Vinil: 12”, 10” e 7”, As Diferenças

Vinil: 12”, 10” e 7”, As Diferenças

Nero

Para várias gerações o vinil não é algo que tenha regressado ou saído de moda. É a plataforma de ouvir música mais antiga, das que estão em uso corrente, ainda que tenha, de facto, perdido popularidade. Mas, para aqueles que não são assim tão, ou nem sequer pouco, “antigos”, o vinil pode encerrar tantos mistérios como, acreditem, termos como FLAC, AAC ou MP3 encerram para os pais de muitos.

Até 1948 os discos surgiam em vários tamanhos e com uma capacidade diversa de RPM (rotações por minuto). Então a Columbia Records lançou o primeiro LP, o formato que se tornou rapidamente no padrão industrial. Esse primeiro LP foi uma reedição de “The Voice of Frank Sinatra”, o primeiro álbum de estúdio de Sinatra, gravado em 1946. Isto na versão de 10’’ (aproximadamente 25 centímetros).

Na versão de tamanho padrão, o 12’’ (31 centímetros), o primeiro álbum de sempre foi o “Concerto in E Minor for Violin and Orchestra, Op. 64”, de Mendelssohn, conduzido pelo maestro Bruno Walter e com o virtuoso violinista Nathan Milstein, como solista. Em 1949, a RCA Records estreou o formato Single, de 17cm a 45 RPM e abriu as portas às jukeboxes.

Há vários formatos possíveis para a combinação do tamanho do diâmetro e para a quantidade de informação dentro do mesmo, mas o LP de 12’’, lido a 33⅓ RPM, estabeleceu-se ao ponto de ter mudado para sempre a música. Principalmente a partir dos anos 60, as bandas passaram a concentrar-se em planear as suas edições dentro da cronometria do LP e a criar álbuns coerentes. A era do álbum foi o início do apogeu do rock n’ roll.

Continua a ser possível combinar, da forma que se pretende, as polegadas ou centímetros de um vinil e as RPM. Contudo, hoje há, basicamente, 4 tipos clássicos de edição em vinil [LP, EP, Single e Maxi]:

Uma visita a uma loja lisboeta pode deixar-nos 30 paus mais pobres, mas duplamente mais felizes. O LP "Advaitic Songs", dos Om, e o duplo LP de Ensemble Pearl [com gente de Sunn o))) e Boris]

Uma visita a uma loja lisboeta pode deixar-nos 30 paus mais pobres, mas duplamente mais felizes. O LP “Advaitic Songs”, dos Om, e o duplo LP de Ensemble Pearl [com gente de Sunn o))) e Boris]

LP (abreviatura do inglês Long Play). Disco com 31cm de diâmetro tocado a 33⅓ RPM, com capacidade para um total de rotações que irão cronometrar cerca de 20 minutos. Se pensarmos que um vinil tem dois lados, então temos um total de 40 minutos (no máximo 56). 31cm é o tamanho mais recorrente, embora seja possível encontrar também várias edições de 25cm (10’’, como referido), estas são menos comuns, pois as bandas optam antes pelo EP, se não houver material suficiente para um LP. Quando as bandas, e há vários exemplos ao longo da história da música, ultrapassam essa cronometria nos seus álbuns opta-se pelo LP Duplo.

EP (abreviatura do inglês Extended Play). Disco com 17cm (7’’) de diâmetro tocado a 33⅓ RPM, com uma capacidade para um total de rotações que irá parar nos 8 minutos em cada lado. Hoje é mais comum encontrar EPs editados em 10’’ que LPs ou mesmo que EPs em 7’’.

SINGLE (do inglês Single Play). Disco, tal como o EP, com 17cm de diâmetro, mas tocado usualmente a 45 RPM. A sua capacidade normal gira em torno de 4 minutos por lado.

MAXI (do inglês Maxi Single). Disco com 31cm de diâmetro e que é tocado a 45 RPM. A sua capacidade é de cerca de 12 minutos por lado.

(No próximo artigo vamos perceber como é feito um vinil).