Viriatada Junho #2: Ricardo Martins, Moullinex, Siricaia, Mordo Mia, Urban Tales, Entre Outros

Viriatada Junho #2: Ricardo Martins, Moullinex, Siricaia, Mordo Mia, Urban Tales, Entre Outros

Redacção

Mais uma semana, mais uma ronda de Viriatada, o espaço que a AS dedica aos lançamentos da música portuguesa.

A música nacional merece ser partilhada. Existem novos lançamentos todos os dias, todas as semanas, todos os meses, e qualidade é coisa que não falta! A nossa rubrica Viriatada reúne alguns dos destaques da música portuguesa todas as semanas. Poupamos-te o trabalho, só tens de visitar a Arte Sonora, conhecer, ouvir e partilhar.

KUMPANIA ALGAZARRA – “Here We Are” // Os Kumpania Algazarra lançaram um novo vídeo para o tema “Here We Are”, do seu mais recente álbum “Remixed Vol. 2”. Este disco foi editado no início de 2021 e é um disco de remisturas para o qual a banda de Sintra convidou Produtores e Dj’s nacionais e internacionais para misturar os seus temas. O próximo concerto dos Kumpania Algazarra está agendado para o dia 18 de Junho, no âmbito do Está Tudo em Festa, em Almada. Os Kumpania Algazarra contam com mais de 15 anos de carreira e oito discos editados. Esta sonora algazarra vagueia pelas músicas dos cinco continentes, transformando os sons em que toca numa festa ao estilo das fanfarras europeias. «Saltimbancos, filhos da estrada e do vento, músicos em folia permanente submergidos num cocktail de música animada, as suas combinações de notas musicais formam um rendilhado de culturas, onde estão presentes, de forma conjugada ou separada, os sons balcânicos, árabes, latinos, africanos, o ska e o funk. Seja em palco ou nas ruas os Kumpania Algazarra contagiam todos os que os rodeiam com a sua energia e espírito de celebração».

MINTA & THE BROOK TROUT – “Neighbourhood” // “Neighbourhood” é o segundo single extraído de “Demolition Derby”, o último trabalho de estúdio de Minta & The Brook Trout, editado no passado dia 16 de Abril. O videoclipe tem assinatura de Maria João Bilro. “Demolition Derby” vai ser apresentado ao vivo no dia 13 de Julho, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. O quarto registo de estúdio da banda fundada por Francisca Cortesão começou a ser trabalhado ainda em 2018 e foi gravado em Dezembro de 2020. A produção é assinada por Francisca Cortesão e Mariana Ricardo – colaboração que se mantém intacta desde o lançamento do álbum homónimo em 2009. Minta & The Brook Trout são Francisca Cortesão (voz, guitarra eléctrica e acústica), Mariana Ricardo (baixo e voz), Margarida Campelo (piano, piano eléctrico, sintetizador e voz) e Tomás Sousa (bateria e voz). O disco foi gravado e misturado por Nélson Carvalho, assíduo colaborador da banda, e masterizado pelo californiano JJ Golden, responsável pelo som final do homónimo de Little Joy, e de vários dos últimos álbuns de Devendra Banhart, entre muitas outras referências importantes no universo sonoro de Minta & The Brook Trout.

RICARDO MARTINS – “Incerteza Absoluta” // “Incerteza Absoluta” é o título do novo EP de Ricardo Martins, e está cá fora com selo Revolve. «Ricardo Martins é um dos mais notáveis bateristas portugueses da última década. Não só é brilhante, como é também o baterista mais contagiante de se ver tocar, transpirando em palco uma energia singular, e na música, uma assinatura pós-punk inconfundível. Um “cientista punk” prolífico» que conhecemos de (entre tantos outros projectos) Lobster, Papaya, Jibóia, Filho da Mãe & Ricardo Martins, e mais recentemente no sexteto de jazz experimental Chão Maior. «Admitimos aqui alguma parcialidade – somos fãs», escreve a editora em comunicado. O tema “Multiverso”, que resultou da sessão para a sala virtual com curadoria Revolve no festival Common Multiverse, transmitido no passado Março, pode ser visto aqui.

