ENTREVISTA | Teresinha Landeiro: Quem Disse Que é Preciso Ter Alma Velha Para se Respirar Fado?

ENTREVISTA | Teresinha Landeiro: Quem Disse Que é Preciso Ter Alma Velha Para se Respirar Fado?

Nuno Sarafa

Tem 25 anos, 13 de Fado, dois discos, escreve as suas próprias letras, quer o mundo todo, mas tem os pés bem assentes no “Agora”. Vamos conhecer Teresinha Landeiro, uma das promessas deste Património Imaterial da Humanidade que é o Fado.

Nasceu há 25 anos em Azeitão, onde cresceu. Ouviu Fado pela primeira vez aos 11 e, apenas um ano depois, no dia do seu aniversário, foi ver Ana Moura à Casa de Linhares, em Lisboa. No final da actuação de uma das suas almas inspiradoras, encheu o peito e cantou ao lado de Jorge Fernando. Mal sabia (ou talvez soubesse) que esse seria o ponto de viragem na sua vida.

Quatro anos depois, com apenas 16 primaveras, e depois de uma importante conversa com Hélder Moutinho e Carminho, passou a frequentar a Mesa de Frades, onde a fomos ouvir cantar há poucas semanas. Pouco tempo depois, já fazia parte do elenco da mítica casa de fados de Alfama. E assim começava uma (não assim tão estranha) forma de vida.

Das casas de fados aos palcos maiores – como a estreia no Pequeno Auditório do CCB -, passando pela assinatura de um contrato com uma grande editora, foi um curto passo (gigante). Estreia-se nos discos aos 22 anos, com “Namoro”, e continua a não passar despercebida. Três anos volvidos, edita “Agora”, um disco com 10 canções, sete das quais com letras da própria fadista.

«Neste disco, revejo-me em cada segundo, em cada nota, em cada palavra. Trago Fado, porque esse será de ontem, de hoje e de sempre, mas também trago outras sonoridades pelas quais me apaixonei pela forma como tocam o meu coração. Afinal de contas, o Fado é exactamente isso, sobre sentir e fazer sentir. Neste meu coração fadista houve espaço para um bocadinho de jazz, um leve ritmo de samba e até algumas canções».

Em Junho de 2020, abriam-se as portas dos Estúdios Atlântico Blue, em Paço de Arcos, onde o engenheiro de áudio Fernando Nunes a esperava para a gravação do disco composto durante um proveitoso retiro musical na Ericeira. Pedro de Castro (produziu, arranjou e tocou guitarra portuguesa), André Ramos (viola) e Francisco Gaspar (baixo) foram os músicos que a acompanharam nas sessões. Mas não foram os únicos. “Agora” tem uma homenagem a Celeste Rodrigues, uma parceria com a Roda de Samba, o jazz de João Pedro Coelho e o talento de Gaspar Varela.

Agora que o disco está cá fora, é tempo de o levar até aos palcos. A apresentação oficial do álbum terá lugar algures em Lisboa no segundo semestre deste ano. Até lá, podem vê-la e ouvi-la, no Teatro Tivoli BBVA, a 01 de Julho. Senhoras e senhores, Teresinha Landeiro. Silêncio, que se vai cantar o Fado.

Tens 25 anos de idade, mas já contas muitos anos de palco…
Sim, verdade, já comecei há uns anos. Tinha 11 anos quando ouvi fados pela primeira vez, em casa dos meus pais. Depois, uma amiga da minha mãe que era familiar do António Melo Correia, que foi um fadista muito conhecido, ouviu-me cantar música ligeira portuguesa e disse que eu devia cantar fado. No dia em que fiz 12 anos, a minha mãe levou-me a uma casa de fados pela primeira vez, em Lisboa, na Casa de Linhares, que era onde cantava a Ana Moura. Eu era fã dela e fui lá ouvi-la. No final, fui falar com a Ana Moura e disse-lhe que cantava as canções dela em casa e o viola dela da altura, o Jorge Fernando, perguntou-me se queria cantar, aceitei, embora a minha mãe não quisesse, mas cantei e essa foi a primeira vez que o fiz em público. A partir daí, foi um caminho que se foi construindo até chegar à Fábrica do Braço de Prata, onde conheci o Hélder Moutinho e a Carminho, que me disse que devia ir à Mesa de Frades para a ouvir cantar. Comecei a lá ir e depois tornou-se um vício que ficou e nunca mais saiu. Nunca mais parei. Até que entrei no elenco da Mesa de Frades com 16 anos.

