50 anos Marco Paulo | 5 perguntas aos Boca Doce

50 anos Marco Paulo | 5 perguntas aos Boca Doce

Tiago da Bernarda

 No ano que marca o 50º aniversário da carreira de Marco Paulo, a Arte Sonora convidou músicos de vários géneros para responder a umas perguntas… amorosas.

João Simão da Silva está de parabéns! Marca este ano o 50º aniversário desde que iniciou a sua carreira musical como Marco Paulo, um nome ainda hoje ressoante, que singrou com uma das vozes mais distintas no que, hoje em dia, entendemos como música popular. Isso traduz-se em mais de 4,5 milhões de discos vendidos, ao longo de todos estes anos. A sua “Tour 50 anos” encerrará no final do ano, com datas marcadas no Coliseu do Porto, a 19 de novembro, no Multiusos de Guimarães, no dia 1 de dezembro, e no Campo Pequeno, em Lisboa, no dia 10 de dezembro.

Para celebrar a ocasião, a Arte Sonora desafiou músicos de vários géneros musicais a responder a perguntas inspiradas pelas canções daquele que tanto deu à música portuguesa.

Os primeiros convidados são os Boca Doce, os embaixadores do “Rock’n’roll do bigode”. Com músicos de bandas como Aside, Fiona at Forty, Primitive Reason, Peste & Sida ou We are the Damned, são uma banda de versões com um sentido de humor aguçado, mas que sabe prestar homenagem à música portuguesa como ninguém. No seu repertório contam-se covers a Da Vinci, Adelaide Ferreira, Manuela Bravo ou clássicos como o televisivo pudim “Boca Doce”…

Quais são as vossas “taras e manias” em estúdio?
Bem, elas são diversas, extravagantes incrivelmente desconcertantes. Temos a mania que sabemos afinar instrumentos e acima de tudo que conseguimos criar versões, de temas clássicos da música portuguesa, com uma boa dose de originalidade. No que às taras diz respeito, temos sempre a preocupação de consumir bebidas com tara garantidamente perdida. Apenas as saquetas de chá do Capitão Solidão não nos permitem ter uma taxa de sucesso acima dos 95%. Mas não é preocupante, porque ele é tarado…

Quais são os vossos “dois amores”?
Temos três. No entanto, destacam-se os bigodes, (soltos, leves e aparados) e os galos de Barcelos, made in China. Mas, talvez, a nossa verdadeira paixão passe por viver a música com o máximo de intensidade, amor e alegria.

Que gear aquece o vosso “maravilhoso coração”?
O Top Gear era um bom programa de rádio. Desculpem… televisão. Mas como acabou repentinamente, virámo-nos para a música. Chegámos à conclusão que qualquer instrumento que se consiga manter afinado e que seja resistente a rajadas de vento incríveis, é suficiente para fazer de qualquer marujo, com o coração desajeitado, um ser feliz…

“Sempre que brilha o sol”…
Levamos todas as cuecas e peúgas da tripulação para a amurada da embarcação. É que nos dias de hoje, raramente o sol brilha. Temos mesmo de aproveitar. Ah, de quando em vez, tocamos ao ar livre. Sem dó nem piedade…

O que gostariam de pedir a “Nossa Senhora”?
Que ela nos desse a mão, fosse dona do nosso coração e do nosso destino. Ah, mas que chatice…isto é a continuação da letra. Bom, pensado melhor, talvez um mundo mais sorridente, repleto de paz, amor e muito punk rock! Cheers!

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