Viriatada Março #2: Minta & The Brook Trout, The Temple, Churky e Vasco Vilhena, Entre Outros

Viriatada Março #2: Minta & The Brook Trout, The Temple, Churky e Vasco Vilhena, Entre Outros

Redacção

Mais uma semana, mais uma ronda de Viriatada, o espaço que a AS dedica aos lançamentos da música portuguesa.

A música nacional merece ser partilhada. Existem novos lançamentos todos os dias, todas as semanas, todos os meses, e qualidade é coisa que não falta! A nossa rubrica Viriatada reúne alguns dos destaques da música portuguesa todas as semanas. Poupamos-te o trabalho, só tens de visitar a Arte Sonora, conhecer, ouvir e partilhar.

MINTA & THE BROOK TROUT – “Matador” // “Matador” é o primeiro tema de avanço do novo registo discográfico de Minta & the Brook Trout, “Demolition Derby”, o aguardado quarto álbum de estúdio da banda, que chega às lojas no próximo dia 16 de Abril e que já pode ser adquirido em pré-venda no Bandcamp da banda. O concerto de apresentação do novo disco tem data marcada para 24 de Maio, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, e os bilhetes já estão à venda aqui. “Demolition Derby” chega no ano em que se assinalam 15 anos do início do projecto que deu origem a Minta & the Brook Trout, banda fundada por Francisca Cortesão (voz, guitarra eléctrica e acústica) e composta por Mariana Ricardo (baixo e voz), Margarida Campelo (piano, piano eléctrico, sintetizador e voz) e Tomás Sousa (bateria e voz).  Escrita e composta por Francisca Cortesão, “Matador” antecipa a chegada do novo conjunto de canções – escritas ao longo de dois anos e levadas a estúdio em Dezembro de 2020.

SEIVA – “Esta Noite Sai A Ronda” // Os Seiva editaram o segundo single de um novo álbum a sair em 2021, depois de “Virgem da Consolação”. Joana Negrão (voz, adufe e gaita-de-foles portuguesa) explica que no primeiro disco a banda ainda se sentia muito dividida entre as criações originais e as canções tradicionais, o que já não acontece. «Neste novo disco, continuamos no mesmo caminho, o de ir buscar canções de tradição oral portuguesa mas já conseguimos que as músicas originais e as tradicionais se encontrem e façam sentido juntas. É no fundo, conseguir criar canções no século XXI, com instrumentos tradicionais portugueses (Braguesa, Gaitas-de-fole, Adufes, Cavaquinho, Bombos) com a sonoridade de hoje, amplificada e eléctrica, mas que poderiam ser danças e romances do século passado numa qualquer aldeia». Além de Joana Negrão, dos Seiva fazem parte Vasco Ribeiro Casais (braguesa, cavaquinho e também adufe e gaitas-de-foles portuguesas) e Rita Nóvoa (percussões portuguesas).

THE TEMPLE – “Save Me” // Os The Temple disponibilizaram o vídeo para “Save Me”, canção retirada do álbum “Serpentiger”, que foi gravado na Dinamarca por Tue Madsen (Meshuggah, Sick of it all, The Haunted, Moonspell). O vídeo foi editado com base em filmagens de concertos feitos na promoção deste álbum, que foi lançado em finais de 2015. Reúne excertos desses vários concertos, alguns feitos com bandas “companheiras” como Heavenwood, Ramp, Ibéria, e em salas como o Hard Club do Porto, o RCA em Lisboa e outros palcos do país. A razão pela qual a banda decidiu fazer este vídeo neste momento prende-se com o facto de «o ano de 2020 ter tido um efeito muito particular e incisivo em quem gosta de música e vive ligado a ela de alguma forma. Seja como músico, jornalista, técnico, ou apenas apreciador e metalhead (neste caso concreto) a pandemia e as suas restrições vieram revelar a verdadeira importância desse universo para estas pessoas. Talvez tenha sido, por isso, o ano mais importante de sempre para a música ao vivo».

