Viriatada Maio #4: Emmy Curl, Salvador Sobral, Slimmy, Saturnia, Joana Alegre, Entre Outros

Viriatada Maio #4: Emmy Curl, Salvador Sobral, Slimmy, Saturnia, Joana Alegre, Entre Outros

Redacção

Mais uma semana, mais uma ronda de Viriatada, o espaço que a AS dedica aos lançamentos da música portuguesa.

A música nacional merece ser partilhada. Existem novos lançamentos todos os dias, todas as semanas, todos os meses, e qualidade é coisa que não falta! A nossa rubrica Viriatada reúne alguns dos destaques da música portuguesa todas as semanas. Poupamos-te o trabalho, só tens de visitar a Arte Sonora, conhecer, ouvir e partilhar.

SALVADOR SOBRAL – “bpm” // Salvador Sobral acaba de lançar o seu terceiro registo de estúdio, “bpm”. Gravado no início de Janeiro de 2021 no Le Manoir de León, idílico estúdio localizado no sudoeste da França, “bpm” é o primeiro disco composto inteiramente por Salvador, ao lado do seu inseparável parceiro musical Leo Aldrey, que também foi o responsável pela produção do álbum. Salvador Sobral vai apresentar o novo trabalho com concertos em Lisboa, a 25 de Junho, no CCB, no Porto a 9 de Julho, no Teatro Sá da Bandeira.

TERESINHA LANDEIRO – “Batom” // É já no próximo dia 1 de Julho, pelas 20h, que Teresinha Landeiro estreia o seu mais recente álbum, “Agora”, no palco do Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa (informações e bilhetes aqui). A juntar ao anúncio, fica também a estreia do vídeo para a música “Batom”, que conta com a participação dos músicos da Roda de Samba. “O Tempo” e “Amanhã” foram os temas de arranque do álbum “Agora”, editado no passado dia 30 de Abril, e que mereceu destaque numa entrevista da artista à AS, sendo que agora é o momento de estrear o vídeo para “Batom”, que conta com a realização de João Pedro Moreira, também ele autor dos vídeos anteriores. «A vontade de pisar o palco já não é de ontem, muito menos um sonho, uma ambição ou um vislumbre, é real, e é de agora. Vou subir a palco com a vontade de sempre, com os pés no presente, com esperança no amanhã com o coração à transbordar de coisas para vos contar. Ansiosa para saborear cada palavra e cada nota. Foram muitos meses de silêncio, sem poder contar-vos frente a frente o que vai cá dentro, e vou poder finalmente falar sobre o amor, o mundo e a vida visto com meu olhar de 25 anos, o olhar de agora», afirma Teresinha Landeiro.

EMMY CURL – “Good Dancers” // Emmy Curl lança vídeo para o tema “Good Dancers”, que faz parte de “ØPorto”, uma colecção de histórias e memórias dos tempos em que viveu na Invicta, desse período de descoberta, dançando entre momentos acústicos e experiências electrónicas. “Good Dancers” tem como pilar a simbiose entre a Natureza e a Tecnologia, exprimindo a sua visão do futuro. Segundo a compositora, o tema é dos mais bem guardados do último álbum: «A balada épica sobre a cidade, a dança do mundo urbano quando os corpos embriagados cruzam a noite com o amanhecer do Porto, a cidade das lojas e mercados, a preparação das suas aberturas, um retrato aos que a sobrevoam pela madrugada e vêem poesia no trabalho árduo e leveza na dura realidade dos dias». A realização do videoclip é da autoria de Alice Aires, artista digital que reside em Londres, cujo trabalho se baseia na pesquisa de animação contemporânea. Alice elabora paisagens virtuais onde a natureza é plano central, fundamentado na diversidade e riqueza ambientais. Estes mundos parcialmente ficcionais são inspirados em meditações eco-poéticas e em fortes sentimentos de biofilia. Emmy Curl toca dia 9 Junho, 19h, no Salão Brazil, em Coimbra (Bilhete 10€), a 11 Junho, 21h, no CAESV, em Sever do Vouga (Bilhete 5€), dia 20 Junho, 19h, no Adro da Igreja de Matosinhos (Entrada Livre) e dia 17 Julho, 19h30, nos Jardins do Museu dos Biscainhos (Entrada Livre).

