Viriatada Junho #3: Ana Bacalhau, Miramar, João Só, Joana Espadinha e L.U.M.E., Entre Outros

Viriatada Junho #3: Ana Bacalhau, Miramar, João Só, Joana Espadinha e L.U.M.E., Entre Outros

Redacção

Mais uma semana, mais uma ronda de Viriatada, o espaço que a AS dedica aos lançamentos da música portuguesa.

A música nacional merece ser partilhada. Existem novos lançamentos todos os dias, todas as semanas, todos os meses, e qualidade é coisa que não falta! A nossa rubrica Viriatada reúne alguns dos destaques da música portuguesa todas as semanas. Poupamos-te o trabalho, só tens de visitar a Arte Sonora, conhecer, ouvir e partilhar.

ANA BACALHAU – “Sou Como Sou” // Ana Bacalhau está de volta com o single “Sou Como Sou”, tema escrito por Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro e que conta com produção de Twins e masterização nos estúdios de Abbey Road por Christian Wright. Um ano depois de ter lançado o tema “Memória”, Ana Bacalhau está de volta com um novo single, um verdadeiro «hino de autoaceitação e de libertação de moldes que não nos servem». Sobre o tema, Ana Bacalhau afirma: «Mais serena agora, depois de perceber que sou como sou e que isso é que é bonito e único, Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro (D’Alva) oferecem-me uma canção que diz tudo o que preciso acerca deste assunto». O vídeo oficial de “Sou Como Sou” foi realizado por Tomás Monteiro. “Sou Como Sou” é o novo cartão de visita do segundo álbum de Ana Bacalhau, sucessor de “Nome Próprio” (2017), a editar em breve.

L.U.M.E. – “Las Californias” // O terceiro disco de originais de L.U.M.E. (Lisbon. Underground. Music. Ensemble) chega no ano do 15º aniversário da formação criada por Marco Barroso, que afirma que «Las Californias são um antídoto para o mundo em que hoje vivemos». Com lançamento oficial previsto para Outubro de 2021, no CCB, o terceiro disco de originais dos L.U.M.E., “Las Californias” (Ed. Clean Feed, com o apoio da Fundação GDA) revela a efervescência criativa do ensemble que reúne, desde 2006, 15 instrumentistas portugueses de jazz e de música erudita em torno de uma mesma visão: a procura por caminhos inesperados e improváveis na tensão constante entre composição e improvisação. Em jeito de antecipação ao lançamento do álbum, L.U.M.E. revela agora o primeiro single, também intitulado “Las Californias”, com um videoclipe realizado por Joana Linda.

FÁBIA REBORDÃO – “Má Onda” // “Má Onda” é o segundo single retirado do álbum “Eu Sou”, editado no passado mês de Maio, e já está disponível nas plataformas digitais. Esta música conta com letra de Pedro Silva Martins e música de Pedro Silva Martins e Luís José Martins, que tal como outros autores/compositores como Luísa Sobral, Carolina Deslandes, Tó Zé Brito ou Agir, entre outros, vieram complementar as composições de Fábia Rebordão, juntamente com alguns fados tradicionais, contribuindo assim para um álbum que se unifica através da produção de Jorge Fernando, Kapa de Freitas e José Ganchinho e claro, da própria e única interpretação de Fábia Rebordão. «Muito embora a mensagem desta canção aparentemente seja outra, eu senti-a de forma diferente, e com outra perspectiva, a minha perspectiva. E quis passar essa mensagem para este vídeo, porque imagino que muitas pessoas sintam exactamente isto… à medida que vamos amadurecendo e com a azáfama do dia-a-dia, e todos os problemas que vamos acumulando, vamos inevitavelmente ficando mais sisudos, menos sorridentes, com a energia mais pesada, e a pouco e pouco vamo-nos esquecendo da criança que fomos um dia, optimista, alegre, pro-activa, inocente, feliz e sempre pronta para sorrir com vontade, porque a nossa única preocupação enquanto crianças é aproveitar da melhor maneira todos os momentos». No próximo dia 25 de Junho, Fábia Rebordão irá apresentar o seu mais recente disco no Teatro da Trindade em Lisboa. Bilhetes aqui.

