Viriatada Maio #2: Rapaz Ego, Xinobi, PZ, Pedro Mafama e Fogo Fogo, Entre Outros

Viriatada Maio #2: Rapaz Ego, Xinobi, PZ, Pedro Mafama e Fogo Fogo, Entre Outros

Redacção

Mais uma semana, mais uma ronda de Viriatada, o espaço que a AS dedica aos lançamentos da música portuguesa.

A música nacional merece ser partilhada. Existem novos lançamentos todos os dias, todas as semanas, todos os meses, e qualidade é coisa que não falta! A nossa rubrica Viriatada reúne alguns dos destaques da música portuguesa todas as semanas. Poupamos-te o trabalho, só tens de visitar a Arte Sonora, conhecer, ouvir e partilhar.

PZ – “Incompatibilidades” // Depois de “Vão Ser Milhões” e “Em Paz Na Minha Guerra”, eis que surgem as “Incompatibilidades” que representam o terceiro single retirado do novo álbum de PZ, “Selfie-Destruction”. O tema, que engloba «as várias personalidades que habitam a mente de PZ (que só tem tempo e espaço para uma delas)», foi transformado em videoclipe pela mão de Alexandre Azinheira, realizador que tem colaborado com PZ ao longo do tempo em videoclipes como os “Croquetes”, a “Neura”, “Mais”, “Diverti-me Imenso”, entre outros. Aqui, «podemos assistir in loco ao choque entre as individualidades que tomam de assalto a nossa cabeça sem aviso prévio». “Selfie-Destruction” está disponível na Meifushop em CD e MP3, bem como em plataformas digitais como  Spotify, Apple Music, Tidal, entre outras.

FOGO FOGO – “Hora di Bai” // Em “Hora di Bai”, os Fogo Fogo cantam a história da «correspondência entre o protagonista e a sua família num momento de distanciamento causado pela realização de um sonho maior. Este protagonista, romântico e sonhador, decide lutar para viajar pelo mundo através da sua música com uma “nova família” – uma banda de funaná. Um tema que aborda a amizade indestrutível, sonhos e saudades», produzido pelobrasileiro Alexandre Kassin e misturado por Victor Rice. “Hora di Bai” traz-nos também «o calor de volta e relembra-nos que a vida é ainda mais alegre com um (com)passo de dança, especialmente quando nos deixamos levar pelos caminhos quentes que esta música nos convida a seguir». Este projeto reúne Francisco Rebelo (baixo), João Gomes (teclas), Edu Mundo (bateria), Danilo Lopes e David Pessoa (vozes/guitarra) e representa «a força experiente e energética que estes músicos apresentam em palco».

CRISTINA CLARA – “Lua” // Cristina Clara estreia-se com o single “Lua”, um tema que «cria pontes entre as canções populares portuguesa e brasileira» – já disponível em todas as plataformas digitais. “Lua” é o primeiro single de avanço do álbum de estreia a sair em Setembro, um trabalho «recheado de estórias tornadas fados e chorinhos com um olhar contemporâneo sobre a tradição», que junta músicos de Portugal e do Brasil, com raízes no jazz e na música tradicional. A sua música reflecte este abraço cultural, com influência marcada da poeta brasileira Cecília Meireles, também ela com uma forte ligação a Portugal, que motivou Cristina a escrever a letra do tema. “Lua” move-se entre a nostalgia (característica dos povos que vivem perto do mar) e um certo tom jocoso, o sentido de humor muito presente no fado mas também na canção popular brasileira. Com composição de Pedro Loch, compositor brasileiro, a música reflecte a mesma multiplicidade expressa no poema e representada pelas próprias fases da lua como pelas várias facetas da identidade artística de Cristina Clara.

COBRA AO PESCOÇO – “Alpha Meme” // Os Cobra ao Pescoço são um projecto emergente da Figueira da Foz, fundado em em Agosto de 2020 e que vem adicionar ao Punk Rock nacional «um poderoso combo de riffs explícitos, bateria da Marvel e poemas hardcore». “Alpha Meme” é o avanço do álbum que o grupo pretende apresentar no último trimestre deste ano. «Com riffs viciosos e viciantes, grooves espásticos que alternam entre math-rock e reggae, versos que falam de confiança exuberante ou introspecções esquizofrénicas, o tema prova-se não só de fácil digestão para os fãs de Linda Martini, Da Weasel ou Ornatos Violeta como também uma entrada catchy, directa e eficaz no panorama da musica alternativa portuguesa». Os Cobra ao Pescoço são Gil Morais na guitarra, Lara Soft na bateria, Emanuel Charana no baixo e David Taylor na voz.