ALMIRANTE RAMOS – “Cinco Canções” // Almirante Ramos relança o seu primeiro trabalho de estúdio, o EP “Cinco Canções“, agora com quatro remisturas do single “Volta” de Filipe Sambado, da dupla OITO//OITO, Gagliardini Graça e do próprio Almirante Ramos, já disponível nas plataformas digitais. Após o lançamento do meio disco “Cinco Canções” em final de 2020, surgiu o desafio de utilizar uma das canções do EP e convidar alguns produtores nacionais para a remisturar, dando corpo a uma ideia de transformar algo que já existe em algo novo. E assim surge, no maduro mês de Maio, o relançamento do EP “Cinco Canções” com quatro remisturas do single “Volta” – quatro remisturas totalmente distintas, com olhares e abordagens distintas, de diferentes artistas e produtores nacionais. «Almirante Ramos é melómano e co-fundador da editora Amor Fúria que, juntamente com a FlorCaveira, liderou durante quase uma década uma nova vaga da música popular portuguesa».

SLIMMY – “My Baby Camila” // Slimmy, que recentemente concedeu uma entrevista à AS, tem um novo single, “My Baby Camila”, um tema com um significado muito especial, já que é dedicado à sua primeira filha nascida em plena pandemia! Nas palavras do próprio Slimmy, “My Baby Camila” é «sobre todo um mundo novo de sentimentos a fervilhar pela primeira vez, mas com o som explosivo do electro punk que caracteriza a minha música do início de carreira. É uma história do mais puro amor, contada em dois minutos e meio, à velocidade vertiginosa de um comboio sem travões». Este single faz parte de um novo álbum que deverá sair no final deste ano ou início de 2022. O vídeo do novo tema também estará disponível no final de Maio.

LUKEWAARM – “Filmes” // “Filmes” é o título do primeiro single de Lukewaarm, Beatriz Gomes, ex-concorrente do La Banda que se estreia assim nas edições em nome próprio. “Filmes” é a materialização de «um processo de crescimento que promete não ficar por aí e que começou quase no berço. Filha de músico, cresceu nos ensaios do pai, a ouvir música, a ouvir e visitar rádios e era difícil que o “bichinho” não ficasse por ali alojado. Obviamente ficou. Toca piano, teve três anos de aulas de guitarra, teve aulas de canto e frequentou o conservatório. O futuro estava à vista de todos». “Filmes” é o primeiro capítulo desta história de Lukewaarm e que terá novos desenvolvimentos em breve.

MIGUEL LUZ – “Meditação” // “Meditação” é o novo single de Miguel Luz. Depois de em 2017 ter lançado “Crocodildo”, seguiu-se em 2018 o single “Mánada”, que antecipa este novo lançamento. Durante os últimos anos, «para além de se envolver noutras aventuras, foi aperfeiçoando as suas qualidades de produção» e, em 2021, surge “Meditação”, aquilo que será a abertura de um novo ciclo. “Meditação” condensa o que, para o artista, «é a experiência de estar no momento presente com alguém. A sensação que se tem quando se esquece o mundo e se está no aqui e agora com alguém que sente o mesmo. Foi baseado nestas experiências românticas que Miguel teve ao longo da vida, para captar esse estado de espírito de amor, de não-julgamento e em que o tempo não existe, que nasceu este novo tema».

MAYU繭 – “Orpheus” //  MAYU繭 é um colectivo artístico que projecta narrativas sonoras cruas e viscerais e tem em “Orpheus” o seu primeiro trabalho de originais, resultante de um período de residência no Gnration, em Braga, no âmbito de uma candidatura aos Laboratórios de Verão. «Cru e primordial, MAYU 繭 não guarda vínculos com nenhum género, nem com nenhum membro, dando forma à vontade de criar uma abordagem estética única e gutural, na interpretação do som, da melodia e, neste caso em particular, do silêncio como partes de uma soma maior».

STEGO – “Thinking About You” // Stego acaba de lançar o seu primeiro single, “Thinking About You”, totalmente escrito, gravado e produzido pelo artista, e que faz parte do EP de estreia, a editar ainda este ano. O tema fala-nos «do fim de um relacionamento, e de como, mesmo com o passar do tempo, conseguimos voltar a “reviver” ou recordar esse amor perdido». O videoclipe, realizado por Vitor Pream, conta com «um clima bastante cinemático, de alguma forma metafórico». Stego é produtor e afirma que «a parte de cantar acaba por surgir naturalmente e, com isso, a ideia de ser artista também». O foco principal e aquilo que o faz mover na música «é aquilo que de facto sente ser – produtor».