HUGO CORWI – “O Céu e o Mar” // “O Céu e o Mar”, o novo single de Hugo Corwi, já está disponível nas plataformas digitais e fará parte do álbum “Alpha”. Segundo o autor, este é um tema em que «a química entre uma voz e um piano traduzem a complexidade emocional do ser humano, contudo uma mensagem de esperança num Mundo conturbado». “O Céu e o Mar” é um dueto com o pianista Paulo Oliveira, com quem Hugo Corwi trabalha há mais de uma década. «A mensagem forte aliada à melodia doce e pura do instrumento fazem deste tema agridoce intemporal e muito especial. Da simplicidade complexa nasceu “O Céu e o Mar”», explica o autor.

MOULLINEX – “Remixes for Empathy” // Depois dos três concertos recentes (esgotados) de apresentação do novo álbum “Requiem for Empathy”, na Culturgest e na Casa da Música, chega agora o EP de remixes do novo álbum de Moullinex. “Remixes for Empathy” já está disponível nas plataformas digitais e conta com nomes como Quantic, Damian Lazarus, Poolside e Seb Wildblood. Para além da energia ilimitada de Luís Clara Gomes (Moullinex), Guilherme Tomé Ribeiro, Guilherme Salgueiro e Diogo Sousa, o palco encheu-se com a presença de Selma Uamusse, Sara Tavares (apenas no Porto) e Afonso Cabral, que consumaram finalmente ao vivo estas colaborações tão especiais.

JOÃO PINA FEAT. AMAURA – “Platina” // Novo single de João Pina, com colaboração de Amaura, e que faz parte do primeiro EP, “Memórias”, no qual participa, ainda, Sir Scratch. O percurso de João Pina levou-o a actuar com nomes como os Nu Soul Family e colaborações com Paulo de Carvalho, Anselmo Ralph, Virgul, NBC, Jorge Fernando, Eva Rap Diva, Sensi, Bob Da Rage Sense, entre outros. Em 2005, começou a sua carreira como back vocal. Teve duas bandas de originais, Jahvai e The Agency, com quem participou no Festival da Canção, em 2010, conquistando o quinto lugar. João Pina colaborou ainda nas músicas “Difícil” de NGA, “Mólecula” de Família, “Masta” de OG, “We Need/Ilusão” dos Grasshoppers Reggae Lovers Inna Week.

GHOST BOX – “Invisible Hands Pull The Strings” // “Invisible Hands Pull The Strings” é o título do mais recente passo dado por Ghost Box em direcção ao seu objectivo final para 2021: o lançamento do seu terceiro longa-duração no final do ano. Neste novo avanço, o artista parte para novas aventuras sonoras, apresentado a sua faixa «mais agressiva até ao momento, tanto em termos de flow como de beat». Sobre esta canção, onde o baixo pesado reina no espaço para revelar a voz e flow de Ghost Box, o artista revela: «O instrumental anda em torno do sample principal de uma música que lancei em 2019, algo que nunca antes tinha feito, e em vez de ser relaxado, é mais directo e agressivo. A letra, por outro lado, é sem dúvida alguma a mais política que já escrevi, porque num instrumental deste calibre não fazia sentido cantar sobre outros temas e porque no momento em que a escrevi, estava com dificuldade em parar de pensar no tópico em questão». O artista acrescenta ainda a razão de ser para a letra da música. «É sobre a sensação de não termos mãos no nosso futuro e de estarmos dependentes de variáveis externas que deturpam a maneira como vemos o presente, estando de certa forma esta ansiedade – se é que lhe podemos achar assim – presente ao longo de toda a faixa».

SIRICAIA – “O Dia Em Que Fandango Morreu” // Novo vídeo de Siricaia para o tema “O Dia Em Que Fandango Morreu”. Os Siricaia, duo aveirense constituído por Susie Filipe (percussão e voz) e Vítor Hugo (voz e guitarra), surgiram em 2019 e lançaram recentemente o seu primeiro disco, “Família Fandango”. Um disco que retrata – através da música, pintura, literatura e vídeo – a vida de um seio familiar tipicamente português, ao longo de quatro gerações, numa viagem de volta às raízes, a bordo de sonoridades contemporâneas e electrónicas. «Esta é a última canção do disco e relata a forma como Aldeia do Chão reage à morte do nosso querido avô Fandango», explicam os Siricaia. O arranjo orquestral é assinado por Hugo Correia e o vídeo realizado por João Roldão e Siricaia.

KADYPSLON – “Eu Sou Assim” // Este é o novo single de Kadypslon. Um tema em que o artista decidiu «despir-se para o público», partilhando quem realmente é: «sem máscaras, apenas as suas intenções, motivações, medos e ansiedades, entrelaçadas no positivo e no negativo, assim como numa inegável vontade de viver». Desta vez, Kadypslon escolheu «um Rap/Pop como background para suportar as rimas em que conta a sua verdade».

