ENTREVISTA | Fletcher Dragge (Pennywise): O Padrinho do Skate Punk

ENTREVISTA | Fletcher Dragge (Pennywise): O Padrinho do Skate Punk

28/06/2026

Duas décadas depois, as lendas do skate punk californiano Pennywise estão de regresso a Portugal para um concerto bem nostálgico, que promete congregar várias gerações de fãs.

Na antevisão do concerto que os Pennywise vão dar em Portugal no dia 30 de Junho, o guitarrista Fletcher Dragge sentou-se com a Arte Sonora para uma conversa. Do último concerto em Portugal há 20 anos à relação da banda com a cultura do surf e do skate, passando pelo ressurgimento da Warped Tour e pelo legado da banda no catálogo da Epitaph Records, Fletcher mostra que, apesar da passagem do tempo, os Pennywise continuam a encarnar o espírito rebelde e jovial que se respira no sul da Califórnia.

Passaram-se 20 anos desde que os Pennywise tocaram em Portugal pela última vez. Na altura o concerto aconteceu em Carcavelos, uma vila costeira perto de Lisboa. Que memórias guardas desse concerto?
Uau, uau, isso é uma boa pergunta! Já passou demasiado tempo. Por mim, estaríamos aí todos anos, mas eu sou só uma pessoa. Também há lugares como a Suécia e a Noruega onde não vamos há 20 anos. Há muitos lugares no mundo para ir, mas não há dias suficientes. Mas, em Portugal sempre tivemos concertos muito bons. No último acho que o Jim (Lindberg, vocalista dos Pennywise) estava muito bêbado, se me lembro corretamente. Acho que destruímos o camarim. Estávamos a mandar-nos para cima das mesas do catering antes do concerto. Outra coisa que me lembro desse concerto é que eu costumo usar WD-40 na minha guitarra, que é utilizado nos automóveis para lubrificar porcas e parafusos. Vocês provavelmente usam algo diferente, mas eu tenho usado isso desde 1980 nas minhas cordas de guitarra para ter mais velocidade. Naquela época não havia nenhuma espécie de lubrificante nas lojas de guitarras. O problema é que em Portugal, o WD-40 tinha acabado, então tive que usar salame (de carne) (risos). Apanhei um no camarim que era bem oleoso e esfreguei-o na guitarra. Claro que no palco ficou um cheiro muito forte. Todos perguntavam-me que cheiro era aquele e eu: «É salame, meu! Tenho que tocar rápido.» E verdade seja dita resultou bastante bem. Lembro-me também que nesse concerto o palco era alto, à volta de dois metros e meio. O Jim andava por lá meio bêbado e a certo ponto caiu para trás, a sorte dele é que eu apanhei-o senão provavelmente teria morrido, pois teria batido com a cabeça no chão. Mas o concerto foi ótimo. Eu acho que só tocámos em Portugal, três vezes, talvez? Estou a tentar lembrar-me do nome do promotor…

Vocês provavelmente usam algo diferente, mas eu tenho usado isso desde 1980 nas minhas cordas de guitarra para ter mais velocidade. Naquela época não havia nenhuma espécie de lubrificante nas lojas de guitarras. O problema é que em Portugal, o WD-40 tinha acabado, então tive que usar salame (de carne) (risos). Apanhei um no camarim que era bem oleoso e esfreguei-o na guitarra.

Miguel Gomes, aka Chibanga, da Xuxa Jurássica.
Sim, Miguel! É isso. Eu lembro-me do Summer Fest, num teatro, um monte de bandas, todo a gente a ir à loucura. Sim, o Miguel, era um tipo muito porreiro. Eu adoro quando o promotor é um punk rocker, não é só um tipo a trabalhar no negócio de música. Adoro quando o promotor é um fã e quer divertir-se com a banda,  jantar, tomar umas bebidas, etc.

