 anos licenciou-se em Enfermagem. As composições do álbum de estreia «retratam as vivências diárias, pensamentos e convicções» da artista. Os oito temas do disco pretendem «transmitir mensagens de determinação, força e autoconfiança». O álbum concilia temas em português e inglês.

JOSÉ GONÇALEZ – “O Plural De 1” // Este é o segundo single retirado do álbum “30 Anos Depois”, de José Gonçalez. O álbum assinala 30 anos de carreira do artista, que neste tema se juntou a Pedro Jóia. «Num misto de mistério, força e arrojo», “O Plural de 1”, com letra e música de José Gonçalez, «provoca os tempos difíceis com uma mensagem de esperança e de amor. Enquanto houver alguém a precisar de nós, enquanto houver um pai e uma mãe, enquanto houver uma manhã de luz a vontade de vencer pelo amor será sempre a maior». “30 Anos Depois” é um disco de fado, com 10 temas tradicionais, «com palavras novas, novas histórias de um homem que se fez e faz no fado, e cujo percurso musical foi todo ele construído nos meandros do fado, na busca constante de o mostrar, e sobretudo de mostrar que o fado está vivo e se pode e deve renovar em palavras, em ambientes». Neste disco participaram Ângelo Freire (guitarra), Rogério Ferreira (viola) e Francisco Gaspar (baixo).

BIÉ – “Always North” // Este é um tema que integra o último álbum de BIÉ, “Space Inside Space”, editado em Agosto de 2019 e que agora ganha vídeo novo em folha. Depois de vários concertos de apresentação do álbum em Portugal e da sua primeira experiência internacional ainda em Fevereiro de 2020, BIÉ tem aproveitado o tempo de pandemia para «explorar a sua criatividade». Com vários temas novos para apresentar em 2021, o artista resgata agora “Always North” com um vídeo captado pelas lentes de André Macedo, aquando da gravação do álbum nos Estúdios Sá da Bandeira (Porto) em 2018. «O olhar sobre o quotidiano da vida citadina, agora interrompida, e sobre a memória dessa normalidade olhada com um sentimento saudosista, mas aliado a um sentimento de motivação. “North” é sentido como um caminho em frente, para um lugar positivo. Um caminho para um futuro melhor, recorrendo, aqui, a uma vista nostálgica da liberdade do passado».

KIKO & THE BLUES REFUGEES – “Giver” // É o single/vídeo do colectivo Kiko & The Blues Refugees, supergrupo portuense formado por Kiko Pereira, António Mão de Ferro, Jorge Filipe Santos, Carl Minnemann e João Cunha. Este tema é a primeira amostra do álbum “Threadbare”, com lançamento previsto para 13 de Fevereiro e que foi composto e gravado pouco tempo antes do início da pandemia, «revelando-se algo premonitório e representativo da uma nova normalidade global». O vídeo é da autoria de Kiko Pereira e Anabela Trindade, conta com a colaboração de Rui Reininho, Selma Uamusse, Hélder Reis, Peter Eldridge, Fernando Martins, entre muitos outros. O disco foi produzido por Mário Barreiros e Kiko Pereira e «é um filme sonoro que expõe a actualidade de um género universal e das inúmeras estradas por onde ele nos pode levar».

ZÉ TÓ LEMOS – “Sense Of Peace” // Zé Tó Lemos lançou um novo álbum gravado totalmente em altura de pandemia e apresenta o seu trabalho a solo como compositor de música para cinema. «Num mundo caótico há quem tenha força, vontade e optimismo suficiente para contrariar essa tendência global. E foi no estranho sossego do confinamento que surgiu a inspiração» para produzir “Sense Of Peace”. O primeiro álbum a solo do compositor vai ser lançado a 5 de Março, já está em pré-venda e revela com «intimidade o lado mais emocional e sensorial» do pianista. Zé Tó Lemos «imprime as vibrações energéticas que recebe no seu quotidiano. Mergulhar neste álbum, gravado e concebido na totalidade em altura pandémica, é emergir num lugar repleto de opostos». Compositor, produtor e pianista, Zé Tó Lemos tem-se dedicado à composição de bandas sonoras para sincronizações audiovisuais. É ainda membro dos Amar Mais Agora, cujo single “O Melhor Lugar” já foi nomeado para Melhor Música Pop 2018 nos International Portuguese Music Awards nos Estados Unidos da América.