SEPTETO INTERREGIONAL – “Disvorce” // “Disvorce” é o segundo avanço para o disco de estreia do Septeto Interregional. O tema já está disponível no bandcamp da Lovers & Lollypops. Juntando músicos e artistas de diferentes localidades, o Septeto Interregional surgiu de um desafio proposto pelo Musicbox à Lovers & Lollypops para a criação de uma obra que, embora ligada a este tempo, pudesse viver em qualquer outro. Ariana Casellas (Sereias), Mr. Gallini (Stone Dead), Rafael Ferreira (Glockenwise), Rodrigo Carvalho (Solar Corona), Violeta Azevedo (Savage Ohms) e Zézé Cordeiro (Equations) juntam-se, aqui, ao artista multimédia Serafim Mendes. A edição digital e em k7 está agendada para 26 de março. Este projecto integra o COLETIVO, programa de apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

JASMIM – “Tudo/Nada” // “Tudo/Nada”, o segundo tema de avanço para o novo disco de Jasmim, está disponível em todas as plataformas digitais. «Um tema sobre a capacidade de encontrar beleza nas pequenas coisas do dia a dia, velada homenagem a Walt Whitman», um dos poetas favoritos do autor. O LP, “Acordado ou a Sonhar”, será editado em Abril. «Artesão de canções, Jasmim tornou-se num caso sério do panorama musical português contemporâneo após os surpreendentes “Primavera” (2016) e “Oitavo Mar” (2017), onde se vinculava, inequivocamente, à lírica bucólica. Com “Culto da Brisa”, disco de plena contemplação e invariáveis arranjos ancestrais, deixou rastro das inúmeras influências que circulam pela sua música, do psicadelismo, à folk americana ou à música popular portuguesa. Solidificou-se aí, como multi-instrumentalista e letrista deixando claro que, a sua música, é espaço aberto para a liberdade».

DRENAZ – “Diferenti” // “Diferenti” é o primeiro single de DreNaz em 2021 e o segundo a ser lançado pelo artista após a edição do seu álbum de estreia, “Momentos”, em Maio de 2020. «DreNaz, um dos nomes mais proeminentes do Rap em crioulo, continua a acumular momentos e a consolidar o seu percurso no panorama musical em Portugal». E é nesse sentido que o artista da Margem Sul do Tejo lança o seu mais recente tema, intitulado “Diferenti”, que é também a sua primeira música a sair neste ano de 2021. Este novo tema surge cinco meses após o lançamento do anterior single “No Na Bai” e é mais uma peça importante, não só na afirmação do seu nome, mas igualmente na normalização do crioulo como forma de comunicar no nosso quotidiano. O tema conta com a produção de DeejayShow & Rik e foi gravado, mais uma vez, nos Bust Down Studios. Já o vídeo teve direcção e edição a cargo de Victor Zk e a produção/realização de Joshua Lavaggi, da BDG Studios.

PEDRO FLORES – “Última Lágrima” // Pedro Flores apresenta “Última Lágrima”, o segundo single retirado daquele que será o seu primeiro álbum, a ser lançado ainda este ano. “Última Lágrima” é um tema da autoria de Matias Damásio, onde Pedro Flores se destaca como intérprete e músico. «Dono de uma voz única, com um timbre muito especial, nesta balada fica bem evidente a sua capacidade vocal, capaz de nos arrepiar desde o primeiro segundo em que o ouvimos». Este é o segundo tema apresentado por Pedro Flores, depois de “Leonor”, com a assinatura de Agir. Ambos farão parte do primeiro registo discográfico de Pedro Flores, cuja produção ficou a cargo de Diogo Clemente. Neste álbum homónimo, o músico homenageará igualmente alguns dos mais importantes e intemporais crooners portugueses, como Tony de Matos, Francisco José e Rui de Mascarenhas.

