Ergon Guitars, Um Pouco de Portugal na NAMM 2017

Ergon Guitars, Um Pouco de Portugal na NAMM 2017

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Pela primeira vez na NAMM Show, a convite da organização, o luthier português mostrou três modelos, as guitarras “Lisboa” e “Porto” e o baixo “Cintra”, na Booth Boutique Guitars que reunia alguns dos criadores mais excitantes e singulares no universo da construção de guitarras.

A máxima de que não há duas guitarras iguais é levada ao extremo na filosofia de Adriano Sérgio para a sua marca, a Ergon Guitars. Cada nova guitarra é uma evolução ao que foi a anterior, diz o luthier do seu trabalho, através de um controlo cada vez maior na qualidade de produção e na definição dos seus objectivos.

O factor humano é muito importante. As pessoas gostam das minhas guitarras porque conseguem ver uma relação entre aquilo que sou e aquilo que faço.

Ciente do seu papel pioneiro, numa cultura que começa agora a dar os primeiros passos em Portugal, Adriano Sérgio reconhece que o preço das suas guitarras pode ser algo elitista, mas que estas reflectem toda a devoção e auto-exigência com que se entrega à sua construção. Uma filosofia que se traduz na forma como as pessoas olham as próprias guitarras, identificando nelas a própria essência do seu criador.

As Ergon Guitars usam madeiras licenciadas, cuidadosamente seleccionadas, electrónica nacional (como é o caso dos pickups SB Custom) ou estrangeira, com filosofias similares de produção anti-massificação. O controlo de qualidade é também ajudado por vários músicos nacionais. Adriano Sérgio afirma com regozijo que, finalmente, «em Portugal começa a aparecer o orgulho de coisas feitas “aqui” que estão a ser faladas e reconhecidas fora de Portugal», acrescentando que a sua presença na NAMM Show e o reconhecimento do seu trabalho motivou perguntas e interesse sobre o próprio país e os seus construtores.

Na entrevista em vídeo (dispara o player em baixo) Adriano Sérgio apresentou-nos, brevemente, os modelos Ergon Guitars que trouxe à exposição, as guitarras Lisboa e Porto e o baixo Cintra, e fez-nos uma síntese desta primeira experiência.