JOÃO COUTO – “Massa do Meio-Dia” // Depois de “Os Meus Amigos” ter marcado o tom, João Couto regressa com um novo tema. “Massa do Meio-Dia” marca distintivamente a independência e nova direcção do artista, sem perder as ambições pop. Com influências ecléticas que vão da funk-pop à dance music, “Massa do Meio-Dia” tem letra e música de João Couto. Sobre o tema, o autor diz: «Surgiu numa noite de maratona de ‘Comunidade’, uma das cenas inspirou um refrão que saiu de rajada. Começou como uma balada ao piano mas no estúdio tornou-se algo bem maior e arrojado». “Massa do Meio-Dia” já está disponível em todas as plataformas digitais e é o segundo single de apresentação do próximo disco do músico. O álbum conta com produção de Pedro Pode (S. Pedro e doismileoito) e o lançamento está previsto para este ano.

JOANA AMENDOEIRA – “Na Volta da Maré” // “Na volta da maré” é a canção que dá nome ao novo disco de Joana Amendoeira. Da autoria de Tiago Torres da Silva e Fred Martins, «a canção vem das profundezas do oceano e encerra todas as dúvidas presentes nas despedidas mais difíceis antecipando as surpresas que a vida sempre nos trará na volta da maré». Por isso, apesar de ser «o testemunho de um amor perdido, é também uma canção que nos questiona e nessas questões nos vai empurrando para a saída do que nos foi tão difícil numa esperança cujo única rota é o futuro». O disco de Joana Amendoeira tem produção da própria Joana Amendoeira, a meias com Fred Martins e Tiago Torres da Silva. Participaram nas gravações Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), João Filipe (viola de fado), Carlos Menezes (contrabaixo, baixo eléctrico e baixo acústico), Ruca Rebordão (percussões), Nilson Dourado (viola caipira, cavaquinho, guitarra eléctrica, clarinete e melódica) e Fred Martins (violão, cavaquinho e quatro cubano). “Na Volta da Maré” foi gravado e misturado por Marco Silva e masterizado por André Tavares nos Atlântico Blue Studios.

ZECA MEDEIROS – “A Dúvida Soberana” // Depois de “Aprendiz de Feiticeiro”, o cantautor Zeca Medeiros, aproveitando o actual período de pandemia e de recolhimento obrigatório, e trabalhando «a fundo com tempo, dedicação, amor e inspiração», está de volta aos discos originais com “A Dúvida Soberana”. Editado pela Tradisom, contém um CD com 14 canções, um DVD com 24 vídeos e ainda um digibook de 120 páginas. «Trata-se de um projecto quase conceptual, onde o artista micaelense surge rodeado de uma série de grandes instrumentistas e algumas brilhantes vozes do nosso panorama musical – Filipa Pais, João Afonso, Katia Guerreiro, Carlos Guerreiro, Manuel Rocha, Rafael de Carvalho, Carlos Peninha, só para citar alguns – abordando a temática das viagens marítimas, onde até na composição de abertura do disco se celebra o “achamento” da Ilha de Sta. Maria -, está portanto de volta, um notável artífice da palavra, um retratista de viagens marítimas e um peregrino de grandes emoções, que mais uma vez surpreende pela sua veia criativa e pela excelência das propostas, ao mesmo tempo que se transforma de novo num romeiro de aventuras terrenas e marítimas e, acima de tudo, num carismático alquimista da música popular portuguesa». O álbum, que está para já disponível em todas as lojas FNAC e na Tradisom, tem também prevista uma futura edição digital.

Y.AZZ feat. B-MYWINGZ – “Cycles” // “Cycles” é o título do álbum de estreia da dupla y.azz x b-mywingz, um disco que conta com singles como “dis/closure”, “Did It All Again” e “Too Far”. Depois de vencerem o EDP Live Bands em 2019 e actuarem em grandes palcos como o Campo Pequeno e o NOS Alive’19, y.azz x b-mywingz editam o seu disco de estreia que conta com a distribuição SONY Music Portugal, parte do prémio EDP Live Bands. Este disco é «um produto de um sonho conjunto entre y.azz e b-mywingz, é um disco que navega por várias influências e, por isso, sonoridades: do R&B ao hip-hop, passando por pop synthwave e até ao dancehall, contendo elementos diversificados como 80s synths, guitarra portuguesa, 808s e a simples guitarra acústica». A dupla complementa-se em todo o disco composto por 9 canções, a voz e as letras de y.azz com os beats e a composição de b-mywingz. Além do simbolismo de ser o primeiro disco de longa-duração da dupla, este é «um álbum muito íntimo e pessoal tanto para y.azz como para b-mywingz».