E a partir daí as coisas começam a ficar mais sérias.
Sim, foi nessa altura que a Sony Music me convidou para assinar e gravar um disco, foi nessa altura que comecei com os meus concertos a solo. O meu primeiro concerto foi no Pequeno Auditório do CCB, com 18 anos, e depois foi tudo acontecendo de forma gradual e natural.

Nasceste e cresceste em Azeitão. É a prova de que não é preciso ser de Alfama ou da Mouraria para se respirar fado.
Não. Basta ter uns pais queridos e com muita paciência como os meus [risos]. Durante seis anos, até aos meus 18, os meus pais foram comigo aos fados todos os fins-de-semana. Mesmo depois de eu ter carta de condução! Ainda vão, mas já não é por obrigação, vão porque gostam. Mas morar longe do epicentro do fado não é, de todo, um impedimento. Bom é ter alguém que nos ajude e apoie nesta loucura.

Não vejo qualquer problema numa pessoa da minha idade escrever letras para fado

Da estreia com “Namoro” até ao mais recente “Agora” passaram três anos. O que é que mudou mais em ti neste tempo?
Sinto que mudei muito em vários aspectos, quer em termos pessoais, quer em termos profissionais. Tenho novas histórias para contar. Ainda sou uma miúda, mas sinto que tenho agora outra maturidade. O primeiro disco saiu quando tinha 22 anos, mas foi preparado quando tinha 20. É um disco com cinco anos de história. Pelo meio, fiz uma viagem ao Vietname. Antes de fazer este segundo disco estava um pouco baralhada, não sabia muito bem o que queria fazer, qual a mensagem que queria passar e essa viagem fez-me conhecer uma Teresa que não conhecia, que consegui transportar para a Teresinha. Se me sinto mais Teresa ou Teresinha? Não sei muito bem. Gosto de acreditar que sou mais Teresa e depois transporto-me para a Teresinha. Sou duas pessoas diferentes, pelo menos tento fazer isso na minha vida pessoal. Tento fazer outros esquecerem que sou a artista por detrás da pessoa. Mas, voltando à viagem, fez-me perceber que afinal sou capaz de fazer qualquer coisa, fez-me descobrir que sou corajosa e aberta para o mundo e com um olhar mais global. Vim de lá com imensa vontade de compor, de escrever e de falar de outras coisas que não apenas sobre mim, deixar de falar sobre o que sinto, mas falar antes sobre o que os outros possam sentir. Sempre com o olhar de alguém com 25 anos. Não posso querer escrever com uma sabedoria imensa, porque não a tenho, mas tento olhar para fora de mim e ver o mundo um pouco mais distante daquilo que sou. É o que acontece em algumas canções deste disco.

Das 10 canções, sete têm letras tuas. O que é que se responde àquelas pessoas que defendem que é preciso ter muita vida/experiência/sofrimento para se escrever para fado?
Ao longo dos anos tive o prazer de poder contactar com fadistas enormes como a Celeste Rodrigues, o João Braga, o Rodrigo, a Beatriz da Conceição, etc, e o que fui aprendendo e retendo é que o fado fala da vida. E todos nós vivemos, independentemente da nossa idade. Naturalmente, a vida não é sempre feliz e só nos apercebemos disso com a idade, quando começamos a sofrer mais do que gostaríamos ou quando perdemos pessoas e por isso é que o fado tem uma carga mais pesada, porque fala da vida. E o ser humano tem muito mais tendência para registar as coisas más do que as coisas boas. Os portugueses são muito assim. Fazemos sempre um drama de tudo o que de mal nos acontece. Então, acho que uma pessoa com 20, 25, 30, 35 anos tem as suas próprias vivências, consoante a sua idade, portanto, não vejo qualquer problema numa pessoa da minha idade escrever letras para fado.