CHURKY – “Mapa” // “Mapa” é o título do mais recente single de Churky, com selo da recém-criada editora Arraial. A autoria da letra e música é de Churky, que assume também guitarras, pianos e percussões, com Diogo Pedro no coro e trompete, Paulo Bernardino no harmonium, Miguel Alves na tuba e André Ramalhais no trombone. A realização do vídeo ficou a cargo de Hugo Bastias. «Esta foi a primeira canção que escrevi quando voltei ao estúdio. Assim que montei o equipamento todo, sentei-me na bateria e fui construindo toda a história com outros instrumentos. No fim de gravar tudo, chamei alguns músicos para gravar as linhas de sopro que eu já tinha escrito», avança Churky, nascido Diogo Rico, autor de todos os temas que o levaram à vitória no EDP Live Bands 2019 e o catapultaram para um reconhecimento maior, como são os casos das actuações nos festivais NOS Alive (Portugal), Mad Cool (Espanha) e Belém Art Fest (Portugal). Em 2019, editou o álbum de estreia (“É”) com singles como “NNN (Nada Nem Ninguém)”, “É” e “Pente Fino”, e no mesmo ano actua no festival EDP Cool Jazz. Depois de ter escrito “Quando Eu Quiser”, em 2020, para Cristina Branco, Churky «conquista agora a consistência de uma composição em português muito significativa».

CONSTANÇA QUINTEIRO – “Miúda” // Constança Quinteiro lança-se a solo com o single “Miúda”, já disponível em todas as plataformas digitais, e que faz parte do seu EP de estreia a sair em 2021. Constança, cantautora, junta à pop que criou todas as suas influências lusófonas, como o balanço da bossa nova que se faz sentir neste novo single, e traz ainda as raízes soul e RnB para si. “Miúda” revela ainda uma mensagem «inspiradora e ao mesmo tempo pessoal» – a história de vida de Constança. O tema é uma conversa, real, da Constança do passado para a do futuro – uma mensagem para a sossegar, que no final vai ficar tudo bem. «A Constança canta-nos e conta-nosa história que tantos de nós vivemos mas nunca concretizámos. Há quatro anos não era realizada pessoal e profissionalmente, achou que devia dar a si uma oportunidade para ser feliz e decidiu mudar radicalmente de vida. Decidiu fechar este ciclo e mudou, despediu-se, encontrou o amor, focou-se na música, mudou-se para Londres, ganhou vontade e coragem para lançar um projecto a solo, a sua casa passou a ser uma caravana, engravidou e prepara o seu primeiro EP».

FAUSTO FERREIRA – “Slice & Dice” // Depois de “Lucky“, chega agora o novo single de Fausto Ferreira, numa sonoridade «a fazer lembrar os Blackout de Kika Santos ou até o início dos Clã». Fausto Ferreira continua assim a contar-nos “Histórias”, nome do seu álbum que sai este ano. Com uma letra «mais atrevida e uma sonoridade marcadamente mais funk, mas sempre sob o signo da pop», este quinto single pretende mostrar a consistência do artista nos lançamentos e na continuidade do seu trajecto até chegar ao álbum. Segundo Fausto, «esta é uma história sobre cegueira e amor, uma relação complicada, mas viciante».

VICENTE – “Agouro” // “Agouro” é o novo single de Vicente, que faz parte do seu novo EP “Morfose”, uma continuidade na história que o artista iniciou com o seu primeiro EP, “Meta”. O seu trabalho artístico vem dar uma roupagem Bossa Nova e Indie ao Jazz contemporâneo. Vicente oferece-nos «um universo de possibilidades na música “Agouro”, onde afirma que temos em última instância a força de um touro que escapa da arena, que foge ao agouro. É através deste seu novo single que testemunhamos a força de vontade de um artista perante a complexa situação actual que o mundo vive».

JOÃO CANEDO – “Calcanhar Do Mundo” // “Calcanhar Do Mundo” é o novo single de João Canedo, «um poema tragicó-cómico satiricó-esperançoso». Gravado nos estúdios ARDA Recorders no final de 2020, o tema “Calcanhar do Mundo” vê agora a luz do dia. «A música representa um lugar imaginário, distante no tempo e no espaço, situado algures entre Trás-os-Montes e a Grécia Antiga. Caracteriza, no seu imaginário, o mais próximo que o ser humano esteve da perfeição utópica da realidade», explica o autor, que se estreou em 2011 com o álbum “Horas”.

