Entrevista ROYAL BLOOD:  A obsessividade de Ben Thatcher

Entrevista ROYAL BLOOD: A obsessividade de Ben Thatcher

Inês Barrau

Na passagem da banda por Lisboa em 2015, a Arte Sonora esteve à conversa com o baterista que nos falou do seu som e das sessões de gravação do álbum de estreia.

Há uns anos atrás, Mike Kerr e Ben Thatcher eram uns putos de vinte e poucos anos e fizeram o que muitos putos fazem: começar uma banda, tocar rock n’ roll. Uns anos depois, fizeram o que muito poucos putos fazem: receber um BRIT Award, para melhor grupo britânico, das mãos de Jimmy Page! A parede de baixas frequências de Kerr e a batida simples e barbárica de Thatcher tornaram os Royal Blood num fenómeno à escala global.

O baterista dos Royal Blood tornou-se endorser da Gretsch Drums no momento em que se dava a transição da marca de Brooklyn para um novo owner. Da Fender, passou para a posse da DW. Curiosamente, antes de usar uma Gretsch Renown Maple (lindíssima, diga-se), Ben Thatcher usava um kit DW Collector’s.

«A DW faz grandes baterias, a Gretsch faz grandes baterias. Penso que é um grande passo para a Gretsch, regressar a esse ambiente. Vou continuar o endorsement, é fantástico». Aliás, o baterista está mesmo a desenvolver um novo kit com a marca…

No final, as questões das ferramentas mais sensíveis ao desgaste. Numa digressão, como a que trouxe os Royal Blood ao Coliseu dos Recreios, que peles e baquetas são indispensáveis para o músico?

«Na verdade, não sou esquisito com isso. Ao crescer tocava com qualquer coisa. Baquetas estranhas, tamanhos estranhos, não importava. Mas acabei por acostumar-me às peles Evans, que são muito resistentes e soam bem, mesmo com algum desgaste. As baquetas são Promark. Mas, repito, não é aquilo que mais me importa, é apenas o que uso», conclui Ben Thatcher.

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