Na mesma carruagem que o Westway Lab

Tiago da Bernarda

A australiana Suzie Stapleton e Surma subiram a bordo do intercidades para um showcase único. Vê aqui o vídeo.

A bordo de um intercidades, entre duas carruagens, juntou-se ali a essência do Westway Lab, mas em ponto pequeno.

Era lá onde parte dos convidados musicais, tal como os oradores e a organização se juntaram para seguir caminho para Guimarães, onde irá decorrer a 3ª edição do festival de 14 a 16 de abril.

Numa ponta, encontrava-se Suzie Stapleton, a artista australiana de botas, chapéu e umaLes Paul preta bem vistosa, que irá actuar no Centro Cultural Vila Flor no dia 16, e Surma, uma nova aposta da música portuguesa de porte pequeno mas com um rig imenso. O palco era um pouco instável e apertado, mas isso não as impediu de atrair os passageiros que por lá passaram.

Serve também como cartão de visita para que os profissionais lá de fora possam provar um pouco das nossas iguarias musicais.

Na carruagem seguinte estavam os oradores convidados. O luso-descendente Charles Caldas, CEO da Merlin, a agência global de direitos digitais para o sector mundial das editoras, assim como os representantes do BIME (Bilbao International Music Experience) – Music Managers do País Basco.

O conceito do Westway Lab é simples, mas apesar de estar já na sua 3ª edição, ainda convém ser relembrado: um espaço híbrido que se assume como um festival e uma plataforma/lobby multinacional para bandas, agentes musicais, editoras, e profissionais dentro da indústria discográfica em geral, poderem trocar ideias, pareceres e impressões a partir de uma abordagem semiformal. Serve também como cartão de visita para que os profissionais lá de fora possam provar um pouco das nossas iguarias musicais.

As pessoas ficam maravilhadas com Guimarães.

Pedro Oliveira da GDA, e Nuno Saraiva da AMAEI e WHY Portugal, parceiros na organização do Westway Lab, sentavam-se com os oradores convidados, que tinham acabado de apresentar um cheirinho do que iriam falar em Guimarães ao seu público lisboeta constituído por managers de projectos musicais portugueses.

«Guimarães continua a ser a conferência principal. Hoje foi só um aquecimento para alguns dos managers que não vão a Guimarães», garante Nuno Saraiva. «Há intenções de fazer coisas da mesma natureza em Lisboa, mas a Westway pertence a Guimarães.»

E pouco tempo antes do comboio chegar ao Entroncamento, disse à Arte Sonora, «Sinto, nos roteiros e feiras internacionais, que há muita sede e interesse em conhecer melhor Portugal. Como Portugal nunca teve um evento desta natureza, existe essa curiosidade. E depois há aquela coisa fabulosa que temos, em que um profissional vem ao Westway Lab, e que não é como ir ao Midem ou ao SXSW. Portugal tem um carisma e um acolhimento que conduz muito bem a conversa. As pessoas ficam maravilhadas com Guimarães.»

Mais informações sobre a edição deste ano do Westway Lab aqui.

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