MANINHO – “Pode Tentar” // “Pode Tentar” é o novo single de Maninho e «é uma verdadeira surpresa de luz, alegria, bom ritmo e boa disposição, precisamente o que todos estamos a precisar para este Verão, após um período escuro, de incertezas, que tomou conta de todos nós nos últimos 15 meses». A canção tem letra de Maninho e a música é fruto da colaboração de Maninho, Sebastian Crayn e Daus (panela rec). A produção é de Sebastian Crayn e Daus (panela rec) e mistura e masterização de Pedro Villas Silva. Nascido no Brasil, Maninho (A.K.A. Phelipe Ferreira) encontra-se a viver em Portugal há vários anos, «onde se afirmou, apesar da sua juventude, como um dos melhores guitarristas no nosso país», tocando, entre outros, com artistas como Mariza, Héber Marques ou Bárbara Bandeira. O vídeo é um espelho dessa «energia contagiante que esta música tem» e contou com a realização e direcção de fotografia de Jihad Kawaji.

SATURNIA featuring WINGA – “Keep it Long” // “Keep it Long” é um dos temas do álbum “Stranded In The Green”, o oitavo álbum na discografia dos Saturnia, editado pela Sulatron Records, e que mereceu review da Arte Sonora. Como sempre, o disco foi gravado na sua maioria pelo mago psicadélico que é o Luís Simões, que assumiu vozes, guitarras, sitar, tampura, baixo e respectivos pedais, gongo, bateria e a panóplia de teclados que inclui Rhodes e Mellotron. O disco foi gravado entre a Primavera de 2018 e o Verão de 2020 na Lagoa do Calvo, Palmela, misturado por Simões no Butterfly Sound, e masterizado por Ricardo Bravo no Crossover Studio, Linda-a-Velha. Podes adquirir o novo álbum, “Stranded in the Green”, aqui. O vídeo para “Keep It Long” foi realizado por João Bordeira.

HELENA OLIVEIRA – “EssênciasAcores” // “EssênciasAcores” é, segundo a autora Helena Oliveira, um disco que se pretende «bastante diversificado na sua natureza, visando recolher o espírito da música tradicional de todas as ilhas dos Açores e introduzir-lhe os matizes advindos de tudo quanto influencia a cultura desta terra, desde a sua história até à sua geografia». Helena Oliveira nasceu em Ponta Delgada e desde muito cedo se interessou pela música, exercendo a arte do canto, explorando os horizontes da música de raiz tradicional e da música do Mundo. É uma das vozes femininas mais representativas da música Açoriana, tendo recebido o Prémio “Açores Música 2006” na categoria de melhor voz feminina da Região.

JOANA ALEGRE – “Caçula” // Joana Alegre acaba de editar o segundo single do seu novo álbum. Sobre este novo tema, “Caçula”, a artista diz ser «uma viagem ao tempo de ser criança», e acrescenta: «Ca·çu·la, do quimbundo kasule, filho último, derradeiro, o último da família. Esta canção foi a forma que encontrei de me devolver a uma infância essencial, numa viagem ao tempo de ser criança, essa condição maior onde cabe tudo o que somos de mais puro e verdadeiro. Voltei a estas memórias numa canção quando precisei de reencontrar o “fio à meada”, e achei esta Caçula de alma desgarrada. Deu-me a mão e mostrou-me esse caminho onde moram as coisas sem idade e a própria Liberdade. Porque podemos ser caçulas e crianças pela vida fora. Espero que mais caçulas se revejam e gostem!». Este segundo lançamento desvenda um pouco mais do que aí vem. O novo álbum de Joana Alegre, com produção de Luísa Sobral, tem data de lançamento prevista para depois do verão. O vídeo tem realização de Joana Linda.