LIKA – “Don’t Forget to Forgive Me” // Depois do lançamento especial do novo single “Don’t Forget to Forgive Me” na varanda do seu apartamento, LIKA apresenta agora o vídeo do tema que, tal como a canção, foi gravado inteiramente no estúdio de sua casa pela cantora e compositora que nasceu no Cazaquistão, mas que escolheu Portugal para viver. “Don’t Forget to Forgive Me” é da autoria de LIKA a todos os níveis: desde a composição, produção e gravação. LIKA é responsável também por toda a parte instrumental, tendo tocado todos os instrumentos, e em nota de especial criatividade foram usados sons das teclas de telemóvel no tema. O single é um tema com contornos entre o Indie, o Synthwave ou mesmo o Nu Disco. A mistura e masterização foi feita em Hamburgo pelo músico e engenheiro de som Edwin Braganza. «LIKA é conhecida em Portugal pelo sucesso com o tema “Thousand” do álbum de estreia “Back to Zero”, misturado e masterizado em Los Angeles, que apresenta uma fusão de Groove, Pop com influências de rock, jazz ou até do funk dos anos 70».

SAMUEL MARTINS COELHO – “Pele” // Samuel Martins Coelho lança “Pele”, o primeiro single para o seu segundo disco, “Cura”, a editar em formato digital e vinil a 9 de Abril, com selo Lovers&Lollypops. A utilização da palavra viagem não é nova quando falamos do trabalho que Samuel Martins Coelho tem construído a solo. Depois de uma já longa carreira a integrar projectos colectivos de personalidade multiversa, da improvisação pós-modernitsa de Space Ensemble e MODS Collective, ao trabalho com diversas companhias de teatro como instrumentista e compositor, as incursões no pós-rock e jazz fusão de El Rupe, ao projecto Estranhofone, na área do cinema destaca se a sua participação no filme de Regina Pessoa, Tio Tomás, a Contabilidade dos Dias, filme este que conta com diversos prémios a nível internacional, incluindo uma nomeação para os Óscares de melhor curta metragem de animação, não esquecendo as extensas colaborações com projectos direccionados para a criação artística em comunidade, entre as quais com a Ondamarela.

TIAGO SOUSA – “Eyes Velázquez-Grey” // Novo single de Tiago Sousa, «um caso isolado na abordagem ao piano, dado o seu desprendimento natural a estilos e expectativas». Segundo o comunicado que acompanha o tema “Eyes Velázquez-Grey”, o autor diz-se «diversificado demais para os cânones da escola clássica», pois nele ouvimos «elementos jazzísticos difusos, referências reunidas na antiga filosofia oriental e uma infinidade de mundos entrelaçados. Embora íntima, a subtileza e a magnitude da implosão emocional das suas peças não têm outro habitat além da universalidade». Na continuidade do caminho estético que persegue desde “Insónia”, editado em 2009, apresentou no final do ano passado um conjunto de peças para piano solo, reunidos no álbum “Oh Sweet Solitude”. Neste álbum, ao corpo estético permeado pelas ideias orientalistas do taoísmo e do zen budismo e pelas ideias de beatnicks e libertários, somaram-se entretanto as ideias e temas explorados pelos existencialistas europeus modernos. E, após ter editado “ANGST” no início deste ano, onde retrata uma série de ensaios sobre o ser efémero, Tiago Sousa anuncia agora que no final de Abril estará disponível uma versão em Vinil do álbum “Oh Sweet Solitude”, do qual faz parte este single “Eyes Velázquez-Grey”.

AFONSO – “Vai Bem” // Afonso é um artista independente natural de Viana do Castelo e acaba de lançar o seu primeiro single, “Vai Bem”. A base conceptual desta música é «a crença verbal em que todos tentamos posicionar-nos consequentemente na vida e a tentativa de exprimir o ciclo e as circunstâncias alheias que não controlamos». Conta com a produção de Fabrice, co-produção de Afonso e baixo de Hugo Carvalho. O vídeo é dirigido por Rui dos Anjos e a cinematografia por André Pêga, com a figuração de Afonso e Débora Pina.