ROGÉRIO CHARRAZ – “O Coreto” // O novo disco de Rogério Charraz é editado a 26 de Fevereiro e conta com letras de José Fialho Gouveia e produção musical de Luísa Sobral. O artista diz que este é «um disco com o país lá dentro, uma história contada em canções». “O Coreto” é o quinto álbum da carreira de Rogério Charraz e conta com a participação de alguns nomes fortes da portuguesa, como são os casos de Mário Delgado (guitarras), Carlos Miguel (bateria), Nuno Oliveira (baixo e contrabaixo), Sara Cruz (voz), André Conde (trombone), Carlos Lopes (acordeão), Paulo Gaspar (saxofone e clarinete) e Sérgio Charrinho (trompete), entre muitos outros. «O fio condutor que nos guia pelos vários temas é a história de amor de Sebastião e Ana. Ela sempre viveu na aldeia. Ele, nascido e feito homem nos arredores da grande cidade, decide tentar a sorte no interior do país». Depois do lançamento oficial, e se a pandemia o permitir, “O Coreto” será apresentado ao vivo no dia 23 de Março, no Teatro da Trindade, em Lisboa.

UAU, OK – “Adamastor” // Vasco Reis Ruivo e Danny G são os UAU, OK, dois colegas da Faculdade de Cinema que se dão a conhecer agora com o primeiro single “Adamastor”, um «lugar a que todos vamos de vez em quando, o alimentar da ínfima esperança que resta no fundo da desilusão». O tema tem letra de Vasco Reis Ruivo e produção de Danny G, com guitarra adicional por Miguel Solano. A mistura e masterização foram de Grijó e Danny G. O vídeo foi realizado e editado por Vasco Reis Ruivo.

FILIPE PINTO – “Vassalo” // Depois do roubo de um novo disco chamado “Telhados De Vidro”, o portuense Filipe Pinto está de regresso com um documentário musical de homenagem aos Açores – “Especial Açores” – e um novo single chamado “Vassalo”. No documentário, Filipe Pinto fala sobre a sua paixão pelo arquipélago enquanto toca ao vivo e num formato intimista em alguns dos mais belos e emblemáticos lugares da ilha de São Miguel, onde reencontrou uma nova fonte de inspiração e resolveu, para além de gravar o documentário, gravar o vídeo oficial de “Vassalo” (Cimbalino filmes) – «a natureza e o lado selvagem da ilha estão em plena harmonia» com a sua música. «Acérrimo defensor e divulgador do meio ambiente e da sustentabilidade», Filipe Pinto tirou o curso de Engenharia Florestal e criou um projecto/livro “O planeta limpo do Filipe Pinto” em parceria com a Betweien e que já conta com 18 edições e 60 mil unidades vendidas em Portugal. Este projecto tem corrido Portugal de Norte a Sul e tem como objectivo educar as crianças para as questões ambientais.

COMITIVA CHARLIE – “Vozes Canibais” // O quinteto Comitiva Charlie acaba de lançar o single “Vozes Canibais”, um dos 13 temas que compõem o longa-duração “Vozes Ao Contrário” e que nos chega acompanhado por um vídeo que já podes ver aqui. Pela primeira vez, a banda diz assumir um cariz «mais político na sua mensagem, tecendo críticas à classe política portuguesa». Os Comitiva Charlie são: Miguel Bugalho (voz), Henrique Pedro e Filipe Gomes (guitarra), Telmo Estrelado (baixo) e Hugo Pinto (bateria).