A vossa estreia aqui foi na Vans Warped Tour de 1999. Curiosamente, foste tu quem criou a expressão “não há espaço para estrelas de rock”— uma frase que descreve a filosofia da Warped Tour e que mais tarde serviu de título para um documentário. Considerando o teu envolvimento no evento ao longo das últimas três décadas como é que vês esta nova encarnação da Vans Warped Tour?
Boa pergunta! Vejo que está igual, mas ao mesmo tempo muito diferente. A empresa com a qual o Kevin Lyman se juntou, Insomniac, eles são uma grande empresa e fazem festivais de EDM e festas de música eletrónica de dança. Acho que eles fazem outras coisas também, não sei, mas estou a assumir que eles são a empresa mãe nas novas tours, em todos os lugares, porque este ano também vamos tocar na cidade de México e em Montreal, então estou a assumir que a Insomniac está encarregue disso. Na América estão a organizar a Warped Tour de forma, como se diz…profissional. Com mais regras. É muito mais profissional na lista de convidados, no backstage, etc., porque a Warped Tour não tinha regras. Quando o Kevin estava a organizar isso sozinho com os seus amigos era muito fácil ir para o backstage, ir para o palco, muito muito punk rock, e muito muito acessível para todos.

Agora, queres tocar na Warped Tour em Washington, D.C. tens direito a apenas 5 convidados que não têm permissão para estar no palco. Está cheia dessas regras corporativas. Não estou a dizer que a empresa é má, estou apenas a dizer que são mais profissionais, e eu entendo. Antigamente a Warped Tour tinha 5, 10, 15 mil pessoas, agora a Warped Tour tem 60, 80 mil pessoas. Então, obviamente, não podes ter 10 mil pessoas a ir à loucura no backstage. Por isso, estão a organizá-la de uma forma mais profissional. Também é estranho tu apareceres apenas por um dia e já não ser uma tour. É claro que os fãs são ótimos, mas também estás a falar de um lineup que tem quase todas as bandas que já tocaram na Warped Tour. Tens tudo, de Pennywise a Dropkick Murphys a Bouncing Souls, Rise Against, e depois tens Pierce the VeilThursdayTaking Back Sunday. Tens uma mistura muito muito grande de bandas. Os primeiros anos da Warped Tour foram muito do punk rock, ou melhor, dominados pelo punk rock. Eles tinham ska, rap. Tinham um pouco de tudo, mas 80% do cartaz era composto por bandas como os Pennywise, Descendents, NOFX, Social Distortion. Era muito punk rock . E agora é uma mistura muito grande, o que é ótimo para trazer muitas pessoas, porque podes apelar a 80 mil pessoas com essas lineups ecléticas. Mas o ambiente no backstage já não é o mesmo. Quando estás na Warped Tour com Pennywise, NOFX, Social Distortion, Descendents, Sick of It All, Less Than Jake, AFI, é um dia incrível! Acordas, vais comer, depois bebes uma cerveja, ou o que for, e vais assistir ao concerto dos AFI às 14:00. Depois voltas e vês os Circle Jerks, depois vais ao autocarro para fazer mais duas bebidas, e vais ver os Social Distortion. Esses tempos já lá vão…

Vamos falar um pouco sobre a relação dos Pennywise com a cultura do surf, visto que este também é um dos desportos mais praticados aqui em Portugal. Há alguns anos, vi um documentário sobre os Parkway Drive no qual eles contavam que o seu primeiro contacto com o punk, e com os Pennywise, aconteceu através dos filmes de surf, especialmente os do Taylor Steele. Como surgiu essa conexão entre os Pennywise e o Taylor Steele? E qual foi o impacto que isso teve para a banda?
Na altura tinhas um novo realizador, o Taylor Steele, um rapaz novo, sem dinheiro, sem regras, que estava a trabalhar com o Kelly Slater, Rob Machado, Kalani Robb, Shane Dorian e toda essa nova escola. Todos esses surfistas da nova escola estavam a alargar as fronteiras do desporto, a surfar de forma mais pesada, mais ao estilo dos skaters, mais agressivo, mais truques, e o Taylor Steele era um tipo que estava a crescer enquanto ouvia os Pennywise. Se vais fazer um filme, aliás, se eu fosse fazer qualquer filme, eu iria usar as minhas músicas favoritas. Ele queria usar os Pennywise. Até então os filmes de surf sempre foram mais calmos, tipo, ias ao cinema e a banda sonora era Bob Marley, que eu adoro, ou Crosby, Stills and Nash, cenas mais calmas. E de repente, BOOM! Surgem estes rapazes com manobras agressivas e aéreos, a rasgar forte, e tens os Pennywise como banda sonora. Ele criou a banda sonora perfeita para acompanhar essa agressividade, tal como acontecera no skate.