DANIEL CATARINO – “Isolamento Voluntário?” // “Isolamento Voluntário?” é o novo disco de Daniel Catarino, mas «não estava pensado para o ser». Segundo o autor alentejano, «as canções foram surgindo quase como diário cronológico» durante a pandemia, com o intuito de «escamotear os momentos em que cada uma delas sentiu necessidade de nascer». “Não tenho mais medo de morrer do que ontem” e “Um cruzeiro sem embarque” abordam «dúvidas e receios do início do confinamento», “Candidatura” e “Coração Muito Estreito de Gibraltar” são «olhares preocupados com a sobrevivência e a liberdade». “Conversa de Cama / Bom Dia”, lançada em simultâneo com o disco, «resume a esperança e o delírio que se instalaram desde Março de 2020».

MGDRV – “Final do Dia” // “Final do Dia” é o terceiro single a ser conhecido do EP ”Guelras”, dos MGDRV (Megadraive), que irá sair no mês Julho. Depois de “Reset”, “Intervalo” e “Dá-me Tempo”, “No “Final do Dia” é quando as contas são feitas. «É quando o purgatório faz o seu balanço. É quando reflectimos a caminho de casa, depois de um dia de trabalho. É quando ligamos a quem vive no nosso coração para saber que está tudo bem. É nesse momento em que o sol se vai e a noite se apresenta, que o mundo gira mais rápido. E nós a tentar acompanhar».

COBRA AO PESCOÇO – “Simone” // Os punk rockers Cobra ao Pescoço apresentam o segundo lançamento do LP de estreia “Deus Mastiga”. “Simone” é «uma ode à própria energia implacável da banda, descrevendo quem eles são ou fingem ser através de um magnifico conteúdo lírico, grooves ardentes e penetrantes placagens de guitarra». “Simone” é «um manual sobre como alimentar os demónios internos apenas para os ver crescer». Este projecto da Figueira da Foz vem adicionar ao Punk Rock nacional «um poderoso combo de riffs explícitos, bateria da Marvel e poemas hardcore». Nas palavras da banda: «Criámos a banda para participar num concurso, perdemos, mas acabámos com um álbum que está na hora de começar a apresentar. Está na hora de dizermos o que queremos, quando queremos, no sitio que quisermos». Gil Morais na guitarra, Lara Soft na bateria, Emanuel Charana no baixo e David Taylor como front man completam esta «energética quadra» fundada em Agosto de 2020.

AL MOURARIA – “Oh Meu Amor de Amanhã” // Depois dos singles “A Lua” e “Margarida vai à Fonte”, chegou a vez de Al Mouraria apresentar o terceiro single do recém-editado álbum. “Oh Meu Amor de Amanhã” conta com a voz de Vânia Leal, outra das convidadas femininas que participam neste “com Vida”. Ana Laíns, Filipa Sousa, Filipa Carvalho, Joana Amendoeira, Liliana Martins, Tatiana Pinto, Teresa Viola, Teresa Tapadas, entre outros nomes, participam com as suas vozes no disco “com Vida”, onde interpretam temas originais e outros já conhecidos do grande público.

LISBOA NEGRA – “Morro No Fim” // Lisboa é Negra é o projecto de Nuno Varudo (músico/compositor em She Pleasures HerSelf, The Paper Road, entre outros), que ganhou forma durante o período de confinamento obrigatório – «de forma a prevenir eventuais sinais de loucura/insanidade». O disco de estreia, intitulado “Pára. Recomeça.”, foi composto e registado em casa, com produção de Pedro Code (IAMTHESHADOW), e será lançado no final de Junho, em formato CD, pela editora portuense Z22. O autor afirma que «este é um projecto de pop electrónica escura, com textos em português, sofisticado mas com nuances vintage. Algures entre Bukowski, Cave, Brel, Bowie, Sade, Woody Allen, Cohen, Depeche Mode e Amália».

