Viriatada Julho #4: TroIl’s Troy, Os Lacraus, Pedro de Tróia & Rui Reininho e Deepway, Entre Outros

Viriatada Julho #4: TroIl’s Troy, Os Lacraus, Pedro de Tróia & Rui Reininho e Deepway, Entre Outros

Redacção

Mais uma semana, mais uma ronda de Viriatada, o espaço que a AS dedica aos lançamentos da música portuguesa.

A música nacional merece ser partilhada. Existem novos lançamentos todos os dias, todas as semanas, todos os meses, e qualidade é coisa que não falta! A nossa rubrica Viriatada reúne alguns dos destaques da música portuguesa todas as semanas. Poupamos-te o trabalho, só tens de visitar a Arte Sonora, conhecer, ouvir e partilhar.

TROLL’S TROY – “Eksterordinare”// «Estrutura e caos, silêncio e ruído, guerra e paz. Gabriel Neves (Saxofone Tenor), João Martins (Bateria e Percussão) e Jorge Loura (Guitarra Barítono) imaginaram como seria se Frank Zappa, Wayne Shorter, Richard Wagner e Egberto Gismonti se encontrassem num concerto dos Tool e formassem um trio. Desta impossibilidade matemática nasceu Troll’s Toy», é desta forma que o trio aveirense se apresenta. Depois de em 2019 terem editado o seu álbum de estreia “18:05”, já está disponível para compra e audição o seu sucessor. “Eksterordinare” foi gravado por Miguel Guerra na Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré em Agosto de 2020. Dispara o play para ouvir.

OS LACRAUS – “Dickens” // “Dickens” é o nome do novo single do colectivo Os Lacraus, que já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. Este tema sucede a “Faço das Ruínas Recreios”, editado em Fevereiro passado, e antecipa o nome e o mote do álbum que tem edição agendada para breve. Paralelamente ao lançamento do novo single, a banda disponibilizou igualmente uma edição exclusiva e limitada de uma t-shirt, disponível aqui. Dez anos depois de “Os Lacraus Encaram o Lobo”, o novo trabalho do grupo incluirá então os dois temas já revelados, “Faço das Ruínas Recreios” e o mais recente “Dickens”. Os Lacraus são Tiago Cavaco (voz, baixo e guitarra), Nando Frias (teclas), João Eleutério (guitarra), Joel Silva (bateria) e Miguel Sousa (guitarra).

D.A.M.A. – “2021” // “2021”, o novo single inédito dos D.A.M.A., já está disponível nas plataformas digitais. O tema vem acompanhado por um vídeo gravado no concerto realizado no Campo Pequeno, em Lisboa, no passado mês de Maio. A canção foi feita em Janeiro deste ano, quando o país voltou a confinar, e a banda, assim como a comunidade artística no geral, viu-se novamente sem poder trabalhar ou estar com os seus num registo de normalidade, tal como a conhecemos. E assim nasceu “2021”, um tema que «dá alento e uma perspectiva positiva do que ainda poderá acontecer este ano».

DJODJE feat. DEEJAY TÉLIO & JULINHO KSD- “Sima Nkre” // Preparado para somar mais um capítulo ao seu álbum já anunciado “Mininu Di Oru”, Djodje junta-se agora à frescura de Julinho KSD e ao ritmo de Deejay Télio para o novo single “Sima Nkre”, já disponível em todas as plataformas digitais. Este novo tema sucede ao single “YOU”, reconhecido em três playlists editoriais do Spotify, em 15 playlists editoriais da Apple Music, tendo sido ainda escolhida como “Track of The Week” na África do Sul. “Sima nkre” é o segundo single de Djodje do tão aguardado novo álbum, que será lançado em breve e é a celebração de uma carreira plural de três artistas. «Fala sobre conquistas, sucesso e muita persistência e a forma como encontraram na família o combustível para o sucesso».

LOGG – “TB” // “TB” (lê-se Têbê) é o primeiro single depois do lançamento do EP “LOGGin”. «Uma sonoridade diferente do apresentado até agora, mas com uma vontade enorme de mostrar mais. Uma história que nos faz reflectir sobre o nosso passado e sobre a aprendizagem que temos de ter com o mesmo. Se existisse a possibilidade de voltar atrás, o que faríamos de diferente? Talvez fizéssemos tudo igual, mas sem perder aquele momento», explica LOGG, que adianta ainda que durante o processo criativo deste tema, «no refrão não existia nada que fizesse sentido para dar nome à música, o tema foi sempre gravado como “TB” (têbê), que para nós significa throwback. À medida que a música foi ganhando forma, “TB” foi fazendo cada vez mais sentido, dada a nostalgia implícita na letra». O vídeo foi realizado por Pedro Dias com direcção de fotografia de Pluma e produção da Glitter.

