AS#48 já disponível em digital!

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Nero

Olhamos o percurso irascível dos Eagles Of Death Metal. Nos 45 anos da morte Hendrix e pelo novo álbum de Gilmour, celebramos três Strats da infame “era CBS”. O AS10 para baterias foca-se nos micros de bombo.

Nesta edição olhamos o percurso dos Eagles Of Death Metal que, na sua humorada renúncia a convenções morais e na constante provocação a comportamentos tidos como coisas de duros, são uma preciosidade no rock contemporâneo, no qual abundam, do underground ao mainstream, bandas que surgem por ego. Posers! Um exercício de auto-erotismo, fazendo uso das palavras de Jesse Hughes. Bandas às quais falta energia, usando agora palavras de Hunter Thompson: «Para mim, a música sempre foi sobre Energia, uma questão de Combustível. Pessoas sentimentalistas chamam-lhe Inspiração, mas o que querem mesmo dizer é Combustível. Sempre precisei de Combustível. Sou um consumidor ávido. Há noites em que ainda acredito que um carro, com o ponteiro do combustível em baixo, pode fazer mais uns 80 km se tiver a música certa a tocar a alto volume no rádio».

Em 1965, a CBS comprou a Fender e muita gente achou que isso era uma péssima ideia. Não demorou muito até que a visão direccionada para o máximo lucro, com a redução de custos da praxe à frente da estratégia de grande emnpresa que se preze, começasse a dar maus resultados. Das Fender da “era CBS” diz-se cobras e lagartos. A qualidade das guitarras foi reduzindo, é um facto! Mas, é entre a consensualidade, entre o preconceito, que se destaca sempre a personalidade… Três das mais lendárias Fender Stratocaster são da “era CBS”. A Black Strat de Gilmour, que sobreviveu até hoje a várias experiências e modificações, mais ou menos violentas, a “desaparecida” Black Beauty de Hendrix e, ainda, a sua Olympic White, que usou em Woodstock. Se o caso da Black Strat é mais específico, afinal a guitarra já só mantém, basicamente, o corpo do modelo original, as Strats de Hendrix eram usadas, essencialmente, com as configurações de fábrica, da produção em massa. Repetindo a tese de Thompson, era o combustível que as alimentava (a energia do músico) que as fez andar «mais uns 80 km».

Na entrevista com Coady Willis, que toca “apenas” com Big Business e Melvins, o baterista refere também, a energia, a entrega e disponibilidade como os factores decisivos no instrumento. O combustível é que faz arder o fogo…

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