Os Grandes Discos Internacionais Até ao Final de 2021

Os Grandes Discos Internacionais Até ao Final de 2021

Davide Pinheiro

Depois do calendário de música nacional, no que respeita a álbuns, eis os novos lançamentos discográficos esperados até ao final de 2021. Metallica, James Blake ou Coldplay, entre outros – um final de ano com discos para todos os gostos.

Já lá vai o tempo em que o verão era sinónimo de férias nos calendários editoriais. Sobretudo num biénio quase despido de festivais e outros acontecimentos ao vivo, a importância da música gravada recrudesceu – Billie Eilish, Lorde, The Killers e Prince são casos recentes, assim como o impacto tremendo das sextas do Bandcamp – mas é justo reconhecer que, enquanto em 2020 a máquina pop quase não teve tempo para travar, em 2021 sentiu-se um abrandamento, motivado pelo impasse na retoma global de concertos e festivais.

Numa indústria interdependente como é a da música, todos os sectores são afectados, apesar de números crescentes como os do streaming ou da venda de discos em vinil poderem sugerir que não. O que esperar então dos últimos meses do ano?

Um pouco de tudo, dos emergentes aos instituídos, dos campeões de vendas aos aclamados pela crítica. Já chegaram “Certified Lover Boy”, o desejado e adiado novo álbum de Drake, apresentado pelo single Laugh Now, Cry Later, de há um ano; “Senjutsu”, primeiro álbum dos Iron Maiden em seis anos, que reacende o culto da extensa legião de fãs da banda; e há ainda a realçar para “Sometimes I Might Be Introvert” da rapper inglesa Little Simz, foi recebido como um dos melhores do ano.

Este é, aliás, um mês de grande agitação. A chegar estão “The Metallica Blacklist”, uma vénia ao clássico “Black Album” dos Metallica assinada por um avião de nomes de primeira classe como Elton John, Miley Cyrus, St. Vincent, Royal Blood, Mac DeMarco, Idles e Kamasi Washington; a estreia em longa-duração do rapper Lil Nas X com “Montero”; o primeiro álbum da diva disco Diana Ross em quinze anos (“Thank You”) e da banda trip-hop Sneaker Pimps em vinte (“Squaring The Circles).

Há também regressos importantes como os dos Low (“Hey What”) e José Gonzalez (“Local Valley”). E não se pode ignorar a estrela country-pop Kacey Musgraves que tem no álbum-filme “Star-Crossed” uma das grandes apostas até ao final do ano, depois da aclamação generalizada de “Golden Hour” (2018).

Os primeiros sinais do Natal chegam no primeiro dia de Outubro com “Love For Sale”, o segundo romance de Lady Gaga com Tony Bennett, depois de “Cheek To Cheek” (2014), e muito provavelmente o último do crooner, que luta contra o Alzheimer. A doença já o obrigou a reformar-se dos palcos.

Adiado um mês devido ao atraso na produção do vinil, “Friends That Break Your Heart”, de James Blake promete viver entre o pranto emocional e a euforia da chegada. “Music For The Spheres” dos Coldplay e “=” de Ed Sheeran prometem assalto às tabelas, sem esquecer “Optimist” de Finneas, o irmão e escritor das canções de Billie Eilish.

Avistam-se ainda regressos como o de Santana (“Blessing and Miracles”), que aposta na repetição da dupla com Rob Thomas no single “Move”, dos Duran Duran (“Future Past”), e de Jerry Cantrell, dos Alice In Chains, com “Brighten”. “Talk Memory” dos Badbadnotgood, “Far In” de Helado Negro”, e “I Don’t Live Here Anymore” dos War On Drugs são novidades à medida dos melómanos.

“Let It Be”, dos Beatles, vai ser reeditado e arrumado em cinco(!) discos, com inéditos e novas misturas. E há o segundo volume de raridades e lados B de Nick Cave & The Bad Seeds.

“Moral Hygiene” dos Ministry, o homónimo “Bullet For My Valentine”, “Existence Is Futile” dos Cradle of Filth, e “A View From The Top Of The World” dos Dream Theater são opções para saciar a fome de carne. Na aproximação do trap ao punk-pop (Blink 182, Sum 41), Young Thug traz o omnipresente baterista Travis Barker para “Punk”. Medo ou expectativa?

Entre as muitas transformações dos últimos anos, a de que tudo pode acontecer de um momento para o outro é uma delas. Talvez por isso, Novembro e Dezembro ainda estejam despidos. Daqui a algumas semanas, voltamos a falar mas, para já, podemos contar com o regresso de Aimee Mann (“Queens of the Summer Hotel”), “Things Take Time, Take Time” de Courtney Barnett, “The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows de Damon Albarn, a regravação de “Red” de Taylor Swift, ou “Raise The Roof”, de Robert Plant e Alison Krauss.

Continuamos a aguardar por notícias de Cardi B, Kendrick Lamar, FKA Twigs, The Weeknd, Megadeth, Rosalía, Smashing Pumpkins, e Travis Scott, além de todos os outros que ainda nem sonhamos.

CALENDÁRIO

10 de setembro

Diana Ross – Thank You

Kacey Musgraves – Star-Crossed

Low – Hey What

Metallica – The Metallica Blacklist

17 de setembro

Jordan Rakei – What We Call Life

José González – Local Valley

Lil Nas X – Montero

24 de setembro

Esperanza Spalding – Songwrights Apothecary Lab

I’ll Be Your Mirror (tributo a Velvet Underground & Nico)

1 de Outubro

Lady Gaga & Tony Bennett – Love For Sale

Ministry – Moral Hygiene

8 de Outubro

BadBadNotGood – Talk Memory

James Blake – Friends That Break Your Heart

15 de Outubro

Coldplay – Music Of The Spheres

Finneas – Optimist

Santana – Blessings and Miracles

The Beatles – Let It Be (reedição)

Young Thug – Punk

22 de Outubro

Bullet For My Valentine – Bullet For My Valentine

Cradle Of Filth – Existence Is Futile

Dream Theater – A View From The Top World

Duran Duran – Future Past

Helado Negro – Far In

Nick Cave & The Bad Seeds – B-Sides and Rarities Part II

Parque Courts – Sympathy For Life

29 de Outubro

Ed Sheeran – =

Jerry Cantrell – Brighten

The War On Drugs – I Don’t Live Here Anymore

5 de Novembro

Aimee Mann – Queens of the Summer Hotel

12 de Novembro

Courtney Barnett – Things Take Time, Take Time

Damon Albarn – The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows

Jon Hopkins – Music For Psychedelic Therapy

19 de Novembro

Robert Plant & Alison Krauss – Voyeurist

Taylor Swift – Red (regravação)

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