VASCO VILHENA – “A Poda Das Nuvens” // O novo disco de Vasco Vilhena, “A Poda Das Nuvens”, já está disponível em todas as plataformas digitais, aguardando-se para Maio uma versão física do álbum com uma música de abertura exclusiva (Bonsai). Segundo o músico, este disco «contém oito canções de dor, raiva, mas também de reflexão e paz. Muito resumidamente, fala sobre o que se passa na cabeça de um millennial que não percebe bem o seu lugar no mundo». Para celebrar o lançamento, Vilhena disponibilizou também um novo single com videoclip: “O Mar que Sobra“. Este tema junta-se, assim, à galeria de quadros cinéticos realizados por João Sanchez – que já contava com “Estação das Chuvas”, “Éter”, “A Poda das Nuvens”, que dá nome ao álbum, “Vapor” e “Antárctico”. Uma mão-cheia de singles para compensar a falta de concertos.

JOANADÁGUA – “Quer Fazer” // Depois de 2020, «nada será igual, mas a Arte, nas suas múltiplas formas de expressão, continua a ser essencial para os seres humanos. E é neste momento de profunda transformação da nossa vida em sociedade que a nova música de Joanadágua vem até nós como um single bomba». “Quer fazer” é, segundo a autora, «um hit em toda a sua potência e elegância. Música de pista, música de dança, música que celebra o amor em dimensões cósmicas. Uma canção de engate explícita que vai rebentar com preconceitos e tabus». O vídeo, realizado por Leonardo Mouramateus, conta com a presença da bailarina Lua Felina que actua em parceria com Joanadágua desde Fevereiro de 2020. “Quer Fazer” foi produzida pela autora Joanadágua e pelo produtor e músico multi-instrumentista Miguel Hiroshi. O single faz parte do álbum “IDA”, que será lançado em 2021.

MARTA – “Give It To Me” // “Give It To Me” é o single que apresenta Marta em nome próprio, «sem preconceitos que lhe afectem a essência. Pode ser R&B, hip-hop ou neo-soul. Talvez até todos eles. Porque o desejo não tem estilo definido e é disso que se fala e se vibra em “Give It To Me”». O tema faz parte de “Montebello”, álbum a editar em breve. Depois de colaborar com projectos como The Acoustic Foundation, AWSUM, Imagina ou Leopardskin, Marta Oliveira sentiu necessidade de dar a conhecer o seu lado mais oculto e genuíno. E isso só faria sentido em nome próprio. Em Marta, «a intimidade reflecte-se nas letras e o estado de espírito numa abordagem mais crua do que alguma vez revelara. As influências neo-soul, R&B ou hip-hop da cantora definem um caminho que, em alguns momentos, se cruza com o funk». O processo de composição foi partilhado com Gonçalo Fidalgo (guitarra), Gonçalo Salta (beats e bateria), Ricardo Fidalgo (baixo), Eduardo Santos (trompete), Disca-Riscos (scratch) e Marco Santos (teclados). O produtor francês Colin Girod, que apresenta no currículo colaborações com nomes como Thundercat, The Cinematic Orchestra, Nick Mulvey, Gileno Santana, S. Pedro ou Rui Massena, revelou-se fundamental para o crescimento do projecto em estúdio.

INÊS DE VASCONCELLOS – “Fado das Amarguras” // “Fado das Amarguras” é o primeiro single do álbum de estreia de Inês de Vasconcellos. Com música do cantautor Rogério Charraz para um poema de Vasco Graça Moura, este é «um tema onde se revela toda a intensidade interpretativa e vocal de Inês de Vasconcellos», que começa agora a desvendar o seu primeiro disco a solo, “Amplexo”. Filmado na ilha de São Miguel, nos Açores, o vídeo teve realização de Rita Seixas e contou com a participação dos bailarinos Maria Rito e António Máximo. «A exuberante beleza e também o clima austero da ilha são o cenário perfeito para um tema profundo e introspectivo, que levanta o primeiro véu de um disco surpreendente». “Amplexo” é uma edição da Museu do Fado Discos. O lançamento está previsto para a Primavera e o concerto de apresentação será no dia 27 de Maio, no CCB, inserido no ciclo Há Fado no Cais.