Quando é que despertaste para a escrita?
Escrevi a primeira letra com 13 anos e foi sobre um desgosto de amor que tive. Desabafei a escrever. Nessa altura, não a cantei, mas depois comecei a escrever mais e pensei que devia cantar as minhas letras. Até porque estavam sempre a massacrar-me que as letras dos fados eram muito pesadas e eu, ao cantá-las, não as conseguia sentir. Portanto, pensei que se começasse a cantar as minhas próprias palavras já ninguém me poderia dizer isso. Foi assim que comecei, foi quase como uma defesa contra o que as outras pessoas poderiam dizer. Por isso, acho que qualquer pessoa pode escrever desde que sinta que tem alguma coisa para dizer. Não sou daquelas pessoas que ficam horas à frente do caderno à espera que saia qualquer coisa. Às vezes vou no carro ou na minha vida e lembro-me de coisas sobre as quais gostaria de falar. E aponto. E depois há um dia em que vou escrever. Há outros dias em que acordo com uma ideia, pego no caderno e começo logo a escrever. Não tenho uma fórmula. Mas não me obrigo a compor. É sempre uma coisa natural.

Não posso querer ter a tristeza de uma pessoa com 50 anos, mas também já tive os meus desamores

O que significa que não sentiste qualquer constrangimento ou medo antes de te atirares à escrita deste teu novo disco?
Não, de todo. Já o tinha feito no primeiro disco. Sem medo. Ainda um destes dias estava a falar com o João Braga e disse-lhe que canto as minhas coisas, não são grandes poemas, aliás, nem são poemas, são letras, mas ao menos são as minhas e entendo-as. Ele disse-me que o importante é passar uma mensagem e, se a mensagem chegar às pessoas, está tudo bem, é tudo válido. O feedback tem sido muito bom, mesmo outros fadistas perguntam-me muitas vezes de quem são as letras que canto e elogiam-me sempre. Portanto, vou continuando…

A tua narrativa nem sempre é autobiográfica…
Não. Uma grande parte, sim. Diria que metade deste disco são coisas sobre mim e sobre a minha vida. O resto, não. O resto é aquela minha vontade de falar sobre coisas relacionadas com os outros, mas que no fundo acabam por ser relacionadas comigo, pois é a forma como vejo essas coisas. Por exemplo, quando falo em “O Tempo”, é a minha forma de ver o tempo. Quando falo em “Amanhã”, é uma descrição sobre a falta de tempo e a correria das pessoas e o deixar tudo para o dia seguinte, isso acontece com toda a gente, mas na canção é tudo dito sob o meu ponto de vista. O tema “Batom” fala de um romance numa festa, numa noite, não é uma história verdadeira, mas poderia muito bem ser, qualquer pessoa já viveu algo do género. Só consigo falar de coisas que vivi ou que já estive perto de viver e sentir, mesmo que não sejam histórias minhas.