PEDRO E OS LOBOS – “O Desertor” // O projecto do guitarrista e compositor Pedro Galhoz acaba de lançar o vídeo do mais recente single “O Desertor”. Nas suas palavras, o tema «é sobretudo um desafio ao salto para a mudança e ao romper com as rotinas do passado construindo algo novo e melhor. Um mergulho no desconhecido é por vezes a melhor forma de nos conhecermos e de nos reinventarmos. A frase “Se Deus não quiser, alguém há de querer” é uma forma de dizer que não estamos sozinhos, podemos sempre pertencer a algo ou a alguém, basta para isso estarmos dispostos a abrir o coração e a avançar». Com claras referências da música norte-americana, Pedro e Os Lobos apresentam influências que vão do indie folk ao folk rock mais psicadélico e este tema e vídeo são prova disso. O vídeo foi realizado por João Cavaleiro e João Paulo Pereira.

MORDO MIA – “Tangerina” // De forma a dar sequência ao lançamento do single “Tangerina”, editado no mês passado, os Mordo Mia lançam agora um videoclipe para acompanhar a canção. Realizado pela dupla de irmãos Afonso e Bernardo Rapazote (realizadores da curta-metragem “Corte”, presente na edição do Festival de Cannes de 2020), o vídeo foi filmado nas matas de Alcabideche e procura desenvolver visualmente tanto a dimensão emocional como temática da canção, partindo da letra e explorando a tensão nela apresentada, relativa à necessidade e busca sôfrega de um elemento específico e aparentemente gerador de prazer. Os Mordo Mia são um quinteto baseado em Lisboa formado por João Roque (letras, voz, guitarra, piano e teclados), João Maria Gorjão Jorge (voz, guitarra, piano e teclados), Ana Eduarda Martins (voz, violino e guitarras), Francisco Gouveia (baixo) e Bernardo Pereira (bateria). «Apesar da vaguidão dos termos, poder-se-ia dizer que o grupo combina influências de pop barroco, art-pop, glam e rock’n’roll, resultando num leque de canções heterogéneas, marcadas por uma certa teatralidade vocal e meticulosidade na escrita das letras, em português».

RACHEL BANGS – “Maybe I’m Wrong” // A multi instrumentista Rachel Bangs dá-nos a conhecer o primeiro videoclipe para o seu single de estreia “Maybe I’m Wrong”, que foi lançado no mês passado. «Retratando uma vertente obscura que nos desperta uma sensação de ansiedade à medida que o vídeo avança, acaba por ser algo representativo da imagem artística» de Rachel Bangs. O vídeo foi realizado por Vasco Cavalheiro e dirigido por Cláudia Brás, ambos companheiros de banda da artista nos Palmers. Na câmara, o trabalho foi feito por Leandro Mendes. Rachel Bangs é o pseudónimo de Raquel Custódio, nascida nas Caldas da Rainha. É multi-instrumentista e autodidacta, tendo a paixão pela música surgido quando era ainda muito nova, através da guitarra, cuja aprendizagem iniciou com apenas 13 anos. Mais tarde, aos 18 anos, dedicou-se à bateria e foi como baterista que se tornou co-fundadora da banda Palmers. Agora segue a solo e apresenta-se ao mundo com este “Maybe I’m Wrong”.

PEDRO DE TRÓIA feat. RUI REININHO – “Carrossel” // Depois de “Gosto Tanto de Ti”, Pedro de Tróia apresenta-nos agora “Carrossel”, máquina rotativa sentida e cantada em dueto com Rui Reininho. Ambas as canções integram o segundo disco – “Tinha de Ser Assim” – com edição marcada para Outubro de 2021. Pedro de Tróia faz a apresentação de “Carrossel” com um texto escrito na primeira pessoa: «“Um sonho que começou nas viagens de carro com o meu pai, entre Coimbra, Viseu e Manteigas”. Esta é uma frase retirada da carta digital que escrevi ao Rui há uns meses e cuja construção – aparentemente banal – diz tanto do que fui, do que sou e do que faço por vir a ser. Se não estou tão certo de que todos os inícios tenham um fim, porque um fim pode ter tantas formas, o mesmo não posso dizer sobre todos os finais. Todos os finais têm um começo. Seja no tempo, no espaço, dentro de nós ou até mesmo dos outros, antes de um final existe tudo o que foi e, antes de tudo o que foi, estar-lhe-á sempre associado o instante que esse tudo despertou».

JUPITURNO – “Manta de Retalhos” // «Durante a década de 1960, no auge da corrida ao espaço, um sinal misterioso, vindo de um local remoto entre as órbitas de Júpiter e Saturno foi captado por cientistas terrestres, que longamente se debruçaram sobre qual a fonte que o originou. A origem e o significado deste sinal permaneceram um mistério. Até hoje». Os ecos de Jupiturno voltam a aterrar em ambiente terráqueo, sob forma de um EP interestelar, com o single “Manta de Retalhos” a abrir caminho. O EP de estreia apresenta-nos cinco músicas «repletas de sintetizadores ao rubro, longos grooves instrumentais e vocais reverberantes que cantam sobre a vida na Terra, vista do Espaço». A viagem interestelar de Jupiturno pode ser acompanhada em todas as plataformas online, com o single e videoclip de “Manta de Retalhos”.

