ENTREVISTA | Janeiro: Fugir do Cimento em Busca da Essência e da Inocência

ENTREVISTA | Janeiro: Fugir do Cimento em Busca da Essência e da Inocência

Nuno Sarafa
Janeiro

Janeiro tem uma vida nova. Nova casa, novo estúdio, novas canções e um novo lugar no mundo. Tudo por amor. Falámos com ele e reaprendemos que a vida pode começar a qualquer momento. Nem que para isso se volte costas ao betão em busca da essência espiritual e artística num qualquer campo perto do mar.

Era uma vez um rapaz de Coimbra que vivia em Lisboa e que um dia conheceu uma rapariga do Porto. Ele era músico. Ela videógrafa e fotógrafa. Entre muitos sonhos em comum, havia um que lhes invadia os dias e as noites: fazer arte a dois. A paixão cresceu e, algum tempo depois, juntaram-se e trocaram a azáfama das duas maiores cidades do país por um lugar tranquilo, idílico, entre a floresta e a praia; uma pequena vila na costa alentejana.

Ele e ela alugaram um terreno e um módulo de madeira, fizeram do espaço um misto de casa e estúdio de áudio e vídeo e fundaram uma produtora, a dali². E é assim, no meio de arrozais e pastagens, que vivem, criam, trabalham. Juntos e felizes. Levando a vida por entre dias lentos e noites intermináveis numa incessante busca pela criação e a independência artísticas.

Os dois anteriores poderiam ser os parágrafos de abertura de um romance à vossa escolha, mas é apenas a nota de entrada da conversa boa que tivemos um destes dias com Henrique Janeiro, ou apenas Janeiro, um músico que decidiu que a vida também pode começar aos 27.

Mais vale parar para ver de fora sem lá dentro ficar

É formado em Musicologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tem dois EP’s e outros tantos LP’s no currículo e, depois de muito viajar com as suas canções e as suas parcerias, vulgo Janeiro Sessions, aproveitou uma fase psicológica menos boa no dealbar da pandemia para mudar de vida. Decidiu parar de se vitimizar, até porque «mais vale parar para ver de fora sem lá dentro ficar». E foi ficando.

«Passei por um processo de muita vitimização, entre Agosto e Dezembro de 2020, mas acho que nem tinha tanto que ver com música, mas antes com uma parte minha que tinha de resolver e que a música estava a camuflar. A música era um escape. Estava meio alienado, mas consegui ultrapassar. “Se me agiganto não me encanto, não me perco no mar / Se não me engano não me apego, vou viver devagar / São coisas simples que quero apreciar, mais vale parar para ver de fora sem lá dentro ficar”. Esta frase, que escrevi para uma canção, representa muito aquilo que me aconteceu nos últimos tempos», conta Janeiro.

Mas os tempos mudaram. Para muito melhor, garante. Desde o dia 30 de Dezembro de 2020 que vive em Melides com a namorada Daniela Gandra. Janeiro sente-se bem, sente-se ainda mais artista. E continua a andar de bicicleta, uma das suas imagens de marca. A diferença é que em vez de ciclovias ladeadas por árvores de cimento, passeia-se por caminhos de terra no meio de campos verdejantes, cabelos ao vento, respirando o ar da maresia e ouvindo o cantar das cigarras.

Ainda assim, a maior parte do tempo é passado entre guitarras e cabos, entre microfones e experiências. «Estou a conseguir dinamizar muito mais agora que estou fora de Lisboa do que quando lá estava a viver. As pessoas reconfiguraram as vidas de uma forma com a qual não me identifico. Tomei esta opção para me poder ligar à minha essência. Senti que o cimento me quebrava a essência», sublinha.