Quando eles começaram a usar punk rock para vídeos de skate, tudo fez sentido. Não vais tocar algo calmo quando tens o Tony Alva a andar de skate numa piscina (bowl). Esses desportos são muito individuais, surf, skate, BMX, snowboard. És tu, a prancha e o terreno, e eu sinto que são apenas desportos agressivos. Eu cresci a andar de skate nas piscinas, com pessoas como o Tony Alva, Jay Adams, Mike Smith, um dos meus melhores amigos, Christian Hosoy, Steve Caballero, Tony Hawk, ele era mais novo do que eu, mas eu andava de skate com ele. Nós ouvíamos punk rock no caminho para a piscina, bebíamos cerveja, fumávamos erva, punhamos a boombox ao lado da piscina a bombar Black Flag e T.S.O.L. enquanto andávamos de skate. Então quando começámos a ter a nossa música nos filmes, foi muito fixe. O Taylor Steele realmente abriu a porta. Se fosses um surfista, estarias a ver o “Momentum” de manhã ao acordar antes de ir surfar. Depois entravas no carro, e a caminho da sessão de surf punhas a tocar Pennywise, Bad Religion. Isso mudou as nossas vidas, porque em todas as cidades que tinham surfistas, como em Portugal, ou cidades na costa da Flórida, Austrália, Califórnia, ouviam Pennywise. E isso gerou muitos fãs que continuam a ouvir a banda passados 30 anos.

Não há pressão para ter um single comercial. O Brett acredita na música e na identidade das bandas e não necessariamente na fama e no dinheiro. Estou mesmo muito contente por continuar a fazer parte disso e de ter o Brett nas nossas costas.

Passados mais de 30 anos, vocês continuam na Epitaph Records. Mais do que uma editora, a Epitaph parece representar o lado bom da indústria musical, onde a camaradagem e a valorização da cena vêm em primeiro lugar. Como vês, hoje em dia, a posição dos Pennywise no catálogo da editora?
É uma posição interessante, porque, tal como a Warped Tour, a Epitaph começou como uma editora de punk rock, e depois, lentamente, transformou-se ao receber géneros diferentes. Eu não era um grande fã quando a Epitaph começou a lançar cenas mais emo, não era realmente a minha música favorita, mas eu sempre respeitei o Brett (Gurewitz, CEO da Epitaph Records) porque ele é um empresário. Ele sabia o que tinha de fazer para manter a editora forte e saudável, e isso é realmente inteligente, porque o punk rock teve um período em que não teve tanta popularidade. As bandas ainda estavam a dar concertos, mas a música em si estava a descer um pouco. Então ele encontrou uma estratégia para assinar bandas que pudessem manter a editora viva. Essas bandas tinham todas qualidade, mas eram coisas que eu não ouvia. Mas, foi com essas bandas que ele conseguiu o retorno financeiro para continuar a editar álbuns de Pennywise, Bad Religion, Rancid, etc. É uma família. Não sentimos que seja uma editora, sentimos que são amigos e que são pessoas que se importam contigo e que basicamente farão tudo por ti. À semelhança dos primeiros anos da Warped Tour, na Epitaph também não há regras. Tu entras e dizes o que queres e eles dizem-te se isso vai funcionar. Não há pressão para ter um single comercial. O Brett acredita na música e na identidade das bandas e não necessariamente na fama e no dinheiro. Estou mesmo muito contente por continuar a fazer parte disso e de ter o Brett nas nossas costas.