RITA ONOFRE – “À Porta” // 2020 foi o ano que viu nascer Rita Onofre como cantautora. 2021 é «o ano da certeza de ser uma das mais promissoras novas vozes e criadoras nacionais». Depois da aventura SEASE – banda formada com Miguel Laureano (aka Choro) e Gonçalo Vasconcelos entre 2015 e 2019 -, com a qual Rita «abriu asas para a liberdade da criação, com a pandemia veio a certeza, ou a urgência, de agarrar na guitarra e começar a passar para o formato canção os sons e as palavras que o confinamento lhe trouxe». Segundo a artista, «a confiança e a constante pequena e grande ajuda dos amigos» levou a que avançasse com a gravação dos primeiros temas e, «sem medos», deu a conhecer “Haja Sempre”, “Talvez Tenhas” e “Lugar Nenhum”. Com os alicerces «bem assentes no que lhe é mais íntimo e essencial», escreveu sobre quem a rodeia, a forma como com eles se relaciona e como esse exercício a leva a conhecer-se melhor a si própria. Agora, apresenta o novo tema e vídeo “À Porta” que não é mais que «o continuar a explorar o que lhe é mais nuclear, desta feita como uma carta escrita a um amigo». O vídeo acompanha a ligação ao seu mundo, interior e exterior, tendo sido filmado em casa da avó, local onde construiu tantas memórias e onde encontra tanta segurança. «A simplicidade – resultado da clareza e da economia de meios de um confinamento – permitiram que o processo de criação acontecesse no exacto sítio que mais gosto de habitar, o dos afectos». “À Porta” conta com a produção de Choro e Ned Flanger, mistura e masterização de Vítor Carraca Teixeira. Está incluído no EP de estreia, intitulado RAIZ, que tem edição marcada para 25 de Junho de 2021.

URBAN TALES – “Stay” // “Stay” é o título do novo single da banda de rock metal Urban Tales, segundo a qual «esta nova música é uma mistura de rock com texturas pop e metal». Este é o quarto single lançado, após “Reborn”, que trouxe a banda ao trabalho depois de um hiato de sete anos. A música está disponível para download digital e também podes obtê-la no novo Urban Tales Bundle, que contém uma Caneca Urban Tales (de qualquer um dos álbuns) e um Lanyard personalizado. Mais informações aqui.

MORDO MIA – “Tangerina” // “Tangerina” é o single de estreia oficial dos Mordo Mia, gravado ao longo de 2020 e que é agora lançado em edição de autor. Produzido e gravado pela própria banda, revelando parte do trabalho que o grupo tem feito desde 2019, “Tangerina” particulariza «um dos principais tópicos da experiência humana, o desejo, abordando o diálogo muitas vezes conflituoso entre aquilo que é de qualidade mais frívola e o que tem um valor mais duradouro no desenvolvimento das ligações interpessoais». A acompanhar o lançamento da canção, Bernardo Rapazote e Afonso Rapazote, realizadores da curta-metragem Corte (presente na edição do Festival de Cannes de 2020), honraram o grupo com a realização do seu videoclipe, que será disponibilizado no Youtube no início de Julho.

INÊS ASPER – “Estado Lunar” // Inês Asper acaba de lançar o seu primeiro EP, “Estado Lunar”. Segundo a autora, este disco de quatro canções «é uma viagem às profundezas das suas relações com os outros e de certa forma com ela mesma». Com produção de Nilo, da Nilo Group, este EP de estreia «é o culminar de vários meses de trabalho à distância durante uma pandemia que só agora nos dá sinais de esperança».

FALSO NOVE – “Canção da Antemanhã” // Os Falso Nove apresentam o seu primeiro single, “Canção da Antemanhã”. O tema, que já se encontra disponível nas principais plataformas digitais, faz parte do projecto de estreia da banda, a editar durante a segunda metade de 2021. O vídeo é da autoria da artista plástica Marta Alves. «Esta canção marca a primeira peça musical que incentivou a criação da banda, que pretende retratar a ideia de passagem de uma fase do dia para outra, transmitir uma imagem circular de algo que gira e acontece por causa de uma experiência pessoal de separação». Gravado, misturado e masterizado por Manuel dos Reis, no Porto, o tema viaja por «paisagens que pedem calma, que o tempo pare e que se abra uma janela em que tudo fica suspenso, onde se pode ser e contemplar». Falso Nove, banda lisboeta, surge da vontade de Mateus Carvalho (voz e saxofone), Afonso Lima (voz e guitarra), Francisco Leite (teclados e piano) e Francisco Marcelino (bateria) de desenvolver um projecto independente onde pudessem escrever canções em português. Ao mesmo tempo, procuram «explorar e fundir as suas várias influências – desde o jazz à música tradicional portuguesa – num corpo coerente de rock alternativo de forte dimensão lírica». Mais recentemente, José Amoreira (baixo), juntou-se à banda, completando a actual formação.

EGITANA