Fiz um investimento no estúdio e muito trabalho espiritual. Agora faço música em que sou realmente eu

Janeiro desejou voltar à infância e fazer um disco que reflectisse isso mesmo: um sentimento de partilha com os que lhe são mais próximos. O álbum, repleto de participações, vai chamar-se “Fugacidade”. Um termo que pode explicar uma tendência de fuga à cidade e à habitual forma fugaz como se vive nos grandes centros. Investiu não só em equipamento de estúdio, mas também em horas de aprendizagem e, não menos importante, no trabalho interior – o reforço espiritual. «É uma espécie de regresso à inocência, como diziam os Enigma. Fiz um investimento no estúdio e também fiz muito trabalho interior, espiritual, que me está a permitir, agora, estar com a minha criança interior ainda mais viva. Isso está a levar-me a fazer música em que sou realmente eu», explica Henrique.

Qual terá sido a premissa inicial para a mudança? Provavelmente, o facto de, actualmente, «estarmos sujeitos enquanto sociedade a tantos layers e filtros, quer visuais, auditivos, e até mesmo sociais», o que levou Janeiro a pensar com objectividade. «O que posso fazer, sozinho, ou com uma pessoa ao lado, que me ame e compreende? Para onde vou? Tornei-me independente materialmente e em termos dos processos: quis saber gravar uma voz e uma guitarra com qualidade, saber fazer e gravar um beat com qualidade. Saber como captar um baterista. Que microfones preciso de usar, etc, etc. Ainda não tenho um estúdio inacreditável em Melides, mas consigo levar uma canção daqui para um estúdio de mixagem a 90 e tal por cento».

Para Janeiro, que garante ser esta a primeira vez que sente «não estar a viver uma vida dupla ou tripla» – até porque sempre se considerou uma espécie de “metamorfose ambulante” (n.d.r.: tema de Raul Seixas) -, a partilha é uma das palavras mais queridas do seu léxico.

«Especialmente no que estou a fazer agora, que é juntar a cena da canção, da bossa nova, MPB e até a canção portuguesa a uma cena mais house e mais jazz, com solos que podem vir, por exemplo, de cenas como John Mayer, Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix, etc. Papei isso tudo. No fundo, como é que posso fazer isso sem repetir o que alguém já fez?», pergunta-se. A resposta surge imediata: «Tenho estado a trabalhar com um conjunto de amigos do Brasil e estamos a fazer em paralelo algo que represente a lusofonia. Amigos que gravitam à nossa volta e que vieram viver para Portugal por causa da situação política e social do Brasil. É um processo de partilha. E por isso também quero estender as minhas Janeiro Sessions ao Brasil numa fase posterior».

LEGOTRIP, Produções Dali²

O ponto central de toda esta partilha e trabalho colaborativo é, claro está, o novo estúdio em Melides. O lar criativo de Janeiro chama-se LEGOTRIP, produções dali². O artista abriu-nos a porta da sua casa para conhecermos melhor o seu templo criativo.

Fizeste algum estudo/trabalho de insonorização ou foi montar o equipamento e começar a tocar e a gravar?
Em primeiro lugar, não comprámos o espaço. Queríamos ver se resultava. É a nossa primeira vez a vivermos juntos… Então, resolvemos alugar um terreno e um módulo que já estava nesse terreno. Descobrimos o terreno em Melides, no meio da floresta, um local idílico. O módulo tem dois quatros – um deles é o estúdio – cozinha, casa de banho e uma sala. Tem o que é necessário! O estúdio é de áudio e vídeo, não está insonorizado, apenas tem vidros duplos mas, por exemplo, neste tema que lancei recentemente, “Oh Meu Amor”, precisei de tudo menos de fazer muito barulho. Tenho uma vocal booth e, mesmo quanto à guitarra, por exemplo, meti o amplificador, um Fender Bassman, dentro do armário… O meu engenheiro de som, o Tiago Perestrelo, que me ajuda em tudo, também já deu a dica para eu meter uns pequenos difusores atrás das colunas Adam A7X e ainda um sub. Ainda estou a melhorar as coisas por cá.