JOANA ESPADINHA – “Mau Feitio” // “Mau Feitio” é a segunda canção a ser revelada do álbum “Ninguém Nos Vai Tirar O Sol”, que sucede ao tema homónimo publicado há 2 semanas. Para o videoclipe, Joana Espadinha convidou o realizador Tiago Brito (Lateral Filmes) e, numa participação especial, a bailarina e coreógrafa Mariana Luís. “Ninguém Nos Vai Tirar O Sol” é o título do terceiro disco de originais e em nome próprio de Joana Espadinha. O disco chegará às lojas a 24 de Setembro, mas já está em pré-lançamento nas plataformas de streaming e download, com a promessa de que até ao lançamento vários novos temas serão revelados ao longo dos próximos três meses. A sua primeira apresentação em palco acontece já na segunda-feira, dia 21 de Junho, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Últimos bilhetes disponíveis aqui. As gravações de “Ninguém Nos Vai Tirar O Sol” decorreram no final de 2020 no estúdio Namouche, na companhia da banda que habitualmente a acompanha: Margarida Campelo (teclados e voz), João Firmino (guitarras e voz), Francisco Brito (baixo), e Nuno Sarafa (bateria e percussões). Na partilha dos arranjos e produção, uma colaboração repetente com Benjamim.

JOÃO SÓ – “Primeira Pedra” // João Só acaba de divulgar mais um single do próximo disco de originais, “Nada é Pequeno no Amor”, com data de edição agendada para Outubro de 2021. “Primeira Pedra” é o segundo tema do álbum a ser revelado ao público e sucede-se a “Quem Diria”.  «Um regresso ao rock n roll puro e duro, esta “Primeira Pedra” é atirada sem medo», diz João Só. Com letra e música de João Só, fala sobre as paixões que moveram o músico desde pequeno e as suas maiores inspirações, com uma forte homenagem a Rui Veloso, um dos artistas nacionais que mais o inspiram. «Naturalmente, as referências aos Beatles, Elvis, e Cat Stevens não poderiam ficar de fora e as guitarras fazem questão de o provar». O vídeo, gravado na loja de guitarras “Mr Jack”, em Lisboa, conta com a participação especial do actor Carlos M. Cunha que, através da alusão às guitarras, pretende levar o público a viajar na imaginação daqueles que têm no rock n rol uma bolsa de oxigénio.

TEKILLA – “Olhos de Vidro” // Tekilla está de volta e revela que a 2 de Julho o novo e quarto disco de estúdio “Olhos de Vidro” chega às plataformas digitais, com as participações especiais de Dino D’Santiago, Amaura, Papillon, Ana Semedo e Sara Soulfull e que já se encontra disponível em pre-save. Depois de cerca de oito anos sem editar, Tekilla, nome incontornável do hiphop português, com uma longa carreira que o liga a uma das primeiras vagas de MCs nacionais, faz uma retrospectiva musical que começa com a sua primeira mixtape em 1995 até aos dias de hoje. A busca por novos caminhos foi um processo que exigiu tempo, com produção de Fred Ferreira (Orelha Negra, Buraka Som Sistema, Banda do Mar), e que conseguiu juntar velhos conhecidos como Dino D’Santiago, Ana Semedo mas também sangue novo, como Papillon, Amaura e Sara Soulfull. «Esta é a minha busca pela essência do hip hop que cresci a ouvir. Não é um disco nostálgico, é um disco de hoje, de 2021, mas com raízes profundas, de mais de 20 anos disto, com quarenta de vida, de muitos encontros, de desencontros, de vitórias e algumas derrotas», explica Tekilla.

