UHF 2

ENTREVISTA & Rig Rundown | «UHF é e será sempre Underground!»

17/03/2026

A poucos dias do concerto “UHF Underground” no Lisboa ao Vivo, a Arte Sonora trocou algumas palavras com os UHF para antecipar um espetáculo único que promete revisitar raridades e resgatar o espírito mais cru da banda.

Os UHF regressam às origens com “UHF Underground”, um concerto único marcado para 21 de março de 2026 no Lisboa ao Vivo, onde vão revisitar um conjunto de canções raramente tocadas ao vivo.

Pensado como um acontecimento irrepetível, o espetáculo recupera uma ideia que acompanha a banda desde o final dos anos 70, quando António Sérgio descreveu os primeiros temas do grupo como “underground português”.

Quase meio século depois, o conceito mantém-se presente, ainda que sem ser uma preocupação consciente no processo criativo. António Manuel Ribeiro admite que não pensa nesse rótulo quando escreve, explicando que «não penso nisso quando estou a escrever uma canção», acrescentando que, ainda assim, há momentos em que as próprias composições fogem ao caminho habitual da banda. Já o baixista Nuno Correia vê essa identidade como algo contínuo, defendendo de forma direta que «UHF é e será sempre Underground».

A ideia de construir um concerto com temas menos explorados surge da própria dimensão do percurso dos UHF. Com um vasto catálogo acumulado ao longo de décadas, muitas canções ficaram inevitavelmente afastadas dos alinhamentos. António Manuel Ribeiro assume mesmo este espetáculo como uma escolha pessoal dentro desse arquivo, referindo que «muita coisa fica perdida, escondida pelo peso das canções de sucesso», enquanto Nuno sublinha o caráter coletivo da seleção, indicando que «todos demos sugestões e ideias».

Essa redescoberta interna acabou também por evidenciar a dificuldade de síntese. Entre centenas de temas editados, a banda reconhece que ficou muito por tocar. «Uma só não, duas ou três dezenas sim. Os UHF já editaram 296 inéditos e 11 arranjos. Se ficássemos 8 dias em cena diária talvez conseguíssemos», admite António Manuel Ribeiro, enquanto Nuno acrescenta que «há sempre uma ou outra música favorita que fica de fora», refletindo a extensão do repertório.

Foi tudo normal, é uma excelente formação, competente e profissional. Tudo começa com um pastel de nata e café colectivo.
António Manuel Ribeiro

Apesar do caráter invulgar do alinhamento, a preparação para o concerto decorreu sem grandes obstáculos. A banda descreve os ensaios como um processo natural e fluido, sustentado pela experiência acumulada. «Foi tudo normal, é uma excelente formação, competente e profissional. Tudo começa com um pastel de nata e café colectivo», refere António Manuel Ribeiro, com Correia a reforçar a mesma ideia ao afirmar que «foi tudo trabalhado com muita tranquilidade e competência».

Em palco, não haverá uma recuperação nostálgica de equipamento antigo, mantendo-se a base técnica habitual, ainda que com espaço para alguns detalhes especiais. Já sabemos que sempre que vemos UHF ao vivo é um regalo para o olho todo o gear que a banda usa. Se como nós fores gear freak podes ver em baixo uma espécie de rig rundown.

Também no que diz respeito a surpresas, a banda prefere manter o mistério, recusando revelar pormenores e reforçando a natureza única do espetáculo.

Já com presença confirmada noRock in Rio Lisboa, os UHF antecipam um registo diferente para o festival, onde o tempo mais limitado levará a um alinhamento centrado nos êxitos. Ainda assim, garantem a mesma entrega de sempre, com Nuno a prometer que «vamos dar o litro», enquanto António Manuel Ribeiro antecipa que a “locomotiva de Almada” «vai bufar» em palco.

GEAR USADO AO VIVO
António Manuel Ribeiro

Guitarras
Fender Stratocaster Vintage 57
Gibson ES335
Epiphone Casino 1975 (Japan)
Gibson EDS 1275
Gibson Hummingbird Pró

Amplificador
Marshall JCM900 100 com coluna Marshall JCM 900 1960A

  • UHF Incrivel Almadense 18 11 2023 3 David Rito 1
  • IMG 1615 1

António Côrte-Real
quinta, 12/03, 04:30 (há 1 dia)

Guitarras
Gibson Custom 1957 Les Paul Reissue 3-Pickup Bigsby, VOS, Ebony
Gibson Custom 1957 Les Paul Alpine White
Gibson Custom 1959 ES-355 Reissue, VOS, Ebony
Fender American Vintage 50s Stratocaster

Cordas
Elixir Nanoweb 10/46

Palhetas
Jim Dunlop 1mm

  • UHF RUI VASCO 2025 1 scaled
  • UHF RUI VASCO 2025 3 scaled
  • GIBSON LES PAUL 57 BIGSBY BLACK E WHITE scaled
  • GIBSON CUSTOM 1959 ES355 scaled
  • FENDER STRATOCASTER VINTAGE 50S scaled

Amplificadores
Mesa Boogie Fillmore 100 com Coluna Mesa Boogie Fillmore 2X12
Mesa Boogie Fillmore 50 Com coluna Mesa Boogie Fillmore 2X12

Pedais
Warm Audio Centavo Overdrive
Mesa Boogie Flux Drive
Jim Dunlop Cry Baby
Boss Digital Delay DD3 (Japan)
Electro Harmonix Memory Toy
Boss Tremolo TR-2 (Japan)
JHS Reverb 3 Series

Alimentação Pedais
Voodoo Lab Pedal Power

Miguel Urbano
Studiologic NumaX Piano 73 – Controlador MIDI e alguns sons de Backup
Nord Electro 5D – Pianos, Hammond, Rhodes, Mellotron e synths
Acordeão Hohner
Bandolim Ephiphone

  • miguelGear1
  • miguelGear2
  • miguelGear3

Ivan Cristiano
Bateria DW (Keller Shells) 1992 Grey Marine
Medidas – tom 12”, floor tom 16”, bombo 22”.
Snare DW Collectors Alumínio 14×6,5.
Snare DW Collectors wood Series 14×6.
Peles Aquarian Deep Vintage II
Coated nos toms e na ressonância Remo Diplomat Clear Single Ply.
Remo Ambassador DW snare
Coated Single Ply e Remo DW clear Single Ply na ressonância.
Aquarian Super Kick II Clear Bass
Drum Double Ply.
Hardware Tama, Pedal de Bombo Pearl Eliminator e Tama Iron Cobra.

Pratos Paiste (Endorsement)
Hi-Hat Dark Energy Mark I 15”.
Ride 2002 22”.
Crash 20” e 21” 2002.
Crash PSTX 20”.
Baquetes Vater 5B.

  • Teixoso Santarem 2023
  • Covilha 2023
  • Sol da Caparica 2016

Nuno Correia
Amplificadores Ampeg
Baixos passivos Yamaha BB
Fender Precision dos anos 80

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