Como é que te surgiu esta ideia e com que equipamento começaste?
Foi tudo muito influenciado pelo Finneas, porque ele e a Billie Eilish fazem muitas gravações em que ela até está na cama, por exemplo, acabada de acordar. Utilizam um mini set. Tudo muito simples. Investi em dois bons pré-amplificadores da SSL [Solid State Logic] e agora quero ver se invisto numa Apollo [interface áudio da Universal Audio] ou algo do género, que me permita gravar mais coisas ao mesmo tempo. Também investi num Mac novo. Já tem o chip M1, que é incrível, e também comprei um microfone Newman TLM 103, que adoro. Estou independente, consigo gravar desde uma guitarra acústica até umas cordas.

Já não tens de ir a grandes estúdios?
Claro que não. Além disso, comprei muitos plugins. Há três anos que andava a utilizar estúdios tipo Valentim de Carvalho, etc, e comecei a perceber que quase não havia diferença entre estar a tocar um piano de cauda e utilizar um bom plugin. Principalmente em música pop, quando só se quer gravar quatro acordes… Para mim, já não se justifica ir gravar a um estúdio. Não quer dizer que não goste ou que seja contra. Não sou contra nada. Mas a partir do momento em que vejo pessoas como o Herbie Hancock a mostrar plugins como o Omnisphere ou Keyscape… Prefiro gastar em bons plugins do que em não sei quantos mil euros para gravar um piano. No fundo, o que tenho é um set minimalista mas que me permite estar muito livre. Se não estiver a surgir nada, vou para a praia ou para o meio dos arrozais, andar de bicicleta ou outra coisa qualquer. No dia a seguir pego outra vez, não tenho que pagar horas de estúdio, sou o meu próprio técnico e engenheiro, não tenho de pagar a ninguém para me fazer esse trabalho. Tudo isto muito por causa de ter passado muito tempo com malta como o Benjamim, entre outros, que me foram ensinando coisas. Foi tudo numa base muito de autodidacta, nunca estudei a parte mais técnica da música.

Não tenho uma grande sala, mas consigo montar um kit de bateria e sacar um grande som

O facto de ser uma sala única, sem régie, não atrapalha o processo?
Não me incomoda nada. Criei as condições para que não atrapalhe. Comecei a gostar de ter uma sala apenas em vez de sala de captação e régie muito influenciado pelos rappers de que gosto e também pelo Jacob Collier. Por exemplo, ele duplica uma série de vozes e fá-lo imediatamente no Logic. Faz isso a uma velocidade estonteante. E agora também eu gravo um coro de sete vozes num ápice. Tenho o booth do micro logo ao meu lado, gravo parte a parte, monto tudo e está pronto. E assim faço tudo sozinho, sem ter a pressão do tempo ou de outra pessoa. Dantes, passava grande parte do dia a comunicar com as pessoas, mais do que propriamente a gravar coisas que queria. Investi, durante a pandemia, em retirar o tempo entre a minha ideia e o software. Não tenho uma grande sala, nem tão pouco insonorizada, não consigo pôr uma bateria gigante, nem tenho cinco ou seis prés para cinco ou seis microfones, mas consigo montar um kit de bateria e sacar um grande som. A minha ideia é ir adquirindo mais material, ter uma interface áudio maior e gravar tudo aqui.

Tens projectos para abrir o estúdio a outras pessoas?
Não me importaria de o fazer, aliás, já pensei nisso. Na verdade, naquela fase menos boa em que me vitimizava a toda a hora, comecei a comunicar. Ainda não tinha isto pronto e comecei a publicar imagens no Instagram, a dizer que ia fazer um estúdio aqui e tal. Então, a minha caixa de entrada do e-mail entupiu. Nem consegui responder a todas as pessoas. Tinha tanta coisa para ouvir que era impossível… Depois vim para cá, comecei a montar o estúdio e a perceber que ainda tinha montes de coisas para aprender e agora já sei responder em concreto: sim, quero abrir o estúdio a outras pessoas. Em primeiro lugar, para os meus amigos, alguns dos quais já tenho recebido, como o Tiago Nacarato, o Edu Mundo, etc. Numa fase posterior interessa-me bastante começar a produzir álbuns para outras pessoas.