LA GUATEMALA – “Estás a Dormir” // Os La Guatemala revelam o segundo single do álbum “Resvés Campo do Beat”, a ser lançado ainda em 2021. “Estás a Dormir” é o novo tema do projecto musical underground pop de Lisboa e evidencia «o carácter ecléctico do álbum “Resvés Campo do Beat”. Se “Cristal”, primeiro single apresentado em Abril, tem uma sonoridade próxima ao hip-hop, “Estás a Dormir” surpreende por ser um tema que abraça o reggae e o ska. É adequado para o verão, pois tem frescura, amor e comédia. Por isso optamos por lançá-lo agora», refere o guitarrista Afonso Bica. A letra de “Estás a Dormir” foi escrita por Bernardo Alexandre, baixista e fundador dos La Guatemala, que explica que «a música é um canto desesperado de um homem aprisionado pelo humor da sua esposa, mas contrabalançado pelo amor que sente por ela». “Resvés Campo do Beat”, o novo disco do grupo, sucederá ao EP “Clássico” (2018), que marcou a estreia do projecto. O grupo é formado por Bernardo Alexandre (baixo e voz), Bruno de Andrade (guitarra e voz), André Cenoura (teclas, scratch, percussão e voz), Afonso Bica (guitarra solo) e Diego Cabral (bateria).

MIRAMAR – “Brower” // Miramar é o nome do projecto que uniu Frankie Chavez e Peixe, imparáveis no seu trabalho exploratório em torno da guitarra. Esta dupla apresenta agora “Brower”, o single de avanço do segundo álbum, “Miramar II”, agendado para o início de 2022. “Brower” reflecte a relação de intimidade que os Miramar conseguem criar entre si, realçando a profunda cumplicidade existente entre ambos. Frankie Chavez e Peixe como que se fundem num só, produzindo, ironicamente, a paradoxal ilusão de algo maior do que apenas duas guitarras tocadas em simultâneo. «Este tema partiu de uma ideia do Frankie, à qual sobrepus a minha guitarra, tendo como objectivo quase inconsciente tentar que ambos os instrumentos soassem a um só», explica Peixe. «Este tema revela a faceta que mais gozo nos dá: juntar as nossas guitarras, ao ponto de nós próprios já não distinguirmos a parte de cada um. Normalmente, esse é um bom indicador para continuar a trabalhar uma ideia e neste caso continuámos, até chegar ao ponto de ser a escolha para primeiro single do nosso próximo álbum». O teledisco que acompanha o lançamento do single “Brower” foi realizado por Jorge Quintela, com quem a dupla já colaborou anteriormente na elaboração e selecção dos filmes que utilizam nos seus concertos. Este vídeo de “Brower” foi filmado em película de 8mm no Algarve, entre a região de Olhão e da Fuzeta.

STCKMAN – “Stckman” // Desde a sua estreia no panorama electrónico nacional, em 2017, com o EP “Fly Away”, Nuno Espírito Santo (mais conhecido enquanto Stckman), «tem sido um personagem cujo currículo pode ser difícil de acompanhar, dada a extensão do seu trabalho de produção nos mundos da música e moda». A confirmação «enquanto nome a ter em conta a nível nacional e europeu chegou logo aos 17 anos», na forma do single “Gira (demo)”. A canção conta hoje com mais de um milhão de streams, e valeu ao artista uma sólida base de seguidores dedicados por toda a Europa Central e Ocidental. Desde então, acumula ao trabalho de produção «o estatuto como um dos Djs mais requisitados e entusiasmantes da Grande Lisboa». Junho de 2021 vê a edição do álbum de estreia “stckman”, que «cruza a sua pop electrónica com influências de House e R&B», e que serve de casa a temas como “time w u” ou “droptop”.

DÚBIA – “Adivinha” // Os Dúbia, quinteto de pop rock almadense, acabam de lançar o seu EP de estreia, “Adivinha”, em formato digital. Após se darem a conhecer ao panorama musical português no passado dia 1 de Maio com o videoclipe “Estamos Cegos”, single de avanço para o EP que agora estreia, os Dúbia mostram «finalmente toda a sua versatilidade musical em quatro temas cheios de energia, numa fusão rock/pop pouco habitual com algumas surpresas pelo meio». O tema título do EP, “Adivinha”, conta a participação especial da guitarra portuguesa de Bruno Chaveiro «numa fusão única de tradição e modernidade». O EP foi gravado entre Novembro e Dezembro de 2020 nos WRecords Studios com mistura, produção e masterização de Wilson Silva.

