Carter Beauford Band?

Carter Beauford Band?

Nero
Paulo Maninha

O palco de Dave Matthews Band foi todo de um dos melhores bateristas de sempre e de um colossal drumkit Yamaha.

Não foi «mais de quatro horas», porque o concerto teve um largo intervalo e porque, durante as três partes diferentes do set, houve momentos de Dave Matthews a solo (na guitarra ou piano). Mas o ambidestro Carter Beauford teve tempo de sobra para castigar um arrasador drumkit Yamaha e tornar-se o grande protagonista (não será sempre?) do concerto. Da complexidade sincopática em “Pantala Naga Pampa”, pujança demolidora que mostrou em “Don’t Drink The Water” ou o groove funk de “Too Much”. Um dos melhores bateristas de sempre tornou a deslumbrar Lisboa.

Carter Beauford usou em Lisboa o seu drumkit actual. Um conjunto impressionante, diga-se. A base é um conjunto Yamaha Drums Recording Custom. As baterias Recording Custom são os modelos, em produção contínua, mais antigos da Yamaha. Desde os anos 70 que são construídos estes colossos de som em madeira de bétula. Madeira bem dura e cheia de projecção. As Recording possuem lugs massivos ao longo de todo o shell. Quando a Yamaha introduziu o seu novo modelo topo de gama, a Phoenix (PHX), Beauford passou a usar também esse modelo. Em Lisboa, elementos PHX (como o bombo), de acabamento Black Cherry Sunburst, surgiram misturados com elementos Recording Custom, cujos modelos e medidas, de acordo com info da marca e músico, são: TT-908Y 8″x8″; TT-910Y 10″x9″; TT-912Y 12″x10″; TT-913Y 13″x11″; TT-914Y 14″x12″ e o FT-918Y 18″x16″, de chão. A envolver este gigante conjunto híbrido Yamaha surge o sistema de suportes tão sólido quanto maleável, o Hexrack – também propriedade da marca nipónica.

Nas tarolas, Beauford alterna entre uma Ludwig LB417T Supra-Phonic, uma Yamaha SD-655RH 14″x5.5″ (modelo de assinatura de Roy Haynes que se vê nas fotos) e, pareceu-nos, a sua Yamaha Custom, o protótipo prateado que estaria para ser lançado como assinatura do músico (uma história para outro artigo, cheia de avanços e recuos nos testes e preferências do baterista). Beauford também usa, recorrentemente, uma Ludwig de assinatura de Alex Van Halen (14”x6.5”) – mas, na distância, não nos foi possível confirmar se usou essa ou a Supra-Phonic, se as alternou, ou se não a utilizou de todo.

Os pratos são Zildjian. Beauford é endorser da marca e mistura série A com K. O prato choque é um A New Beat 14”. Depois surgem modelos A como um Custom Splash 10”, o Ultra Hammered China 21”, Custom Flat Top Ride 20” ou dois Custom Splash 6” (montados em cima de outros modelos). Na série K destacam-se os modelos Dark Medium Thin Crash 18”, Dark Thin Crash 19”, Mini China 14” ou o Crash Ride 21”.

Acoplados na Hexrack surgem elementos da Latin Percussion, como o famoso cowbell, e electrónicos, como o módulo Roland PD-8 Dual Trigger, o módulo Aphex Impulse Trigger, o sampler Akai Z8 ou o Voodoo Lab Ground Control Pro, o MIDI para o pedal de bombo.

Visível nas fotos é o endorsement da Vic Firth (Beauford possui modelos de assinatura) e da Remo Inc.