Após uma aplaudida passagem pelo LAV – Lisboa Ao Vivo com os The Darkness, a dupla irlandesa retorna para uma noite de rock contagiante — direto do coração de Belfast.
Depois de conquistarem o público português ao abrirem para os The Darkness no LAV – Lisboa Ao Vivo no passado mês de outubro, as Dea Matrona regressam a Portugal para um espetáculo em nome próprio, agendado para o dia 8 de março de 2026, na República da Música. O concerto marca o arranque oficial da nova digressão europeia do duo, que percorrerá cidades como Madrid, Barcelona, Paris, Roterdão, Bruxelas, Hamburgo, Berlim, Copenhaga, Estocolmo e Oslo. Lisboa será, assim, o primeiro ponto de encontro entre as irlandesas e o público nesse périplo europeu – e, desta vez, o palco será inteiramente delas.
A abrir a noite estarão os The Bateleurs, formação portuguesa que tem vindo a afirmar-se no circuito nacional da música ao vivo com uma abordagem que recupera a herança clássica do rock de inspiração setentista, filtrando-a através de uma identidade própria.
Com o recente “A Light In The Darkness”, a banda aprofundou essa matriz estética, revelando uma maior maturidade composicional e cuidado acrescido na construção de ambientes e dinâmicas. No final, o disco confirma a capacidade do grupo para trabalhar melodias envolventes sem abdicar da crueza das guitarras e de uma secção rítmica sólida, que sustenta um repertório que ganha ainda mais dimensão em palco. Ao longo dos últimos anos, os The Bateleurs têm vindo a reforçar a sua presença em Portugal, afirmando-se como um dos nomes mais consistentes da nova geração rock nacional, o que torna a sua presença nesta noite na República da Música não só pertinente, mas também representativa do momento que atravessam.
Formadas em Belfast por Orláith Forsythe e Mollie McGinn, as Dea Matrona começaram como duas amigas de escola que se juntavam para tocar versões de clássicos nas ruas da cidade. Ao som de “Whole Lotta Love”, dos Led Zeppelin, e “Homeward Bound”, de Simon & Garfunkel, foram construindo uma ligação com o público que rapidamente ultrapassou fronteiras. Hoje em dia, já contam com mais de 250 mil seguidores nas redes sociais, mais de 8 milhões de visualizações no YouTube e mais de 2 milhões de streamings no Spotify — números que provam uma ascensão que reflete tanto o talento natural que demonstram como a autenticidade de um projeto nascido da paixão pela música.
E, verdade seja dita, o percurso das Dea Matrona tem sido vertiginoso. Em 2022, embarcaram numa digressão europeia com os Eagles of Death Metal e participaram numa série de festivais de média dimensão. No ano seguinte, a dupla irlandesa deu então o salto definitivo para o circuito internacional, marcando presença no Eurosonic, SXSW e European Live Festival Awards. Pelo caminho, somaram novos fãs e o reconhecimento de pares como Chris Shiflett, guitarrista dos Foo Fighters, que acompanharam em digressão.
Resultado: o que começou como um exercício de devoção ao rock’n’roll tornou-se numa afirmação artística própria.
Movidas por uma garra latente, as Dea Matrona criaram uma identidade sonora que se apoia em melodias envolventes e linhas vocais cheias de carisma, evocando os grandes nomes do passado sem nunca perder a frescura contemporânea. A revista Clash descreveu-as como “um dos projetos mais vibrantes a surgir do rock britânico durante a última década” — algo que ficou bem vincado em 2024 com a edição do muito aguardado LP de estreia, intitulado “For Your Sins”, que alcançou o Top 5 da tabela Indie Albums no Reino Unido e já vendeu mais de 2.500 cópias físicas. Canções como “So Damn Dangerous” e “Red Button” ultrapassaram já os 2 milhões de streams no Spotify, impulsionadas pela forte presença digital da banda e pela ligação constante que mantêm com o público através das redes sociais.
Por tudo isto, o regresso a Lisboa afirma-se desde já como imperdível: um símbolo de afirmação num percurso em rápida ascensão, guiado pela força das guitarras, pela harmonia das vozes e por uma entrega que tem vindo a conquistar públicos por toda a Europa.
A dupla, que se transforma em quarteto no palco, chega a Lisboa com a confiança de quem já provou ter algo de raro para mostrar: a capacidade de transformar heranças do passado em energia nova, viva e urgente. Entre o brilho melódico das canções e uma enormíssima dose de humildade contagiante, as Dea Matrona prometem uma noite de proverbial comunhão rockeira, onde o entusiasmo do público encontrará certamente eco na intensidade que marca sempre as suas atuações.
E, se o espetáculo de abertura para os The Darkness deixou o público muito curioso, este regresso promete revelar o verdadeiro alcance daquilo que são capazes de fazer quando o palco lhes pertence por inteiro.
Os bilhetes para o concerto custam 22€, à venda a partir de quarta-feira, 12 de novembro, em primeartists.eu.
