O Doclisboa regressa de 16 a 26 de outubro de 2025 e já revelou alguns dos grandes destaques da sua programação.
Na secção “Heart Beat”, dedicada a filmes que cruzam diferentes expressões artísticas e o ato criativo, sobressaem nomes como David Lynch, Madonna, Boy George e Jeff Buckley.
Lynch surge em dose dupla: primeiro com a estreia nacional de “Welcome to Lynchland”, de Stéphane Ghez, que mergulha na obra do realizador e dá voz a colaboradores próximos como Kyle MacLachlan, Laura Dern e Isabella Rossellini; e depois com “Duran Duran: Unstaged”, experiência cinematográfica que regista um concerto dos ícones do synth-pop britânico, os Duran Duran.
Ainda neste território musical e artístico, destaca-se “Boy George & Culture Club”, de Alison Ellwood, que conta pela primeira vez a história íntima e divertida da banda que marcou a era dos New Romantics. Já “Becoming Madonna”, de Michael Ogden, acompanha a transformação da jovem do Michigan na estrela pop mais poderosa e controversa do mundo.
Entre as estreias de 2025 do Doclisboa, chega também “It’s Never Over, Jeff Buckley”, de Amy Berg, um retrato com imagens e testemunhos privados sobre o cantor cuja carreira foi interrompida tragicamente em 1997. Outro momento forte será “One to One: John & Yoko”, de Kevin Macdonald e Sam Rice-Edwards, que revisita o universo artístico, político e pessoal de John Lennon e Yoko Ono, tendo como ponto de partida o concerto solidário One to One, o único concerto completo de Lennon após os Beatles.
O festival assinala ainda o centenário do nascimento do compositor italiano Luciano Berio, com um programa especial que inclui quatro filmes raros: “Il canto d’amore di Prufrock” (1967), de Nico D’Alessandria; “Sirènes” (1961), de Emile Degelin; “The Colours of Light” (1963), de Bruno Munari e Marcello Piccardo; e “Voyage to Cythera” (1999), de Frank Scheffer. O ciclo explora a relação entre música, cinema, literatura e experimentação, revelando a dimensão radical e poética da obra de Berio.
Mais informações disponíveis em doclisboa.org.