Mas, em termos de mensagem, o que é que queres realmente dizer com este disco?
Quero dizer que o fado pode ser cantado por pessoas de várias idades e o que sinto é que não temos de ter pressa para ter mais idade. Quero muito deixar presente que este “Agora” sou eu agora, com 25 anos, com a luz que tem uma pessoa com a minha idade, com as tristezas, as alegrias, etc. Por isso lhe dei este título. Se calhar, daqui a 10 anos vou olhar para este disco e achar que não faz sentido nenhum. Mas hoje, neste dia em que falamos, faz todo o sentido. É esta mensagem que quero passar. Histórias de amor que não correram bem, outras que ficaram resolvidas de forma leve e rápida, uma visão de alguém que começa a ter uma preocupação sobre o que é o mundo e o que são as pessoas e como se ligam umas como as outras. Uma noção do que é a Humanidade e o Humanismo, do respeito entre as pessoas. O fado pode ser cantado por pessoas com 25 anos sem pressa de terem 50, podem ter uma imagem jovem e ter peso quando é necessário, ter a tristeza que uma pessoa da minha idade pode ter. Não posso querer ter a tristeza de uma pessoa com 50 anos, mas também já tive os meus desamores. É um espelho da minha geração e espero que a minha geração se possa rever no fado de vez em quando.

Não és, portanto, uma “alma velha” num corpo de uma jovem.
Há quem diga que sim, pela forma como canto [risos]. E isso não é mau, não fico chateada com isso. Até vejo como um elogio, mas quero muito que as pessoas sintam que uma pessoa com 25 anos pode cantar com intenção. Não é preciso ser uma “alma velha”, tem é de se sentir e ter uma história para contar, é mais por aí.

Revês-te nesta nova geração de fadistas que introduzem outras linguagens na sua música ou identificas-te mais com um certo conservadorismo ou tradição no fado?
Essa pergunta é complicada de responder, porque não quero ferir as susceptibilidades de ninguém. Sou naturalmente uma chata do fado, porque sou muito tradicionalista, mas acredito que as fusões com outros estilos não têm qualquer problema. O que é preciso é ter cuidado com os nomes que lhes dás, ou seja, não se pode querer vender uma coisa como se fosse fado quando não o é. O que está a acontecer agora é que essa linha, que é muito ténue, e que separa o que é o fado do que não é, está a começar a desvanecer. E o que acontece é que daqui a 20 anos já não se vai saber exactamente o que é que é fado, porque tem havido um boom de reinvenção. Pegando no meu disco, quando canto fados, tento que sejam fados e ponto final. Claro que tenho temas que são mais canções do que fado, mas o fado canção também é fado, assim como as marchas populares. Mas quando ponho uma roda de samba ou um piano de jazz não lhe posso chamar fado. Essa é que é a questão. O que sinto é que muitas pessoas da nova geração, e muitas ainda respeitam muito o fado tradicional, têm de ter a consciência de que quando põem uma bateria, por exemplo, aquilo já não é fado, é uma fusão. Não tem problema nenhum, não é grave, não é um crime, é válido, mas têm de ter cuidado com o que é que lhe chamam. Isto é o que ouço desde que comecei a cantar e é esta a mensagem que tento transportar.

Dos 10 temas do teu novo disco, há dois que se afastam do fado. “Batom” é um samba e “Desculpa” tem toques de jazz. Não temes que esses dois momentos desvirtuem um pouco aquilo que é, na sua essência, um disco de fado tradicional?
Ao longo destes últimos dois, três anos, fiz vários projectos, alguns com malta do jazz, como o Ricardo Toscano, o Romeu Tristão, o João Pedro Coelho, que toca [piano] no disco, e comecei a ter uma relação mais próxima do jazz e acabei por cantar com eles. Sempre que cantei nesse projecto – O Fado Convida o Jazz – nunca tentei ser jazz, nem fado. Depois, fiz uma coisa com a Roda de Samba, que era Se o Fado Virasse Samba, em que cantava fados tocados pela Roda de Samba. Apaixonei-me pelo género, comecei a pesquisar e, quando ouvi esta música [“Batom”] que o Pedro [de Castro] fez, fez-me lembrar um pouco uma marcha, e as marchas populares fazem parte dos fados. No Brasil, há um estilo musical muito parecido com a marcha popular, que é o frevo, então achei que seria interessante passar o tema para uma espécie de marcha frevo, mas depois lembrei-me de transformar o frevo em samba e assim surgiu a ideia de convidar a Roda de Samba para participar. E aqui voltamos ao meu agora, isto é, esta sou eu agora. Isto é o que faz sentido para mim agora. Mas há outra questão: quem não é realmente dos fados, olha para o meu disco e vê-o como um disco de fado tradicional do princípio ao fim, mas quem é dos fados sabe que não é um disco de fado tradicional. Isto é uma questão de linguagem. Para o público em geral, este é um disco de fado tradicional, porque as nuances são muito pequenas, mas a verdade é que não é um disco de fado tradicional. Tem fados, tem algumas canções e tem esses dois temas [“Batom” e “Desculpa”] que saem da linha mais tradicional. Percebo perfeitamente o que dizes, no sentido de que esses dois temas podem destoar, mas a forma como os encaixo no disco é: esta sou eu agora e eu gosto muito de samba! No caso de “Batom”, fez-me muito sentido convidar a Roda de Samba para tocar esta música e incluí-la no disco. E, além disso, está lá o trio de fado por baixo daqueles instrumentos todos. Gosto muito do resultado.