Que características vês em ti enquanto produtor?
A mim interessam-me bastante os processos e os conceitos e toda narrativa à volta. Acho muito mais fixe fazer um álbum conceptual, mas mainstream, como o John Mayer, por exemplo. De repente, tens um álbum dos anos 1980 em 2021. Interessa-me a ideia da canção ter mais do que um layer. Interessa-me que venham cá os meus amigos e que esses amigos tragam outros artistas e que isso me faça explorar a partilha e exponenciar o que já sei.

Se chegas com uma ideia, és louco, se chegas com uma ideia e 5 ou 10 mil euros, és um génio!

O facto de teres um homestudio e uma produtora torna-te mais independente, quer administrativamente, quer artisticamente, ou vais manter relações com intermediários?
Libertei-me das editoras em 2018. No meu primeiro LP, “Fragmentos”, trabalhei com a Sony. Fiz o mesmo com as agências, trabalhei com a Ruela Music e com a Primeira Linha. A verdade é que não me identifico e quis cortar com os intermediários. Agora edito e agencio o meu próprio trabalho, mas também devo dizer que não gosto muito de tocar muito ao vivo. Gosto de ir tocando, mas depois também me canso um bocado das minhas músicas. Não consigo compreender como é que há artistas que tocam o mesmo tema durante 30 anos. Quer dizer, eu adoro tocar, claro. Não gosto é de tocar por tocar, não gosto de o fazer sem intenção. Não quero ter de tocar porque preciso de guita. O meu anti-manager costuma dizer que a arte é demasiado bela para se viver dela. E eu acredito nisso. Posso ganhar dinheiro a tocar, mas também posso fazer outras coisas, e é nesse sentido que chega a produtora. Investi no estúdio, mas também investi em aprender fotografia e vídeo e estou nessa senda. Decidimos fundar a produtora, porque tenho muitos amigos músicos e achámos que tínhamos muita coisa a dizer nesta área da estética e da sinestesia. E até espiritualmente, porque se podem traduzir em palavras uma série de coisas que não se traduzem só na música. E é espectacular, porque me posso exprimir de forma dupla, com áudio e com vídeo. O que faço agora é muito mais eu. És um electricista quando dedicas todo o teu tempo à electricidade e és um artista quando dedicas todo o teu tempo à arte. Agora, sinto-me um artista. A maior parte do meu tempo é procurar novas ideias e transformá-las em algo palpável. Estar aqui dá-me essa liberdade toda.

Mas o trabalho de backoffice nem sempre é apetecível… e retira liberdade à parte criativa, ou não?
A verdade é que vou fazendo o meu trabalho administrativo a meias com o meu anti-manager, o João Francisco Fonseca, um gajo que era manager do Rão Kyao, entre outros, e que percebeu que o management não dava guita. Fundou uma agência de comunicação chamada Arenas e está a acompanhar-me. Chamo-lhe anti-manager, porque ele é a antítese do manager. Ele é frontal, diz o que pensa, mostra o que sente, ao contrário dos managers, que pensam e sentem, mas não o mostram, nem dizem. Toda a gente é muito polida… Não há estrutura de promoção em Portugal. Não me identifico. Estou a tentar descobrir fórmulas novas. E também acredito que os músicos conseguem deitar abaixo a hegemonia das figuras editora, agência e rádio. O país é muito pequeno. Se os músicos se unissem em vez de competirem ou se preocuparem com prémios, tudo seria diferente. Partilha e entreajuda é o que falta neste meio. O que interessa é o valor de mercado e não o valor artístico. E eu não me identifico com essa forma de ver as coisas. As coisas já se estão a equilibrar um pouco mais: há muitos mais miúdos a fazerem coisas óptimas e há a possibilidade de os artistas receberem dinheiro proveniente das plataformas de streaming, que ainda é ridículo e residual, mas pronto… Interessa-me inventar uma nova estratégia para podermos ser músicos e um bocado mais livres, porque se for para ser músico e fazer o que todos fazem, não vale a pena. Interessa-me marcar uma nova identidade, voltar à minha essência e cortar os intermediários, mas não ter de estar dependente. E lançar apenas aquilo em que acredito, gostem ou não. Desde que eu goste e me sinta identificado. Nesta sociedade, se chegas com uma ideia, és louco, se chegas com uma ideia e 5 ou 10 mil euros, és um génio!