E tens acompanhado as bandas de hardcore punk que estão atualmente a impulsionar a editora, como é o caso dos DRAIN?
Sim! Eles tocaram no parque de estacionamento da Epitaph, há um ano, quando o álbum “Is Your Friend” saiu. Não consegui ir a esse concerto, mas conheci o Sammy e o resto da banda. São uma banda muito fixe. E isso é que é incrível. O Brett ainda acredita em toda essa música e é muito bom ver bandas mais jovens como os DRAIN a surgirem no catálogo da Epitaph.

Agora vamos falar um pouco sobre gear. Tu tocas com uma Ibanez RG com dois pickups EMG e também és fã dos Mesa/Boogie Dual Rectifier de 100W. Tendo em conta o teu som e o teu estilo de tocar, o que é que procuras numa guitarra e num amplificador?
Recentemente comprei um EVH 5150, o novo modelo. Sempre gostei do outro, o 5150 antigo. Pedi emprestado a um amigo o antigo para comparar com o novo e ele é realmente muito bom. O antigo é melhor, um pouco mais encorpado. Mas, sobre o Boogie, não sei se é porque estou habituado a ele, mas tem algo que nenhum outro amplificador tem. No palco eu estou a usar o 5150 com o Boogie, dois full stacks, só para dar um som diferente. Mas, na Europa eu vou usar dois Boogies. É um amplificador que tem muita saturação e um bom ataque. Tem uma resposta muito boa para um amplificador a válvulas, não é suave. Sobre os pickups, eu gosto dos EMG. Também gosto de pickups passivos, mas eu gosto dos EMG porque dão-me um pouco mais de ganho e um som um pouco comprimido. É muito bom para palm mutes rápidos.

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Eu também uso um sistema de wireless da Sennheiser e controlo a estrutura de ganho com isso, porque tens essa opção de tornar o som mais ou menos quente. Na verdade, o wireless é uma parte muito grande do meu som. Quando saco um acorde e a saturação não está lá, eu posso puxar mais ganho no amp, mas muitas vezes eu já estou com três quartos de ganho no boogie, às vezes até mais, então dou-lhe no wireless. Mas é isso, não uso efeitos, estou apenas a usar alguns supressores de ruído porque quando usas dois amplificadores começas a ter um problema no circuito de terra. Para mim é bem simples, não tenho reverb, nem delay, nem outros pedais. E a razão pela qual eu não uso nenhum pedal é porque no início dos Pennywise, quando eu tinha um pedal de volume, um pedal de distorção, um pedal de chorus, ou algo assim, em 30 segundos estava desligado, porque o palco era invadido por fãs. Eu ainda tentei mover os pedais para trás, para junto do meu amplificador, mas acabou por acontecer a mesma coisa Alguém desligava tudo em 5 minutos ou um pedal ia parar ao público. Então, eventualmente eu acabei por ficar apenas com o wireless e isso tornou-se a minha cena. As pessoas perguntam-me por onde passa o meu circuito e ficam incrédulas quando lhes digo que passa apenas pelo amplificador, o wireless e os EMG.

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Foto: Revv Amps

E que cordas e palhetas é que estás a usar?
Estou a usar cordas Ernie Ball Hybrid Slinky e palhetas da Dunlop, acho que são de 50 mm, são finas. Uso palhetas finas para tocar rápido porque toco com muita força e quando uso palhetas mais grossas as cordas acabam por partir-se. Não tenho finesse, toco sempre de forma apaixonada e intensa. Essas palhetas são rígidas e têm bons contornos. Para coisas muito rápidas dão-te um bom low end. Com a palheta fina a corda fica mais solta, por sua vez a palheta grossa esmaga a corda.

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Também estou a usar Floyd Rose, mas sem molas, está bloqueado. Um problema que a  minha guitarra tinha era que estava sempre desafinada pois os miúdos subiam ao palco e vinham contra mim. Tinha que estar sempre a afinar muito rapidamente no momento. Então eu coloquei o Floyd Rose, para que pudesse ter fine tuning de forma a afinar a meio de uma música se precisasse. Mas a guitarra também desafinava por causa das molas, então o meu técnico, Hans, que agora trabalha para o Billie Joe dos Green Day, colocou um pedaço de metal na zona das molas. Está tudo completamente sólido, sem movimento. Agora posso bloqueá-lo no topo, com a pestana, e na parte de baixo, e as cordas não desafinam, e se eu precisar de afinar no palco posso sempre usar o fine tuning. Essa é a minha fórmula secreta. Hoje consigo fazer um concerto inteiro sem afinar a minha guitarra.