RACHEL BANGS – “Maybe I’m Wrong” // “Maybe I’m Wrong” é o single de estreia da jovem artista Rachel Bangs. A multi-instrumentista portuguesa chega com «uma nova sonoridade que combina elementos de post-punk e rock alternativo contemporâneo». A artista explora agora um registo «mais pesado e intenso», que difere do som a que nos tinha habituado nos seus outros projectos colectivos, Palmers e Bar Lonely. O tema foi totalmente produzido pela autora no seu home studio. Nesta fase, Rachel «toma as rédeas e traz-nos um verdadeiro one woman show, em que revela o domínio de vários instrumentos e técnicas de mistura e produção. É-nos dado a conhecer a nova faceta da artista, num registo mais intimista e cru. Este tema abre uma janela para o universo interior de Rachel, criando uma atmosfera envolvente e vulnerável, em que exterioriza inquietações e ânsias maioritariamente provenientes de pressões sociais. A artista mistura elementos do post-punk e rock alternativo/experimental, que concedem à música uma sonoridade nostálgica e, simultaneamente, arrojada e moderna». “Maybe I’m Wrong” antecipa o EP de estreia que terá data de lançamento em Outubro deste ano.

JOSÉ DIAS E A FÁBRICA DE MONSTROS – “Início” // José Dias estreia-se com o EP “Início”e lança o videoclipe para um dos dois temas do disco, “Casa”. José Dias e a Fábrica de Monstros é um projecto indie/pop português, «numa viagem de fixação quase umbilical entre a poesia erudita e a música popular contemporânea. Aliado por uma plasticidade e estética disruptiva, será nesta primeira abordagem que o rumo e desenho de uma sucessão de canções ganharão forma». José Dias é um jovem músico portuense que cedo abdicou de uma carreira médica pela formação clássica em Jazz pela Escola Guilhermina Suggia, no Porto. Emerge hoje com ele, num misto sonoro de composição e produção próprias, o EP “início”, perfilando as músicas “Casa” e “Amanhã”.

EN1 – “Crime” // A banda leiriense EN1 acaba de lançar o single “Crime”, que sucede a “Tanto Para Dar”, do seu primeiro EP “Berço” (2020). Os EN1 são: Pedro Rino (vocalista e guitarrista), João Oliveira (guitarrista ritmo), Tomás Carvalho (baixista) e Rúben Borges (baterista). Assumindo influências de bandas e artistas como Ornatos Violeta, Rui Veloso, Led Zeppelin, Guns N’Roses e Red Hot Chili Peppers, os quatro elementos dos EN1 criam «música rock clássica com uma vertente de modernismo», que consideram ser «uma característica diferenciadora face ao panorama musical leiriense».

BIOLENCE – “Merchants Of Inhmanity” // Os Biolence acabam de libertar um novo tema, intitulado “Merchants Of Inhmanity”. A banda, criada em 1998, só quase duas décadas depois editou o primeiro álbum, “Violent Non Conformity”, em 2017. No ano seguinte, lançaram “Violent Exhumation” e agora estão de volta com um novo disco, “Enslave Deplete Destroy”, com data de edição a 1 de Julho. Será o quinto título do quarteto, agora com selo da Doomed Records. O EP contém seis temas, gravados e produzidos nos Darkhammer Studios. Desde 2018 que a formação do grupo é composta por César C. na guitarra e voz, David P. na guitarra, Afonso R. na bateria e Daniel M. no baixo.

LEWIS – “Espaço” // Lewis acaba de lançar o seu single “Espaço”, produzido por Agir e Mizzy Miles e distribuído pela Warner Music. Lewis, 20 anos, ascendência cabo verdiana, nascido e criado em Lisboa, é apaixonado pela música, e principalmente, por cantar. «É considerado um artista da nova geração do hip hop e que tem vindo a destacar-se dentro do estilo musical, sendo que já dá concertos a solo», sendo o próximo no dia 27 de Junho, no Lisboa Mistura. “Espaço” é o terceiro single do artista a solo, e sucede a “Bye Bye”. Lewis afirma que este single «é uma música com sentimento e construída com muito carinho», em parceria com dois grandes artistas que admira.