JOHN BLACK WOLF – “The World Parade” // John Black Wolf é Diogo Lima – iniciou a carreira musical profissional com um álbum lançado internacionalmente em 2003 como vocalista e compositor da banda de rock Nordica. Em 2017 lançou um EP folk-pop com letras em português e competiu no programa The Voice. Em 2019 lançou o álbum de estreia “John Black Wolf”. Neste momento, está a realizar um documentário/filme para o segundo álbum, a ser lançado ainda este ano. Todos os temas foram compostos, escritos e produzidos pelo músico. Diogo Lima também é actor desde 2009.

JOÃO PEQUENO – “6º Ano” // João Pequeno revela o seu mais recente single, “6º Ano”, com letra e música do próprio e um videoclipe em formato minidoc. João Pequeno «é um dos talentos mais promissores do panorama musical em Portugal. Com origens no hip-hop, mas com uma linha cada vez mais direcionada para a pop, surge-nos neste primeiro trimestre do ano com uma bonita canção de amor inspirada na sua própria história de vida e acompanhada por uma sonoridade contagiante». O tema tem dedicatória muito especial: «Quando penso em Mulher, penso sempre nela. Ela que sempre foi a minha amiga, a minha confidente, a minha parceira, a minha miúda, a minha mulher. Hoje quero agradecer-lhe pelo que é e pelo que me faz ser. A ela e agora à nossa pequena mulher, a nossa filha».

ALBALUNA – “Heptad” // Mais do que uma banda, os Albaluna dizem ser «um conceito», já que é através de uma fusão multidisciplinar entre a música, a poesia e dança, inspiradas nas ancestrais culturas da Rota da Seda, que emerge a originalidade deste projecto. Os Albaluna encontram na paixão pela História das Civilizações um ponto de partida para uma fundamentada luta contra o preconceito e a intolerância entre culturas. O discurso artístico desenvolve-se em torno de conceitos ancestrais e uma assumida abordagem moderna. Tendo celebrado o décimo ano em 2020 e, com cinco álbuns na sua discografia, a banda conta já com um vasto currículo nacional e internacional, tendo já pisado palcos um pouco por toda a Europa, como também em Marrocos, Índia e China. Em 2021, os Albaluna apresentam o mais recente disco “Heptad”, numa profunda catarse onde a banda expõe uma viagem introspectiva inspirada pelas antigas culturas da Rota da Seda. Uma obra intensa e livre de barreiras.

FÁBIA REBORDÃO – “Rumo Ao Sul” // Já está disponível “Rumo ao Sul”, o novo single de Fábia Rebordão, que é também o primeiro cartão de apresentação do seu regresso aos álbuns. Depois de ter desvendado a sua releitura de “Estranha Forma de Vida”, uma homenagem a Amália Rodrigues, uma das suas maiores influências, Fábia Rebordão inicia, assim, a revelação do seu terceiro registo de estúdio. Com música de Carlos Viana e letra de Jorge Fernando, para Fábia Rebordão, “Rumo ao Sul” representa o álbum. «É a história de alguém que está farto da vida que tem, que não quer voltar para o sítio de onde vem, mas que, ao mesmo tempo, não se sente com forças para sair. Resigna-se a esse modo de vida, a essa forma de estar. É o que, no fundo, muita gente faz: vive uma vida que sente que não é a sua. É difícil cortar laços, é difícil cortar amarras e as pessoas acabam por viver anos e anos vestidas numa pele que não sentem como sua – só que não têm coragem para viver outra vida».