EU.CLIDES – “Morto-Vivo” // EU.CLIDES lançou o seu primeiro single de EP de estreia, “Morto-Vivo”, já disponível em todas as plataformas digitais. «O artista acordou da cova para transformar qualquer um que o ouça. Fiel à sua sonoridade eclética e de ligações surpreendentes, reflecte sobre a personalidade fragmentada que cada um traz em si, qual Jekyll e Hyde. O caminho do morto é o da insensibilidade e da alienação: a falta de atenção às nossas próprias emoções e a apatia face ao Outro. (É estranho quando um dia nos olhamos ao espelho e já não nos reconhecemos.) O caminho do vivo é o oposto: estar no momento, ciente de si e do mundo. Vivemos entre sonâmbulos e despertos, mas nada indica que uns não se tornem os outros e vice-versa. Uma coisa é certa: o ritmo contagiante e as harmonias enigmáticas do novo single de EU.CLIDES fazem com que estejamos nesses dois estados simultaneamente. E só um mestre zombie é capaz de tal mordidela».

RAPAZ EGO – “Vida Dupla” // “Vida Dupla”, o LP de estreia de Rapaz Ego – o multi-alter-ego de Luís Montenegro, nome com o qual assina nos Salto e no Conjunto Cuca Monga ou enquanto produtor e instrumentista da Capicua – é uma edição da Cuca Monga e já está disponível em todas as plataformas digitais. “Vida Dupla”, para além do álbum de estreia, é também o artefacto que explica a mitologia de Rapaz Ego. Rapaz Ego é Luís Montenegro, com todas as vantagens de não o ser. Em 2019 desperta Rapaz Ego com toda a vontade de crescer, começando a libertar um par de canções que viriam a fazer parte de “Vida Dupla”. Se 2020 interrompeu o despertar de Rapaz Ego, também permitiu um devaneio primoroso de quem faz uma sesta num ano parado pela pandemia, com o EP latino Rapaz Ego Canta Durante la Siesta.

PEDRO MAFAMA – “Contra a Maré” // “Contra a Maré” é o título da nova música de Pedro Mafama e já está disponíveis nas plataformas de streaming. Segundo o próprio, o texto da canção reflecte «distância, desencontro e destino». O tema junta-se assim a “Estaleiro”, antecipando o lançamento do primeiro registo de longa duração de Pedro Mafama, “Por Este Rio Abaixo”, com edição a 28 de Maio 2021 (Sony Music Entertainment). «De uma das margens, alguém fantasia com todas as coisas que o seu companheiro, familiar ou amigo está a viver, tendo partido para perseguir o seu destino; mas do lado de lá, esta pessoa perdeu-se totalmente do seu caminho, e não está a lutar pelos seus sonhos nem a fazer aquilo que jurou fazer». A nova música integra um conjunto de canções que selam o primeiro álbum do artista. Ana Moura, Profjam, Branko e Tristany, entre outros, fazem parte do leque de participações especiais.

XINOBI – “On the Quiet – Expanded” // Já está disponível nas plataformas digitais “On the Quiet – Expanded”, uma versão especial do último álbum de Xinobi, com instrumentais de todos os temas e ainda 4 singles inéditos, escritos na mesma sessão das gravações originais. Depois de esgotar a primeira edição, este novo trabalho vai estar também disponível em vinil como complemento ao grande legado já criado pelo álbum. Quatro anos depois da estreia, Xinobi decide revisitar este disco e traz consigo faixas nunca antes escutadas. Este álbum tem as suas raízes no “agora”, numa «complexidade emocional electrónica que podemos dançar. Desde o House atmosférico à Spoken Word, passando por sonoridades electrónicas sonhadoras com um cunho pop bem vincado, pelo Techno etéreo, pelo Leftfield sombrio mas calmo e preenchido de letras pouco comuns no mundo da música de dança».

