O Rocketmen, festival que se realiza de 31 de julho a 2 de agosto, deixa as margens e ruma ao coração da cidade, agora com entrada gratuita. Sabe como pedir o reembolso dos bilhetes.
O festival de rock que nas duas últimas edições deu pelo nome de Luna Fest regressa a Coimbra com um novo rosto: chama-se agora Rocketmen, muda de casa e pela primeira vez, a entrada será gratuita.
A mudança de nome do festival não é apenas simbólica. Resulta de um conflito entre os dois fundadores do Luna Fest, Tito Santana e Victor Torpedo, que se afastaram após a edição de 2024. Em causa está a disputa pela propriedade da marca, que culminou num processo de registo favorável a Santana, embora Torpedo tenha já indicado a intenção de contestar legalmente essa decisão.
Com a coorganização da Câmara Municipal de Coimbra, o evento Rocketmen assume-se agora como uma «grandiosa celebração pública, de entrada gratuita.» Quem comprou bilhete para a edição de 2025 será ressarcido. Em comunicado a organização diz que o pedido deve ser feito «junto da organização a partir de 23 de Junho», no entanto, não é especificado de que forma.
A nova localização é repartida entre dois dos espaços mais icónicos da cidade: o Jardim da Sereia — verdadeiro ex-libris natural e patrimonial de Coimbra — e a vibrante Praça da República. Esta mudança estratégica transforma um evento de bilheteira num acontecimento cultural acessível a todos, resultado de uma visão conjunta e da ação colaborativa entre a organização e o executivo municipal, enquanto coorganizador da iniciativa.
A organização do Rocketmen, que desde o primeiro dia assumiu «a missão de criar um festival internacional ao serviço da cidade, congratula-se por ver consolidada a sua premissa fundadora: este não será um evento de interesses privados ou de autor, mas sim um feito coletivo. Um projeto de cidade. Uma afirmação do espírito de comunidade.»
O festival Rocketmen, em Coimbra, apresenta um cartaz diversificado que reúne artistas nacionais e internacionais de vários géneros musicais, desde o punk ao rock, passando pelo funk, soul, reggae, eletrónica e música experimental. Entre os nomes confirmados está Marta Ren, cantora portuense com quase uma década de carreira a solo, que mistura funk, soul, reggae, dub e ska, e tem colaborado com diversos artistas portugueses.
Dos Estados Unidos chega Kate Clover, artista californiana que lançou em 2024 o álbum “The Apocalypse Dream”, com influências marcadas por Patti Smith e Iggy Pop, sendo vista como uma nova Debbie Harry. O trio Arsenal Mikebe feat. HHY, oriundo do Uganda, combina percussões africanas com vozes soul e trance, num projeto fundado por Jonathan Uliel Saldanha. Também a marcar presença está Landrose, projeto belga de David Temprano, que mistura punk e eletrónica, com o álbum “Saveur Pey” lançado em março de 2024.
O Brasil é representado pelos Asfixia Social, banda que lançou o seu primeiro álbum em inglês em 2024 e que já tem presença confirmada em vários festivais europeus. De Portugal, destaca-se a banda Táxi, formada em 1981, que continua a celebrar os seus 45 anos de carreira com os seus maiores êxitos. Da vizinha Espanha chegam os Biznaga, com mais de uma década de percurso e cinco álbuns editados, incluindo “¡Ahora!”, lançado no final de 2024.
A histórica banda britânica 999, formada em 1976, também marcará presença, tal como os portugueses Mão Morta, que comemoraram 40 anos em 2024 e lançaram o álbum “Viva La Muerte” no início de 2025. Dos Estados Unidos vêm ainda as The Darts, banda feminina de garage rock formada em 2016, atualmente ligada à editora Alternative Tentacles. Também britânicos, os The Boys, fundados em 1976, são conhecidos como os “Beatles do punk” pelas suas harmonias e impacto na cena punk britânica.
A energia explosiva dos Bad Nerves, banda britânica que mistura Ramones e The Strokes, também estará em palco. Hassan K., artista franco-iraniano radicado em Lille, traz uma fusão única de misticismo persa e música eletrónica com instrumentos tradicionais iranianos. Os Heavy Lungs, banda post-punk de Bristol, com ligações próximas aos Idles, regressam a Portugal depois da estreia em 2024. Já os lisboetas MAQUINA continuam a dar cartas com uma sonoridade que mistura eletrónica, punk e psicadelismo, trazendo ao festival o seu segundo álbum, “Prata”, lançado em 2024.