PORBATUKA ALMADA – “ZoTuk”// Projecto fundado em 2017, é um projeto musical, artístico, performativo e cultural que tem por base a percussão, mais concretamente a Percussão Tradicional Portuguesa. Aposta na formação musical gratuita, bem como promove a solidariedade, a amizade, a integração e a inclusão
social, proporcionando a mesma oportunidade a todos os interessados de integrarem este projeto, com o mesmo princípio de tratamento, independentemente da sua proveniência, idade, género, raça e cultura. “ZoTuk” é o novo vídeo dos Porbatuka Almada e podes vê-los em acção em baixo.

MIRA QUEBEC – “Trust Issues”// “Garrincha” é o quarto trabalho de originais que José Pedro Caldas nos traz na sua faceta a solo. É neste disco que «ouvimos e sentimos, como nunca, um fervilhar de ideias, uma vontade inenarrável de nos contar uma história; uma história com altos e baixos, feita num turbilhão de sinestesias. Os samples e loops aparecem embrulhados em vocalizações que dão ordem a este emaranhado de condimentos que vão beber ao âmago da criatividade electrónica. Criar, aperfeiçoar, repetir: três passos levados ao limite da exaustão, que fazem de “Garrincha” o trabalho mais heterogéneo de Mira Quebec. Existe este paradoxo de ouvirmos um loop arrastado mas que acrescenta sempre algo de novo. O caminho é sinuoso mas leva-nos sempre ao cimo da montanha. Composto por seis temas, há um princípio, meio e fim, onde se elevam termas como “Kobe”, “Trust Issue” ou “The Less I Know”». “Garrincha” é um raiar de ideias, onde ainda há muito para dar. É um turbilhão criativo que nos traz uma acalmia inesperada. Só sabemos que chegou o fim, quando finalmente abrimos os olhos.

TILL SUNDAY PIRATE – “Varanasi Vibes”// A editora portuguesa Natural Groove Records e o artista Till Sunday Pirate, anunciaram o lançamento do próximo single “Varanasi Vibes” dia 25 de Abril, homenageando todos aqueles que lutaram pela liberdade, através das artes. Renato Oliveira artista e fundador da banda já com 16 anos de carreira com os OliveTreeDance, traz-nos o seu projecto mais recente de Till Sunday Pirate. Sediado no Porto, T.S.P. é um projecto a solo a tocar vários instrumentos em simultâneo num género de musica transversal entre “Dub” e “Folktronic”. Com a componente eletrónica e acústica juntas, num “mood” energético, TSP lança dia 25 de Abril de 2021, um novo vídeo cuja inspiração surgiu da sua viagem à Índia, onde esteve a aprender a tocar Sitar na cidade de Varanasi em 2015. Segundo o artista, «esta é a cidade de culto de milhares de peregrinos hindus que se deslocam todos os anos, na esperança de se libertarem da SAMSARA, o círculo interminável das reencarnações. Foi onde aprendi a tocar a Sitar Indiana e passou a ser o mote para a composição de uma série de temas musicais que estou a explorar na minha carreira com o didgeridoo. Por isso, batizei o tema com a vibração da cidade para evidenciar a nível pessoal esta fase da minha evolução artística e espiritual.» O tema gravado e pré-produzido por Daniel Carvalho conta com a mistura e masterização de Ivan Pereira, produtor musical da lendária Iboga Records e vai com o selo da editora Natural Groove Records dia 25 de Abril do ano corrente, dia que em Portugal se comemora a “Revolução dos Cravos”. Já está disponível para Pré-Saved link no Spotify, Apple, Youtube, Amazon, entre outras.

TODAGENTE – “Eu Já Não Sei”// Todagente lançam o seu segundo single “Eu já não sei” que fará parte do primeiro disco, com lançamento previsto para Outubro de 2021. O single encontra-se disponível em todas as plataformas digitais de streaming. O tema foi produzido em colaboração com o produtor Pedro Saraiva e conta com a distribuição da editora Sony Music. É com este tema que o coletivo nortenho começa a mostrar ao público a sua costela urbana ligada ao hip-hop e ao rap nacional. “Eu já não sei” é um tema que explora a incerteza, a dúvida e o amor-ódio de tantas relações conjugais. Todagente deixa em aberto o desfecho da mesma, ficando ao critério do ouvinte acabar de pintar este quadro.

EGITANA