O vosso último álbum, “Never Gonna Die” (2018), foi lançado há quase 10 anos. Antigamente, vocês costumavam lançar álbuns com um intervalo de dois anos. Sentes que agora é mais desafiante criar músicas de impacto como a “Bro Hymn”, “Fuck Authority” ou “Same Old Story”?
Não acho que seja isso, eu tenho cerca de 250 músicas com o verso e o refrão. Para mim, escrever uma introdução é fácil, escrever um breakdown é fácil, uma conclusão também. Algumas delas têm ideias líricas, e o Jim, obviamente, se eu lhe der uma música ele consegue escrever uma melodia em 5 minutos e começar a trabalhar nas letras. Não é tão difícil escrever as músicas, é difícil juntar-nos e terminarmos as músicas, porque todos querem algo diferente. Para mim, a coisa fixe de um álbum de Pennywise é que todos estamos envolvidos. Todos temos uma opinião muito forte sobre o que gostamos e quando finalmente chegamos a um ponto em que toda gente se sente bem com uma música então andamos para a frente. Chegar lá é difícil. Uma música como a “Peaceful Day” por acaso surgiu em 10 minutos. Aliás, eu escrevi a “Peaceful Day” talvez em 15 minutos, verso e refrão. Cheguei ao ensaio mostrei ao Byron (McMackin, baterista dos Pennywise) e ele começou logo a tocar. Depois entrou o Randy (Bradbury, baixista dos Pennywise) a tocar a base. O Jim estava a ouvir e a ter ideias. 10 minutos depois levantou-se e começou a cantar a música inteira. Claro que a letra mudou, mas ele criou a melodia para aquela música em 10 minutos. A música inteira foi escrita em 1 hora. Mas, depois há outras músicas que demoram 2 anos para terminar. Realmente quero voltar a estúdio e gravar outro álbum e acho que vai acontecer, só não sei quão cedo vai acontecer.

Para fechar. O concerto que vocês vão dar em Lisboa reunirá diferentes gerações de fãs. Alguns deles provavelmente viram-vos em 1999, 2001 ou 2006 — ou talvez em todas essas três ocasiões. Mas muitos nunca vos viram ao vivo. Diz-nos então o que eles podem esperar deste concerto dos Pennywise.
Estamos a olhar para uma setlist que cobre muita coisa. Principalmente coisas velhas. E digo coisas velhas como o primeiro álbum (1991), provavelmente umas músicas do “Unknown Road” (1993), do “About Time” (1995), do “Straight Ahead” (1999), do “ Full Circle” (1997), obviamente do “Land of the Free?” (2001). Vamos tocar um pouco de tudo e tentar dar aos fãs da velha guarda o que eles ouviam na altura. Talvez alguém nos tenha descoberto com o “Land of the Free?”, que foi lançado quando explodimos. Curiosamente, até agora nunca tínhamos tocado a “Anyone Listening”. É uma música calma, mas é tão fixe. Além disso não precisamos de ter um mosh pit em todas as músicas. Este é o momento para respirar, beber uma cerveja e relaxar. Vai ser uma setlist com muita coisa. E, obviamente, acho que os fãs vão estar com fome. É interessante porque o pai que estava lá em 1999 talvez tenha agora um filho de 15 anos que vem ao seu primeiro concerto. É impressionante, os nossos fãs são mesmo muito apaixonados e temos muita sorte de poder fazer o que fazemos.

Os Pennywise sobem ao palco do Coliseu dos Recreios no dia 30 de Junho juntamente com os End It e os Soul Crusher. Os bilhetes ainda estão disponíveis em bol.pt.

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