MARCO FRANCO – “Arcos” // Arcos é o segundo disco de Marco Franco. «Contra cortinas de veludo ouve-se, saídas de um piano vertical, as primeiras notas do segundo acto de Marco Franco nesse instrumento». “Arcos” dá-nos as boas vindas como «uma brisa do Oriente temperado, na serena simplicidade e beleza intuitiva que os dedos de Marco Franco harmonizam». Entre os oito temas inclui-se uma reinterpretação de “Takket”, tema retirado do disco “Coração Pneumático” de Mikado Lab, autoria de Marco Franco, e também o tema “Anecóica”, de Norberto Lobo. Este disco foi gravado por Nuno Monteiro na Estrela, em Lisboa, «num piano vertical com o tampo levantado, e captado muito próximo do mecanismo do piano. Marco experimentou aqui o uso da surdina, cuja função é abafar o som do piano. Resulta num som mais quente e íntimo, e ao mesmo tempo puro como as paisagens das suas composições». Com uma grande parte da carreira centrada na bateria, atravessando géneros do rock ao jazz e música livre improvisada, Marco Franco surpreendeu com o lançamento de “Mudra” (Revolve, 2017). CD disponível em pré-venda no Bandcamp de Marco Franco.

HAUSE PLANTS – “Only You” // Os Hause Plants editam “Only You”, uma balada cosmopolita que promete expandir a paleta sónica da banda. “Only You” é o novo single de Hause Plants e o último avanço antes do lançamento de ‘Film For Color Photos EP’, o EP de estreia dos Hause Plants, com edição marcada para 28 de Maio, via BIRTHDIY / Spirit Goth, label de Los Angeles. Em “Only You”, Guilherme explora «uma sonoridade mais adulta, completa e ponderada». Ao contrário das restantes músicas deste EP de estreia, “Only You” pede para ser «ouvida com calma». A introdução «é demorada, e abre espaço para que cada novo elemento tenha tempo para se apresentar sem a urgência típica do indie rock despreocupado a que os Hause Plants já nos habituaram».

GOD VILLAIN – “Far Gone Youth” // God Villain é um artista de música rock do Porto, «eclético e melódico», com um álbum de estreia a sair em breve chamado “Down to Earth”, que «brinca com o duplo sentido do deus vilão que desce à terra e o deus vilão que tem os pés bem assentes na terra». Este álbum tem 13 canções, onde cada uma delas conta uma história que nos transporta para «um mundo singular, sendo o álbum, no global, uma viagem de acontecimentos com os quais nos podemos identificar e que conduzem à libertação», no tema final “Thalamic Gate”. O single “Far Gone Youth” é o primeiro e já tem vídeo para ver a seguir.

INÊS DE VASCONCELLOS – “Amplexo” // Chegou o momento de revelar o tema que dá nome ao disco de estreia de Inês de Vasconcellos. “Amplexo” é «muito mais que uma canção: é um hino, um grito, um alerta, uma chamada de atenção para uma temática sempre actual e incompreensivelmente polémica, a homofobia». Inês de Vasconcellos quer «surpreender, quebrar tabus e preconceitos». Este «lindíssimo tema de Edu Mundo mostra isso mesmo, que neste seu álbum de estreia, mais do que um conjunto de Fados e canções, existe uma mensagem forte, uma afirmação artística mas também pessoal de uma cantora surpreendente». Este “Amplexo” fala, acima de tudo e fundamentalmente, de amor. «Um amor sem barreiras e sem “normas anormais”. Somente Amor. E tanto que o nosso mundo dele vai precisando!».

ISAC – “Diz-me” // “Diz-me”, single editado e distribuído pela Farol Música nas plataformas digitais, surge depois do artista lançar um desafio ao saxofonista Bruno Soares para colaborar na composição instrumental dos saxofones e brass. O artista pôde contar também com uma pequena participação do trompetista Henrique Paiva, seu primo. «Do Pop ao Funk e com uma pitada de Jazz, “Diz-me” é a música perfeita para se ouvir ao final da tarde numa esplanada, na praia, no carro ou num momento mais descontraído». “Diz-me” é o segundo single editado pela Farol e o artista sanjoanense pretende continuar a apresentar novas músicas nos meses que se seguem. Este novo single de Isac tem letra, música e produção do próprio, mistura e masterização do engenheiro de som João Lebre (Caffeinated Audio Studio, Inglaterra).