ET TOI MICHEL – “Ladrões no Pomar” // “Ladrões no Pomar” é o título do novo tema de Et Toi Michel, nome com que se apresenta a solo João Mota, músico setubalense da banda Um Corpo Estranho. Et Toi Michel deu os primeiros passos no primeiro trimestre de 2020 com o lançamento do single “A Montanha”. Seguiu-se “Canção de outra invenção”, lançada no mesmo ano e volta, desta feita, aos lançamentos enquanto prepara o seu álbum de estreia para o final de 2021. Segundo João Mota, o projecto nasce de algumas canções antigas que quis recuperar. De alguma forma sentiu que as devia apresentar a solo e num formato inspirado no contexto das artes cénicas. Daí surge a personagem Et Toi Michel, nome que retirou de um cumprimento jovial habitualmente feito por um familiar: «Et toi Michel, tudo bem?». O tema tem a produção de Sérgio Mendes, responsável por vários trabalhos de compositores de Setúbal como Um Corpo Estranho, A Garota Não e Tio Rex, entre outros. O vídeo é da realização de Leonardo Silva, responsável, também, pela componente de videoarte dos espectáculos ao vivo. A parceria à produção conta com Joana Bento e a ilustradora Paula Moita, que também figuram no vídeo. A Fotografia ficou a cargo de Helena Tomás e a capa digital da autoria de Paula Moita.

PRÍNCIPE – “Estendo o Dedo Parto a Mão” // Príncipe apresenta “Estendo o Dedo Parto a Mão”, segundo single do álbum “Lugares de Memória”, com data de lançamento prevista para 18 de Junho. Com Sebastião Macedo na letra, voz e vários instrumentos (piano vertical, flauta transversal, trompete em sib, desenho rítmico, percussões, baixo), “Estendo o Dedo Parto a Mão” conta também com a participação de Bernardo Couto na guitarra portuguesa e de João Pimenta Gomes nas modulações e na produção. O vídeo foi realizado por Frederico Mira Godinho e pelo próprio Sebastião Macedo. «A manhã foi de tempestade, desenjaulou o vento. Cerrei os olhos e pareceu surgir o mar, ao longe, abanado por ondas revoltas, o bater lânguido das asas de uma gaivota. Olhos semicerrados veriam árvores dançantes, melros passeando cautelosamente. Memória é como o balanço de um mar verde. Sem saber nadar, nem sair para respirar, é-se levado, sem corrente, eternamente», afirma Sebastião Macedo.

TIAGO PLUTÃO – “Relativizar” // Depois dos singles de estreia “Homem da Montanha” e “Só para alguém gostar”, Tiago Plutão lança o seu disco de estreia. “Relativizar” é composto por nove canções, como os planetas, coisa que Plutão diz só ter decidido praticamente no fim do processo de composição: «“Relativizar” vem de um desejo de ter algo 100% composto por mim, uma espécie de filho ou herança que deixo. Começou por ser apenas uma canção criada no duche, que não encaixava noutros projectos e que rapidamente se tornou numa espécie de cura para o que estava a viver na altura em que o escrevi». Segundo Tiago, as influências para este disco gravitaram em redor de Velvet Underground, Mac Demarco, Pink Floyd, Capitão Fausto, Caetano Veloso, Tame Impala e The Doors. Ao contrário dos comuns planetas, Plutão «é tímido e mais distante e por isso encontrou neste projecto uma forma de se expressar. Ao longe, observa e escreve o seu desabafo, o seu ponto de vista, de forma muito honesta e sincera». O disco pretende passar esta mesma mensagem: «Tudo se torna mais fácil quando relativizamos as coisas». Foi gravado e masterizado por Makoto Yagyu e Fábio Jevelim (HAUS) e está disponível em todas as plataformas online com o selo Throwing Punches.

GPU Panic – “Flores” // Depois do single “Just Go” e da colaboração com Moullinex no seu mais recente álbum “Requiem for Empathy”, GPU Panic apresenta um segundo tema a solo, com selo Discotexas. “Flores” já está disponível nas plataformas digitais e antecipa o seu futuro EP. GPU Panic recorda-nos que «oferecer flores a alguém que gostamos é um gesto tão simples mas que, ao mesmo tempo, pode significar tanto para quem as recebe». Com um toque pop e um ritmo acelerado, “Flores” é «propositadamente colorido e reforça o artista completo além de todas as colaborações para que é requisitado». Desde o seu último EP “Sand Haze” lançado em 2017, o produtor colaborou com Moullinex como vocalista no single “Luz”, em “BREAK/OUT/BREAK” e nos temas do seu mais recente álbum “Requiem for Empathy”, em “Running in the Dark” e “Inner Child”. “Just Go” foi o seu primeiro single a solo lançado pela Discotexas, pela qual assina e prevê o seu próximo EP. GPU Panic promete mais música nova muito em breve.