Receias ficar refém de tanta independência?
Não. Além do que já referi em relação aos intermediários, muito do que me faz querer ser independente é o facto de andar a sentir que a maior parte da malta, quando está, por exemplo, numa sala de ensaios, não está lá. Não quero obrigar ninguém a estar. Se um músico não está a sentir o que está a tocar, para que é que está aqui? Para ganhar 150 euros? Entretanto, construí uma equipa que está sempre comigo: Gui Salgueiro (piano), Pedro Costa Serralheiro (bateria), João Hasselberg (baixo), Vasco Teodoro, (técnico de som), Gonçalo Oliveira (técnico de luz) e David Rodrigues (roadie). Quero estar e tocar com malta que goste das minhas canções.

E contas tocar nos próximos tempos?
Enquanto o mercado brasileiro não me abrir totalmente as portas, porque já vou sentindo alguma abertura, até pelas estatísticas do Spotify e do Instagram, vou tocando por Portugal, mas não muito.

E depois de “Oh Meu Amor”, já tens mais canções prontas?
Já tenho várias e também algumas participações confirmadas, como a do Edu Mundo, André Viamonte, os Black Mamba, a Artéria FM (Fabíola), entre outros. São pessoas que vêm cá e me dão mais luz e ainda mais força para puxar esta narrativa para Portugal, a narrativa da partilha, de nos juntarmos e vermo-nos enquanto iguais. No disco novo vou ter dois covers, o “Estou na Lua”, dos Lunáticos, e o “Uma Pequena Flor”, dos Entre Aspas, numa clara ideia de voltar à infância. O disco vai chamar-se “Fugacidade”, é uma palavra que inventei inspirada no facto de estar a fugir à cidade e/ou estar a fugir à mentalidade que reina nesse sítio, a cidade, que tem ver com uma ideia de ser-se fugaz. Mas atenção, eu adoro a cidade, adoro Lisboa e o Porto e, na verdade, vou muitas vezes a Lisboa. Até porque quero estar por dentro, interessa-me estar com as pessoas e de chegar a elas. É que incomoda-me o facto de estarmos cada vez mais robotizados. Apetece-me dar chapadas em algumas pessoas. Dizer-lhes: “Acordem!” Não és só a tua representação social, não és só o caixa do supermercado… O meu disco anterior fala muito disso, de vivermos de uma forma tão efémera que já nem nos lembramos de cozinhar, apenas nos lembramos das plataformas de entrega de comida em casa, etc. Há malta que passa a vida a trabalhar para corrigir isso, tipo, como têm dinheiro, não cozinham, mandar vir para casa… A sociedade está assim. Quando te afastas, sem seres fundamentalista, consegues parar para ver de fora sem lá dentro ficar.

Lista De Equipamento
Mac Mini Chip M1
MacBook Pro M1
Logic Pro X
2x Pré-amps SSL 2+
Microfone Neumann TLM 103
Microfone Electro-Voice RE20
Microfone Fita HALO Sontronics
SUB Yamaha HS8
Amplificador Fender Bassman
Fender Stratocaster
Ibanez Jazz Artcore 60’s
2x Speakers ADAM A7X
MPD AKAI
MPK MINI AKAI
MASCHINE MIKRO
Teclado MIDI KOMPLETE 49
Cabos Fender

Primeira Produção Totalmente Independente

“Oh Meu Amor” é o título da nova canção de Janeiro, que reflecte a sua nova forma de viver ainda mais relaxada, devagar, perto da floresta e fora da confusão da cidade. Depois de montar o seu homestudio em Melides, onde vive com Daniela Gandra – a quem declara o seu amor neste novo single -, decide trabalhar a partir de casa e assumir pela primeira vez a produção integral da sua música. Ambos fundaram uma produtora audiovisual, cujo primeiro projecto é o videoclipe que se segue – ambos criaram, escreveram, realizaram, filmaram e editaram. A vida de Janeiro (re)começou aos 27.

FENDER