VASCO LÉ – “I Fall In Love, Too Easily” // O produtor portuense vai reeditar, a 11 de Fevereiro e em formato digipack, o álbum “You Know, Everybody Wanna Say ‘I Do This, I Do That’, Everyone Acts Like They’re Hard as Shit, But Just Stop”, editado originalmente em Julho de 2020 e até agora apenas disponível aqui. Para assinalar o lançamento, Vasco Lé vai apresentar um vídeo para o tema “I Fall In Love, Too Easily”, no dia 8 de Fevereiro, da autoria de Luís Neto e Alexandre Alagôa, mas que já pode ver aqui. O disco tem mistura e masterização de Luís Neto.

STIHL IN LOVE – Keys Of Live” // É o álbum de estreia deste projecto, um disco composto por seis faixas orientadas e orquestradas pelo teclista onde dirige a sua banda por «paisagens dissonantes e idílicas e constrói um imaginário contrastado entre calma e a tensão; yin e yang, as teclas pretas e as brancas». O álbum foi gravado no ano passado, ao vivo no Desterro, e apresenta sinais da loucura que é o viver no presente. «O mundo precisa de amor, e o amor deixa todos confusos. É através das teclas que se encontra o equilíbrio do mundo. Teclando e comunicando o futuro. Escrevem-se histórias com melodias vivas, encontram-se muitos motivos. Viaja-se para o infinito. Ainda cá estamos, e estamos apaixonados. Se ainda há esperança, não a tentem roubar». O álbum foi masterizado e produzido por Nando Correia Queluz. O artwork ficou ao cargo de Lucio Bites.

NUNO SEIXAS – “Slip Away” // Nuno Seixas acaba de lançar o single de estreia “Slip Away”, que já se encontra disponível nas plataformas digitais. «Dotado de uma voz reconfortante, envolvente e irresistível, o cantor e compositor de 19 anos escreveu este tema aos 15, uma história autobiográfica sobre amores (e desamores) de Verão, que está a conquistar cada vez mais seguidores e a ampliar a base de fãs do músico». Actualmente a residir em Boston, EUA, Nuno Seixas encontra-se a frequentar o Berklee College of Music, «atestando assim que o seu percurso na música não é uma mera paixão e sim um amor para a vida».

CARLA PRATA – “Certified Freak” // O novo single já está disponível em todas as plataformas digitais . Um tema que, segunda a autora, «é ousado, com uma linguagem sexy que ultrapassa fronteiras e preconceitos». Marcadamente R&B, com uma produção actual e urbana, “Certified Freak” é uma «ode ao empoderamento feminino, um abanar de mentalidades que surge através de um timbre de voz melodioso e sedutor». Carla Prata reside actualmente em Londres e é a partir da capital do Reino Unido que desenvolve a sua carreira.

BEJAFLOR – “Feias” // É o terceiro single «confinado de Bejaflor, um fado tradicional modernizado» a partir da Marcha de Alfredo Marceneiro, com poema escrito por Bejaflor. Este novo tema junta-se às vagas anteriores de singles inusitados: o shoegaze-pop “Nanar” e o folk “Naturalismo” (ft. Luís Severo).

HAUSE PLANTS – “Visual Diaries” // Este é o primeiro single do EP de estreia dos Hause Plants, “Film For Color Photos EP”, com edição prevista para Maio de 2021, via BIRTHDIY / Spirit Goth, label de Los Angeles. Segundo a banda, é uma canção sobre «estar desligado da realidade, longe de tudo aquilo que nos faz sentir como nós próprios». Com uma batida «marcante e dançável», “Visual Diaries” mostra o músico lisboeta a explorar «novos caminhos e a aventurar-se pelo formato canção e por estruturas mais clássicas, onde a voz se assume como o elemento principal, mas sem nunca esquecer as ambiências e rodopios de guitarra que caracterizam os singles “City Vocabulary” e “Hazy”, lançados em 2020». Produzida pelos Hause Plants, gravada, misturada e masterizada pelo Miguel Vilhena (Niki Moss, Savanna, Castilho), “Visual Diaries” conta ainda com um vídeo realizado pelo Manuel Casanova, filmmaker lisboeta que já trabalhou com nomes internacionais como Japandroids ou KORN.

