À conversa com SCOTT MATTHEW

À conversa com SCOTT MATTHEW

Timóteo Azevedo

Misty Fest decorre durante todo o mês de Novembro em várias salas espalhadas por todo o país e conta com nomes como Os Poetas, Cindy Cat, Gaiteiros de Lisboa & Deolinda, Anamar, Scott Matthew entre outros.

A Arte Sonora esteva à conversa com o australiano Scott Matthew em Outubro, que lançou este ano o seu último álbum “Unlearning”, composto por versões.

Expectativas para a tour?

Ainda não começou. Estou na fase de entusiasmo antecipado e nervosismo, vamos começar daqui a poucos dias. Vai ser a maior tour que já fizemos por isso é um bocado assustador, mas eu adoro isso.

Parece que tens uma maior exposição e mais fãs na Europa do que nos Estados Unidos. Isto é algo que planeaste e pelo qual trabalhaste ou simplesmente aconteceu?
Isso nunca foi planeado, mas eu estou agradecido. Fico contente se alguém me ouve ou me dá atenção. É algo difícil de alcançar na indústria da música, hoje em dia. O facto de que os europeus estão a ouvir-me é fascinante. Adoro ir aí e com o passar dos anos fui construindo amizades fantásticas. Espero que continue assim.

Será uma honra para mim fazer um álbum com ele. [Rodrigo Leão]

Acerca do teu último álbum “Unlearning”. Tocar canções de outros músicos é um processo de “desaprendizagem”? Tipo desaprender para aprender melhor?
Foi muito divertido e gratificante “desaprender” essa canções para o álbum. Algumas já as havíamos tocar e trabalhado com elas ao longo dos anos e outros eram novos desafios, e nem uma única vez sentimos como algo não natural o estar a utilizar canções de outras pessoas. No fim, fiquei com a estranha sensação das canções serem minhas. Talvez fosse só um desejo.

Como é que acabaste por cantar no álbum de Rodrigo Leão?
Ele abordou-me para escrevermos juntos uma canção que acabou por ser a “Terrible Dawn”. Depois ainda metemos a mão numas quantas outras. Ainda ontem escrevi mais uma canção com ele. É uma boa colaboração e estranhamente nós adaptamo-nos muito bem, pelo menos, eu acredito nisso.

E como é que foi a experiência?
Foi incrível. Eu gravei as vozes aqui em Nova Iorque antes de sequer o conhecer. Claro que agora nos conhecemos, e os meus dias em Portugal com ele e com os seus músicos foram pontos altos na minha vida. Pessoas maravilhosas de um lugar maravilhoso.

Vais tocar com ele em Novembro em Portugal, mas antes vais passar pelo Misty Fest. Quais são as tuas expectativas para estes concertos?
Eu só toquei em Portugal com o meu próprio espectáculo uma vez e foi a solo. Todas as outras vezes foram com o Rodrigo que, com certeza, é massivamente respeitado e os espectáculos dele têm sempre gente. Por isso, realmente não faço ideia se vamos conseguir chamar pessoas para os concertos ou não. Desta vez vou estar com outros músicos por isso, espero que sejamos capazes de dar um espectáculo que satisfaça o público. Vai ser interessante descobrir isso, mas, como sempre e independentemente disso, eu serei sempre um super fã de Portugal hei-de querer sempre voltar.

Estás a trabalhar novamente com o Rodrigo em nova canções. Podemos esperar um novo álbum em 2014?
Ainda temos um longo caminho pela frente, mas estamos a fazer o que podemos e quando podemos. Uma canção de cada vez e esperemos que elas depois valham um lançamento. O tempo dirá. Será uma honra para mim fazer um álbum com ele.
Scott Matthew actua no dia 14 de Novembro no CCB em Lisboa às 21h, no dia 15 tem concerto marcado em Coimbra, no Auditório do Conservatório de Música às 21h30, e por fim no dia 16 sobe ao palco da sala 2 na Casa da Música no  Porto às 22H00.

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