YELLOW SUMNER – “Forever Stuck in Childhood” // Yellow Sumner é um novo projecto que vem de Leiria e é o alter ego de Adriana Lisboa, formada em guitarra jazz e em sound engineering, e foi «devido ao isolamento da pandemia que decidiu criar um projeto intimista e verdadeiramente profundo». A sonoridade «é um lofi misturado com uma electrónica simples que nos traz nostalgia de um mundo outrora livre». São seis faixas «repletas de uma nostalgia inexplicável que nos guiam numa viagem bem próxima de nós mesmos». Uma obra lançada de forma independente e executada na sua totalidade por Adriana Lisboa desde a sua criação, produção, gravação, mistura e masterização.

ZÉ LÃ – “Ovelha Negra” // Muitas das canções de “Ovelha Negra” foram escritas na Índia durante um período em que José Raimundo fez «um retiro espiritual e encontrou um novo amor». No regresso a Portugal, uma semana antes da OMS ter feito a declaração de pandemia, José decidiu começar uma nova vida. A concretização de Zé Lã foi incentivada pela «emotiva reacção que teve ao ouvir pela primeira vez a roupagem dada por Ricardo Martinho Gonçalves (músico e produtor de Medvsa, Million Dollar Lips, entre muitos outros) ao seu tema “Se eu soubesse”, o mais simbólico single a ser conhecido». Neste conjunto de músicas, o autor rodeou-se de instrumentos acústicos e «atreveu-se um pouco fora da sua zona de conforto, acrescentando às naturais influências electro-rock, que constituem a base da sua criação, um carácter mais folk e mais clean, mostrando não ter medo de experimentar». “Ovelha Negra” tem cinco temas, que podes ouvir a seguir.

VOZES DA RÁDIO – “Homem Comum ao Vivo” // De forma a celebrarem o seu 30º Aniversário, as Vozes da Rádio estão desde o início do ano a lançar todos os meses temas que podem ser verdadeiras raridades perdidas no tempo, temas novos ou até mesmo versões de canções clássicas “a cappella”. Será entretanto lançado o disco “Homem Comum ao Vivo”, que foi gravado ao vivo no dia 16 de Abril de 2016 na Casa da Música, no Porto. Este foi o concerto de lançamento das “Canções do Homem Comum vol I”, que também marcou os 25 anos das Vozes da Rádio e contou com a participação especial da cantora Maria Mendes. Os singles de avanço são “Perto de mim, só eu” e “Que são um”, a cujo vídeo podes assistir a seguir.

GHETTHOVEN – “Magic” // O ano 2021 assinala o regresso de Ghetthoven com o single “Magic”, tema que «celebra a igualdade e o amor, e que realça a magia que é a música e a capacidade que tem em unir-nos a todos enquanto comunidade». “Magic” revela «a pureza de sermos verdadeiros e a liberdade de manifestarmos as nossas emoções». O tema conta com as colaborações de Moullinex, Taseh, saloio e Liquid, as energias que completam o músico e elevam a sua visão. “Magic” é «uma melodia que celebra a inclusão. É um diálogo entre o autor e o seu passado, reforçando a ideia que não podemos olhar para o nosso interior pela diferença, mas como parte integrante de um todo. De como a sua família, constituída maioritariamente por mulheres, o ensinou a respeitar o outro, a expressar as suas emoções e o potencial da música, enquanto terapia para todos os problemas». Ghetthoven quis criar «um hino para a pista de dança, como um lugar de emancipação, inspirando-se na música de dança dos 1990s. “Magic” desenvolve-se progressivamente, através de sintetizadores e de uma linha de baixo groovie que, no final, atinge um apogeu libertador de todos os constrangimentos à expressão individual, pois a magia da música reside, justamente, nessa capacidade de nos unir enquanto comunidade, de abraçarmos a individualidade e celebrarmos a diferença».