CHINASKEE feat. VAIAPRAIA – “Popular” // O novo avanço de Chinaskee é o último cheirinho antes do lançamento do álbum “Bochechas”. “Popular”, com Vaiapraia, vem «rasgar com as concepções do velho Chinaskee e abre a porta para o que aí vem – energia redobrada, juventude despreocupada e uma banda segura de si». Com lançamento marcado para 19 de Fevereiro, “Bochechas” foi produzido por Filipe Sambado, gravado nos Estúdios Namouche e misturado por Eduardo Vinhas. Além da participação, agora conhecida, de Vaiapraia, o disco tem também feats de Primeira Dama, Bia Maria e do próprio Filipe Sambado. Chinaskee é o alter ego musical de Miguel Gomes. Os nomes e a formação foram alterando até encontrar o seu caminho com Bernardo Ramos, Inês Matos e Ricardo Oliveira. O disco “Bochechas” estará em pré-venda no Bandcamp da Revolve.

DIOGO AUGUSTO – “If I Had a Light, I’d Take It On The Chin” // É o primeiro disco de Diogo Augusto desde que, em 2017, os Jack Shits lançaram um EP de Natal. Uma guitarra acústica, uma guitarra eléctrica e um computador foram as ferramentas físicas que fizeram este trabalho. «Este é um trabalho que nega a música como mero instrumento de construção de canções e a vê, antes, como um conjunto de linguagens que permitem criar arte. E o objectivo da arte, mais do que ser agradável ou vendável, é transmitir representações do real que permitam novos horizontes de possibilidade. Isso quer dizer que o público primordial deste disco é o seu autor, caso contrário, nunca teria sido feito. O resto que vier é bónus». “If I Had a Light, I’d Take It On The Chin” foi escrito, composto e gravado por Diogo Augusto, em Edimburgo, Escócia, e masterizado por Nick Suave.

SPRAY – “Ground Zero” // Os Spray apresentam “Ground Zero”, derradeiro single do novo álbum “Brit”, do qual já saíram os singles “Marylin Monroe”, “My Angel” e “Mark II”. Resultando das experiências britânicas do autor e das suas vivências em Londres durante muito tempo, este tema «é um retrato captado pelos sentidos nas ruas da Grande Cidade, desde a permanência no Raj até ao viver na rua, onde tocava para sobreviver, “Brit” será uma pedra angular do seu percurso». O tema “Ground Zero” fala do «deslocamento, solidão e de ter perdido o amor». Os Spray surgiram em 1997 do silêncio próprio de alguém temporariamente só. Embora o nome soa a algo colectivo, trata-se do projecto pessoal de João Paulo das Neves, em todas as vozes e instrumentos. «“Spray” é algo etéreo, volátil como eu, tem cores, e voa! É do mundo e de qualquer língua», explicou João Paulo Das Neves.

CONFERÊNCIA INFERNO – “Ata Saturna” // Está disponível em todas as plataformas digitais “Ata Saturna”, o LP de estreia dos portuenses Conferência Inferno. Com selo Lovers&Lollypops, o disco será ainda editado em formato vinil e k7, estando a encomenda antecipada já disponível no Bandcamp da editora. “Ata Saturna” será apresentado em contínuo entre os dias 19 e 21 de Fevereiro nas plataforma online do Teatro Municipal do Porto – Rivoli. Os bilhetes custam 3,50 euros e podem ser adquiridos na Bilheteira online do teatro. «Depois dos escombros encontrados no Bazar Esotérico que revelavam o esboço de um ritual anarco-religioso inspirado nos ensinamentos de espíritas da dark wave e post punk, foi encontrada a “Ata Saturna”, de leitura turva mas que identifica três cientistas (Francisco Lima, Raúl Mendiratta e José Miguel Silva) encarregues de sintetizar uma figura robótica, mais consciente e senciente que os humanos seus contemporâneos».