O que sei é que não quero, nunca, vender gato por lebre

Faz parte do teu plano manteres-te no fado ou, tendo em conta esse gosto e apetência por géneros como o samba e o jazz, fazeres um dia destes um disco completamente diferente destes dois que já editaste?
Nunca pensei muito sobre isso, mas é óbvio que gosto de cantar outras coisas. Se me perguntares o que gosto mais de cantar, respondo: fado. É aquilo que sei fazer. Mesmo quando canto outras coisas aquilo fica sempre meio afadistado. Mas não te garanto que não farei, um dia, um disco com outra formação musical. O que sei é que não quero, nunca, vender gato por lebre. Se acontecer, será a Teresinha, que por acaso é fadista, a cantar outros géneros musicais. Nunca fazer passar isso por fado, esse é o meu maior medo e é o que quero deixar sempre muito claro. Podemos fazer tudo desde que no lugar certo e rotulado da forma certa. Claro que estas fusões também puxam para o disco outras pessoas que não estão identificadas com o fado, isto também é uma forma de trazer outras pessoas para o meu disco. É, no fundo, um meio para se atingir um fim. Mas de certeza de que irei passar por outros sítios, adorava fazê-lo, colaborar com outros artistas, por exemplo, que é super enriquecedor. Mas rotulado sempre da forma certa.

Como foi o processo de construção deste disco?
As três letras que não são minhas já existiam, são de três grandes fadistas e são uma espécie de homenagem à Beatriz da Conceição, à Hermínia Silva e à Fernanda Peres, para além de uma das pessoas que mais me influenciou, a Celeste Rodrigues, no tema final [“O Meu Xaile”, com participação do sobrinho bisneto de Celeste, Gaspar Varela]. As outras canções têm letras minhas. Umas encaixei em fados tradicionais que já existiam, há uma [“Desculpa”] em que arrisquei fazer uma melodia e nas restantes cinco foi o Pedro de Castro, produtor do disco e músico que toca comigo guitarra portuguesa. Tudo surgiu muito naturalmente. Fomos para a Ericeira fazer um retiro musical durante três dias e foi lá que nasceram muitas das canções e onde alinhavámos o disco. O Pedro [de Castro] foi compondo e o André Ramos [viola] e o Francisco Gaspar [baixo], que também tocam comigo há muitos anos, foram dando o seu contributo. Foi um verdadeiro trabalho de equipa e fechado dentro do nosso círculo, não há compositores de fora. Foi fácil nesse sentido, não procurei nada nem ninguém e tudo foi acontecendo de uma forma muito natural. Embora o Pedro seja o produtor, este foi um trabalho de equipa, pois todas as pessoas que participaram deram um contributo gigantesco. E o resultado final deixou-me muito feliz.

Resultado final que pode ser conferido no player que se segue.

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