AS#51 já disponível em digital!

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Inês Barrau

De luto por Lemmy, arrancamos o ano com os amps no máximo! Estreamos curadoria no Hard Rock Café, com os Lotus Fever, e testamos e olhamos em primeira mão novidades que vão estar na próxima Winter NAMM.

Em 2014, na visita à Winter NAMM, passámos no Hard Rock Café Los Angeles. Um espaço enorme, com outras peças de colecção da história da música, mas despido de algo… Foi quando, já em Portugal, regressámos ao Hard Rock Café Lisboa que percebemos: em Los Angeles, na capital da indústria da música, o Hard Rock Café não tinha um palco! A vontade de poder conjugar uma sala luxuosa, como o restaurante da cadeia em Lisboa, com sintetização, amplificadores, guitarras e baterias, a fazer soar música portuguesa surgiu de imediato.

Em 2016, a Arte Sonora vai apresentar uma curadoria no Hard Rock Café Lisboa. Uma sala com o luxo que a música portuguesa merece. Bandas com o luxo que a sala e o seu palco tão singular merecem. Esperemos que gostem tanto das bandas que escolhemos como nós. Os primeiros são os Lotus Fever que, em entrevista, nos explicam o seu som e falam do que será o segundo álbum. Está na altura de conhecerem uma das mais surpreendentes bandas do rock psicadélico português. Na primeira edição do ano, olhamos a mudança dos Migthy Sands, o novo álbum dos Baroness, que a banda virá apresentar ao nosso país em Fevereiro, e descodificamos o hermetismo visual e sonora de “Us”, de Peter Gabriel. Com nova NAMM à porta, testámos os novíssimos Yamaha THR100H Dual e as Fender Paramount, série acústica que vai estrear na feira de Anaheim. Evocamos o icónico design Gibson Flying V (a celebrar aniversário este mês), olhamos a fundo as novas e excitantes Yamaha Revstar, modelos que no final deste ano estarão numa lista como a AS10 desta edição – a das melhores guitarras do ano.

VÊ AQUI UM PREVIEW!

O Nuno Calado repete uma recomendação por motivos óbvios. Morreu um dos músicos mais influentes de sempre. Dono de uma assinatura sonora inimitável (que retratamos no Show Off) e de uma atitude singular. Diz-se que o Lemmy era a personificação do rock. Talvez porque fazia o que lhe dava na gana, tendo-os no sítio para aceitar com as consequências das suas acções. Ao pé do Lemmy todos são wannabe.

Em 2014, ainda em Los Angeles, passámos no Rainbow. O Lemmy já estava com a saúde bastante deteriorada, mas pensámos: «Ele está sempre lá, com sorte vemo-lo». Não estava o Lemmy (a tristeza não foi absoluta pois encontrámos o Ron Jeremy). O ano passado acabámos por não regressar ao Resurrection, os Motörhead estiveram por lá, mas as finanças haviam sofrido com a estreia no Temples, para ver Goatsnake. Foi o último concerto dos Motörhead na Península Ibérica. E agora a tristeza foi bem mais pesada. O que vale o dinheiro, afinal? O dinheiro não é rock n’ roll!

Cada edição digital da Arte Sonora tem um custo de 1€ e pode ser adquirida aqui.