CRISTIANA SANTOS – “Canguru” // “Canguru” é o título do single de estreia de Cristiana Santos, uma cantora do Porto formada a partir de «uma série de influências musicais que começam no Jazz, passam pela multiculturalidade da R&B e acabam por se fixar na Pop Nacional». “Pintando Novos Sonhos na Música Portuguesa” nasce de uma frase de Vincent Van Gogh invocada pela jovem artista: «Primeiro sonho com o meu quadro, depois pinto o meu sonho».
 Contando com Ricardo Ferreira e Rui Ribeiro na produção e composição da maior parte dos temas, Cristiana Santos escreve as letras e o projecto assume uma linha de orientação fulcral. «Sinto, desde cedo, que sou uma “alma antiga” devido ao meu gosto peculiar pelo vintage», afirma Cristiana Santos.

NUNO SEIXAS – “Someday” // Depois da edição do single de estreia “Slip Away”, Nuno Seixas lança agora o tema “Someday”, já disponível nos serviços de streaming. Esta canção tem um significado muito especial para o músico, que a encara uma música de despedida e esperança de cumprir um sonho de miúdo. No fundo, “Someday” é «um tema despretensioso mas que pretende ser motivador e servir de inspiração para todos os que têm aspirações mas que, de algum modo, se sentem reféns dos seus medos e receios». Actualmente a residir em Boston (EUA), Nuno Seixas encontra-se a frequentar o Berklee College of Music, atestando assim que o seu percurso na música não é uma mera paixão e sim um amor para a vida. Dotado de uma voz «reconfortante, envolvente e irresistível», o cantor e compositor de 19 anos escreveu o seu single de estreia (e recentemente editado) “Slip Away” aos 15, uma história autobiográfica sobre amores (e desamores) de Verão.

GRAND PULSAR – “Outro Nível” // Os Grand Pulsar estão de volta. 2021 foi o escolhido para a saída do seu primeiro trabalho e, enquanto não chega, sucedem-se os singles para abrir o apetite ao que aí vem. Depois de “Discurso Riscado”, primeiro single de “1000000 de Coisas Para e Por Dizer”, surge agora “Outro Nível”, «uma canção cheia de energia, escrita com a intenção de levar o publico a activar a vontade de mudar, de sair da zona de conforto em direcção a algo melhor, de ultrapassar os nossos desafios e deixar acontecer. Fácil de cantar, fácil de dançar e é capaz de pôr a mexer a pessoa mais introvertida da sala».

DEEPWAY feat. SAMIR – “Nada Me Vai Parar” // Os Deepway terminaram as gravações do seu primeiro álbum de originais e editam o seu single de estreia “Nada Me Vai Parar”, gravado entre 2019 e 2020, por Tiago Ribeiro, nos estúdios Aquário Music Lab (Benedita). Os Deepway são uma banda Pop-Rock composta por Carolina Mourato, voz e guitarra eléctrica, Mariana Miguel, teclado e sintetizadores, Bruno Santos, bateria, e António Santos, baixo eléctrico. «Conheceram-se na escola da Lourinhã, por volta dos 12/13 anos, por frequentarem o mesmo clube de educação musical. A amizade nasceu e decidiram formar uma banda. O ritmo e o estímulo da descoberta foi tal que era necessário concentrar energias e ensaiar. O clube de música da escola já não permitia ter o tempo de ensaio necessário e, por isso, as segundas-feiras na sala de música passaram a ser só deles». O álbum “Esta Era A Minha Casa” terá edição em Outubro de 2021 e foi possível graças ao apoio do Programa Garantir Cultura.

MGDRV – “Guelras” // Chama-se “Guelras” e é o novo disco dos MGDRV, do qual já eram conhecidos os temas “Reset”, “Intervalo”, “Dá-me tempo” e “Final do Dia”. Agora, chega a obra completa, que a banda confessa ter sido como respirar neste ultimo ano e meio de pandemia «Um ano submersos. Foi assim que muitos se sentiram nos últimos tempos, e nós não fomos excepção. Um mundo assustado e enclausurado com apenas uma janela digital para escapulir à realidade, foi invadido por um oceano de correntes fortes e nunca antes sentidas. Este álbum, e o trabalho que contém, foi o que nos permitiu criar guelras para poder respirar e tentar, no meio de tantas verdades e dedos apontados, colocar foco no que nos dá clarividência: a música», explicam. “Guelras” é o quarto disco dos MGDRV e sucede a MGDRV (EP 2014), DRAIVE (2017) e Morte Fixe Rap (2018).

EGITANA