EN1 – “Tanto Para Dar” // Os EN1 estão de volta com novo single após o lançamento do seu primeiro EP “Berço” durante o ano de 2020. A banda leiriense de rock português lança assim o primeiro single com um vídeo gravado inteiramente no salão do Hard Club no Porto. Os EN1 são: Pedro Rino (vocalista e guitarrista), João Oliveira (guitarrista ritmo), Tomás Carvalho (baixista) e Rúben Borges (baterista). Assumindo influências de bandas e artistas como Ornatos Violeta, Rui Veloso, Led Zeppelin, Guns N’Roses e Red Hot Chili Peppers, os quatro elementos dos EN1 criam «música rock clássica com uma vertente de modernismo», que consideram ser «uma característica diferenciadora face ao panorama musical leiriense».

HAUSE PLANTS – “Film For Color Photos” // Os Hause Plants acabam de editar “Film For Color Photos”, o EP de estreia com selo BIRTHDIY/ Spirit Goth, label de Los Angeles. «São seis músicas nostálgicas mas com os olhos postos no futuro, e ouvi-las do início ao fim é sentir o impulso de lutar contra o tempo, num misto de melancolia por todas as experiências e relações que ficaram para trás, e de expectativa e anseio por todas as memórias que ainda estão por vir, servindo de banda-sonora para todos esses momentos, como um rolo fotográfico pronto a registar cada um deles como se de uma fotografia analógica a cores se tratasse». Para Guilherme Correia, que compõe, produz e grava a partir do seu quarto sob o nome de Hause Plants, os sonhos chegam agora na forma de canções. Em palco, Hause Plants transformam-se com a ajuda de António Nobre no baixo, João Silva na bateria e Dani Royo na guitarra.

MISFIT TRAUMA QUEEN – “Ominous Mixtape” // Misfit Trauma Queen revela “Ominous Mixtape” – uma «colecção de cuts industriais, sombrios, progressivos e delirantes feitos durante 2020. Sintetizadores em overdrive, baterias clipadas, eletrónica implacável cheia de intenção e desejo sexual». “As Sadistic as Deranged” é o single escolhido pelo baterista e produtor David Taylor para ser a cara da mixtape. O vídeo oficial foi executado para «despertar explicitamente o ouvinte enquanto observa pura tensão erótica à medida que a faixa progride. Discrição é aconselhada ao espectador. Isto pode muito bem ser a coisa mais erótica que verás hoje».

PEDRO BRITO – “Se Deus Quiser” // Pedro Brito, nome incontornável do cancioneiro português, autor de muitos dos temas que os portugueses tão bem conhecem, acaba de lançar o seu mais recente trabalho de originais, o EP “Se Deus Quiser”. O sétimo trabalho de estúdio do músico e compositor está nas plataformas digitais mas também em formato vinil, disponível nos locais habituais. O novo EP de Pedro Brito é um projecto instrumental de sua autoria, interpretado por uma nova geração de músicos, João Rato na Viola e Piano, Nuno Oliveira no Contrabaixo e Diogo Duque no Flugel, Trompete e Flauta Transversal, com produção de Pedro Vaz. Composto por quatro temas autobiográficos que percorrem imagens recorrentes de vida, memória e caminho, numa expressão partilhada sem heterónimo. Representa o regresso às origens de Pedro Brito, aos anos sessenta, à Bossa Nova, ao Jobim, João Gilberto, passando pela Pop britânica, e a toda a influência permanente da música Jazz, incluindo a geração atual de músicos portugueses.

WILD MAUI FEAT. SANDRIXTY – “All this Time” // “All this Time” é o segundo momento a ser apresentado de “Dark Matter”, o segundo EP de André Ferreira aka Wild Maui, e conta a história de «uma personagem que procura a sua própria libertação, mas, acima de tudo, de aceitar a sua percepção real sobre o mundo e a vida». Segundo ao autor, «toda a condição humana é composta por um lado obscuro – essencial à reflexão e na busca do autoconhecimento. Este lado negro é, muitas vezes, estigmatizado socialmente, fazendo com que o Homem se afaste da sua própria essência, e, consequentemente, afastando-o da correta interpretação sobre si mesmo». A personagem de “All this Time” revela «um profundo desejo de fugir de tudo o que a rodeia, acreditando no amor como a sua única salvação. No entanto, permanece presa e acorrentada a um passado de mentiras e dissonâncias, impedindo-a de olhar corretamente para si mesmo e para aqueles que a amam da forma mais sincera e real. A personagem continua de tudo e de todos, sem saber para onde ir».

