AS#46 já disponível em digital!

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Nero

O espírito indomável de Da Chick. O génio de Miles Davis. As sessões de estúdio dos Ghost. Os Horrors na antecâmara do Reverence. A imponência Hiwatt. O melhor da Summer NAMM’15.

No grego bíblico existe uma palavra com uma grande pinta: EXOUSIA. Um termo que serve para nomenclar aquela força indomável vinda do talento, do daimon, do génio. Da liberdade de se fazer o que se quer. Também uma força de autoridade indisputada, num sentido ontológico e sociológico. Há uma forma mais simples de ilustrar o conceito. Sempre achei que a frase do Hendrix, «scuse me while I kiss the sky», tinha uma grande pinta. “Purple Haze” é, normalmente, associada ao consumo de drogas psicadélicas. Mas, devido a essa frase, sempre ouvi a canção de outra forma, como uma manifestação plena de exousia.

Sempre achei que Da Chick tinha uma grande pinta. Desde a primeira vez que a ouvi, numa colaboração com Memória de Peixe. Naturalmente que foi com um grande sorriso que ouvi “Chick To Chick” e me deparei com a canção “Excuse Me While I Kiss The Sky”. Depois do EP, o primeiro álbum, “Chick To Chick”, pela sua enorme fusão de estéticas, mostra alguém a fazer o que quer e lhe apetece. E a Teresa de Sousa fá-lo legitimada pela exousia. A liberdade criativa e a criatividade da liberdade, na música, tem uma das suas expressividades máximas em “Bitches Brew”, de Miles Davis. O Carlos Garcia, através da capa de Mati Klarwein, ensaia a exousia de um disco tão genial quanto marcante. Um disco onde Miles Davis tocou os éons da humanidade e lhes deu o ritmo pujante do rock.

VÊ AQUI UM PREVIEW DA ARTE SONORA #46!

É o rock de “Meliora”, terceiro álbum dos Ghost, que nos leva a uma conversa com um dos Nameless Ghouls. Com um produtor surpreendente, afinal Klas Åhlund construiu uma reputação inatacável junto de estrelas pop como Robyn, Tove Lo e mesmo super estrelas como Madonna, Katy Perry, Kylie Minogue ou, imagine-se, Britney Spears, e a mistura do lendário Andy Wallace, este é um álbum em que sentimos que tudo é maior. O som, as estruturas, as melodias, os arranjos e a dinâmica. No Outono estreiam-se em Portugal! Quem já nos visitou anteriormente foi o pós punk carregado de shoegaze, de cor “purple hazeana”, dos Horrors. O som singular da banda deve muito à exousia de Joshua Hayward. O guitarrista foge às imposições dos padrões de produção industrial e constrói os seus próprios pedais e amps.

É também em pedais e amps de guitarra que nos focamos a olhar as novidades da Summer NAMM’15. Tal como nos testes, onde rodamos o TC Electronic Corona, um pedal chorus que nos faz sentir capazes de pedir licença para ir beijar o céu, e o Hiwatt Custom 100. Sempre achei que estes titãs tinham uma grande pinta. O seu poder avassalador, a sua força indomável, materializada pelo génio dos seus criadores, faz com que cada palhetada seja…Nem mais!

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