PRÍNCIPE – “Lugares de Memória” // Príncipe, projecto a solo de Sebastião Macedo,  acaba de lançar o seu segundo álbum, “Lugares de Memória”, em formato digital e em edição limitada em CD. A apresentação do álbum acontece no dia 22 de Julho, às 20h00, no Time Out Market, Lisboa. A entrada é gratuita mas com lotação limitada. O disco é constituído por nove canções originais escritas e interpretadas por Sebastião Macedo – Príncipe (voz, piano vertical, flauta transversal, trompete em sib, desenho rítmico, percussões, baixo). O álbum conta também com a participação de Bernardo Couto, na guitarra portuguesa, e de João Pimenta Gomes, nas modulações e na produção. “Lugares de Memória” foi gravado nos estúdios Bela Flor e tem o apoio da Fundação GDA.

JO ANNA – “Trip It” // No seguimento do lançamento do seu primeiro EP de originais, intitulado “Episodes”, Jo Anna apresenta agora uma live performance de um dos temas presentes no mesmo, intitulado “Trip It”. «Guiada por uma batida hip hop de cadência lenta, “Trip It” é uma canção envolvente, que nos faz mergulhar numa deliciosa e sensual atmosfera, guiados pela suavidade da voz de Jo Anna. Neo soul, r’n’b moderno, música pop do presente feita com alma e coração. Jo Anna revela-se como uma das maiores promessas da nova música feita em Portugal. Com ela, a nossa soul/ alma ficou claramente mais forte».

RICARDO GORDO – “Conversas de Esquina” //  “Conversas de Esquina” é o nome do novo álbum de Ricardo Gordo e também um dos temas nele incluídos, que espelha o diálogo entre o músico, compositor e a guitarra portuguesa, e que define a sua sonoridade alternativa. Ao longo destas conversas é possível ouvir relatos de Ricardo Gordo numa procura pelo significado da sua música. Com o habitual acompanhamento de Samuel Lupi e mistura de Madrak, estas “Conversas de Esquina” resultam em música actual onde a mescla entre a guitarra portuguesa e a música electrónica acontece de forma natural. Não menos importantes são os convidados do álbum Stereossauro, Valéria e Razat.

DENGAZ – “Princesas”// “Princesas” é o novo single de Dengaz, já disponível em todas as plataformas digitais. Tem a produção de Twins e o videoclip conta com a participação da Carolina Deslandes, tendo a realização ficado a cargo de Pedro Dias & Pluma. Este é um ano cheio de lançamentos para Dengaz: “Princesas” segue-se a “Cura”, “Maria do Rosário” e “Eu Avisei”. É o regresso do rapper, numa nova fase criativa, depois do hiato que se seguiu ao enorme sucesso do álbum “Para Sempre”, de 2016.

DIANA VILARINHO – “Estas Quadras que vos Deixo”// A jovem fadista lançou o seu álbum de estreia em 2019 e agora está de regresso com um novo single e respectivo vídeo. Nas palavras de Diana Vilarinho: «Escolher um primeiro single do primeiro álbum nunca é fácil. É como tentar definir a nossa identidade enquanto artistas num par de minutos, o que é quase injusto, mas acaba por ser também desafiante. Quem é que queremos ser? Quem é que somos, na verdade? O que é que temos para dizer? O que é que vamos acrescentar? Apesar de estas perguntas parecerem maiores que nós — e são grandes, imponentes e existenciais — há sempre uma música no disco que as preenche, se (nos) ouvirmos com atenção. “Estas quadras que vos deixo” é um poema que fala sobre a transparência, a força, o altruísmo e, acima de tudo, sobre esperança. Uma esperança que não nos deixa procrastinar, mas que nos exige ação, risco, vida. É uma esperança que nos demanda a condição de estar vivos e não dormentes. De sentir por todos os poros, sentir profunda e inequivocamente, sentir com tudo o que somos. E isto, para mim, é o Fado.» Carrega no play para ouvir “Estas Quadras que vos Deixo”.

EGITANA