MARCO OLIVEIRA – “Ruas e Memórias” // “Ruas e Memórias” é o terceiro álbum do cantautor Marco Oliveira. Gravado no estúdio Valentim de Carvalho entre 4 e 18 de Novembro de 2019, permanecerá como a última produção musical em estúdio de um dos mais importantes artistas da cultura portuguesa: José Mário Branco. Dividido em duas partes – azul claro de dia e azul escuro de noite (versos de Ary dos Santos) – o álbum inclui fados tradicionais com a poesia de Manuela de Freitas e Ana Sofia Paiva, também responsáveis pela produção artística e vários temas originais, bem como temas do próprio Marco Oliveira. José Mário Branco, além da produção musical, assina os arranjos e a direcção musical de “Ruas e Memórias”. Com Ricardo Parreira na guitarra portuguesa e Carlos Barretto no contrabaixo, este disco propõe «uma narrativa poética e musical na primeira pessoa através do quotidiano de uma cidade em constante impermanência. Uma dedicatória de amor a Lisboa».

BEATO – “À Beira-Mar” // O single “À Beira-Mar” é o primeiro tema de Beato para o longa duração, que verá em breve a luz do dia, com selo Valentim de Carvalho. Foi gravado nos estúdios de Paço de Arcos e nos Estúdios do Beato, com letra e música de Beato, co-produzido com Nuno Rafael. Conta com as percussões de Jorge Costa, as vozes de Mariana Camacho, trombone de Hugo Esteves e cavaquinho Cabo-Verdiano de Romeu Ornelas. “À Beira-Mar” é como que a renovação de Bruno Vasconcelos, o Beato. «Um concentrado com sabor a Verão eterno e mojitos, que nasceu fora de época – em pleno Inverno –, mas que assume esse exercício de recuperar o pôr-do-sol laranja e a sensação de estar a boiar ao som da maresia. Um registo sobre bons momentos, com aroma a nostalgia e amor, gravados em slow motion».

SEBENTA – “Ao Teu Lado” // Os Sebenta celebraram recentemente 17 anos de carreira e, para assinalar a data, revelaram um novo single, “Ao Teu Lado”. A festa, ou melhor, as festas vão acontecer nos dias 3 e 4 de Junho, pelas 21h00, no Espaço Boutique da Cultura, em Lisboa. Os lugares são limitados e já estão à venda aqui. “Ao Teu Lado” é, segundo a banda, «a melhor expressão que encontramos para uma nova fase que se apresenta para os Sebenta, para um novo capítulo da nossa música e da actualidade que vivemos. Temos de voltar todos aos palcos e este tema reflecte exactamente isso: temos de estar mais unidos, lado a lado, fazendo disso a fotografia do nosso tempo, que é este!».

RITTA TRISTANY – “Solidão” // “Solidão” é o segundo tema de “Voa Tempo” e é «a história interior de cada um de nós sempre na fronteira entre o estar só e o termos um ombro amigo por perto, amigo esse que poderemos ser nós próprios». Segundo Ritta Tristany, a solidão «é um caminho sofrido, sem sabermos que pedras ou muros vamos encontrar, e se os encontrarmos, decidirmos vesti-los ou colocá-los ao ombro num escurecido ficar…ou partir…».

VÍMARA – “Tu e Eles”// Vímara é uma banda portuguesa de rock formada em 2018 no Porto é constituída por Cristiano Brito (Bateria), Pedro Guedes (Guitarra), Ângelo Fernandes (Guitarra), Ricardo Cabral (Voz) e Dinis Martins (Baixo). «O nome Vimara foi escolhido para honrar e lembrar a figura histórica do herói Vimara Peres, cuja a estátua despertou curiosidade. Infelizmente, poucas pessoas sabem a história desta figura histórica importante na reconquista da cidade do Porto aos muçulmanos.», explicam. Em 2020 editaram o seu EP de estreia Unue” e com a pandemia não tiveram oportunidade, para já, de o apresentar ao vivo. Por isso divulgaram um vídeo para o single “Tu e Ele” gravado durante o confinamento.

EGITANA