IGUANA GARCIA – “Tarraxo do Animal Doméstico” // Novo single de Iguana Garcia, «psicadélico e fluorescente, de matrix africana e verniz europeu», “Tarraxo do Animal Doméstico” foi criado em plena primeira fase de confinamento ainda em 2020, altura pela qual Iguana Garcia lançava, nas redes sociais, uma música por dia. O tema, que serve de avanço para “Ilha da Iguana”, terceiro disco de originais a ser editado em 2021, «é cantado na perspectiva de um animal doméstico, apoiado em teclados aprisionados, na quaternariedade do beat e em baixos que gingam como se ainda fossem dançar». “Ilha da Iguana” é, segundo o autor, um disco «criado em deriva, ao sabor das fortes correntes afro e tech house, dos ventos da disco e o pop, que tenta descobrir o lugar da língua de Camões em tais latitudes».

JULINHO KSD – “Mistura” // “Mistura” é o novo single de Julinho KSD, já disponível em todas as plataformas digitais e que conta com grandes nomes: à letra de Julinho KSD juntam-se a mistura e masterização de Here’s Johny e a produção de DirtyDoc (Fumaxa, Migs e Rubik). Este é um dos temas que estará presente no aguardado álbum de estreia de Julinho KSD, com data de edição prevista para este ano. De realçar que o rapper da linha de Sintra Julinho KSD acumula três galardões de Tripla Platina com “Sentimento Safari”, “Vivi Good” e “Hoje N’Ka Ta Rola”, e outros três de Platina com “Mama Ta Xinti”, “Hoje En Sa Tá Vivi” e “Conclusão”.

BARATA CÓSMICA – “Enigma do Morcego” // A Barata Cósmica é um duo barreirense composto por André Neves (George Silver) e Bruno Contreira que explora o espaço através de máquinas. É fora das linhas convencionais do tempo que a Barata cria a sua própria realidade e descreve o imaginário que habita. Este imaginário cósmico está repleto de elementos do universo, que é materializado pelo som que é produzido. “Enigma do Morcego” é o segundo longa-duração da Barata Cósmica que já pode ser adquirido e ouvido na integra.

PAULO RIBEIRO – “Ribeiro”// Paulo Ribeiro já começou a revelar algumas canções do seu mais recente álbum “Ribeiro” que será lançado durante o mês de Fevereiro, com a primeira apresentação ao vivo marcada para o dia 13 de Março no Centro Cultural Malaposta, em Odivelas. “Ribeiro” é o quinto trabalho em nome próprio do cantor e compositor de Beja, cujo título revela a proximidade deste trabalho com a sua própria essência enquanto cantautor alentejano que conhece bem as suas raízes. Tradição e reinvenção conjugam-se em músicas originais da sua autoria e temas do cancioneiro, melodias onde o Cante Alentejano volta a ter um lugar de destaque numa fusão com sonoridades urbanas que têm influenciado o seu percurso na música. Este disco conta com a participação especial de Rão Kyao e do violoncelista Emídio Coutinho, a produção é de Jorge Moniz (bateria) e a banda é composta por Luís Barrigas (piano), João Custódio (contrabaixo) e João Vitorino (guitarras). O nome de Paulo Ribeiro está ligado ao projeto Tais Quais, ao lado de João Gil, Vitorino, Tim, Vicente Palma, Celina da Piedade, Sebastião e Jorge Serafim, com o qual gravou três álbuns. Nos últimos tempos editou também “É assim uma espécie de Cante” (2019), em conjunto com o grupo coral “Os Camponeses de Pias”. Este projeto  inclui a interpretação de diversas músicas do imaginário pop português adaptadas para o cante alentejano e também modas de sua autoria, resultado do intenso trabalho que desenvolve há quase duas décadas em torno do cante alentejano, em colaboração com alguns dos mais representativos Grupos Corais e Etnográficos do Alentejo.

ROCKS SPECKS – “Ir Mais Além”// Roberto mais conhecido por “Rocks Specks” apresenta o seu mais recente single. Ser músico é um sonho que tinha desde criança. Em 2020 a coragem e a força de se lançar neste projeto de rock cantado em português com o lançamento do single “Caminhos Com Demónios”. “Ir Mais Além” é o segundo single que «veio comprovar que é para continuar. Se fosse fácil não era para mim. Tirem os sonhos da gaveta!», diz o músico.

EGITANA