ANTÓNIO MÃO DE FERRO feat. KIKO – “Time” // Inspirado numa experiência pessoal, António Mão de Ferro apresenta o single “Time” do mais recente álbum “Lunatic”. «O tema fala da importância do tempo e é um tributo a todos que foram vítimas de cancro e aos sobreviventes. Segundo o músico portuense, “Time” é uma homenagem a todas essas pessoas, uma luta contra o “tempo”, porque o tempo, apesar de infinito, é finito para cada um de nós. E neste tempo que temos, temos de reflectir e agir sobre o que sentimos. Muitas vezes tomamos decisões que nos afastam de nós próprios». O single conta com a participação especial do músico Kiko Pereira, considerado como uma das melhores vozes do jazz em Portugal. António Mão de Ferro sobe ao palco da Sala 2 da Casa da Música no próximo dia 17 de Junho, às 20h30 para apresentar pela primeira vez ao vivo o seu quarto álbum de originais, “Lunatic”.

WILSON CAPITÃO – “One Hundred Comets” // “One Hundred Comets” é o single de estreia do músico e compositor Wilson Capitão. Existem três momentos capitais na vida de Wilson Capitão que o levaram à música. «O meu pai é metaleiro, um daqueles da velha guarda que adora Slayer, Iron Maiden e Judas Priest. Até aos 10 anos, basicamente nunca ouvi outra música para além de metal. O meu pai ouvia bastante música e isso quer dizer que literalmente não me lembro de quando comecei a ouvir metal, basicamente acho que já vim do hospital em que nasci para casa a ouvir metal», afirma o compositor. Um outro momento foi quando começou a aprender a tocar instrumentos: «O primeiro instrumento foi o piano, embora tenha sido contra a vontade do meu pai, porque para ele, a guitarra eléctrica cheia de distorção era a única opção óbvia. Comecei a ter aulas de ensino não formal aos 8 anos. Passados 2, 3 anos, o instrumento deixou-me de interessar e aos 12 anos comecei a aprender viola/guitarra». O último e decisivo momento foi quandoWilson começou a ouvir música para além de metal. «Esta fase foi muito importante para mim como músico. Tive a oportunidade de conviver com amigos de diferentes backgrounds e com diferentes gostos de música durante a minha adolescência. Hoje posso dizer que ouço de tudo um pouco».

MANUEL DE OLIVEIRA – “Venham Mais Cinco” // O guitarrista e compositor Manuel de Oliveira vai fazer uma digressão nacional de apresentação do novo álbum “Entre-Lugar” e, para assinalar a ocasião, acaba de estrear um vídeo para o tema “Venham Mais Cinco”. O músico irá apresentar pela primeira vez ao vivo o novo registo “Entre-Lugar” a 18 de Junho, no Cine Teatro Garrett na Póvoa de Varzim, integrado no Festival Soam as Guitarras. A digressão propriamente dita terá início no dia seguinte, 19 de Junho, em Ponte de Lima, no Teatro Diogo Bernardes. Já em Agosto apresentar-se-à em Évora e no dia 28 do mesmo mês em Figueira de Castelo Rodrigo, no Palácio de Cristóvão de Moura. A 22 de Outubro será a vez de subir ao palco do Theatro Circo, em Braga.

FILIPE KARLSSON – “Vento Levou” // O ano de 2020 «foi de grandes desafios, mas para Filipe Karlsson também de grandes êxitos», com o lançamento dos seus EPs de estreia “Teorias do Bem Estar” e “Modéstia à Parte”. Agora, em 2021, dá-nos a conhecer a primeira amostra do seu terceiro curta-duração com o single “Vento Levou”, que nos convida «a reflectir sobre as adversidades no campo amoroso, pelas quais todos passamos eventualmente, transmitindo uma mensagem de esperança e de libertação de quaisquer rancores. Tudo isto tendo por base uma batida contagiante e dançável, a que Karlsson nos tem vindo a habituar progressivamente, a cada lançamento. Filipe encontra-se no momento em que a primavera já não prevalece, e o verão ainda não chegou, dando cor aos seus momentos de euforia e serenidade, transmitindo um constante sentimento de alegria e energia calorosa», num vídeo produzido por Ricardo Pereira e Karlsson.

BALEIA PILOTO – “Irmão do Meio”// Baleia Piloto apresenta o seu 4º single, “Irmão do Meio”, uma canção etérea onde se desenham paisagens oníricas e ambientes que exploram novas paisagens sónicas. A música foi gravada por João Ornelas na Valentim de Carvalho e Estúdio da Aldeia, e o teledisco realizado por Pedro Marques, está disponível no canal do youtube da banda. Baleia Piloto são Antero Assane, David Matos e Nuno Lopes, artesãos da música que criam cantigas de forma a torná-las artefactos que sobrevivam à erosão digital dos tempos de hoje.

EGITANA