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Festival Música Viva 2026 regressa ao São Luiz com o tema “Insurgência” como mote

27/04/2026

Nesta 32ª edição, sob o tema “Insurgência”, a criação musical surge como um acto de confronto e recusa, propondo uma arte que questiona, expõe e desafia, em vez de procurar conforto.

O Festival Música Viva 2026 regressa ao Teatro São Luiz entre 28 de abril e 3 de maio, para a sua 32ª edição, assumindo-se como um espaço de resistência estética e ética num mundo marcado por crises profundas, desigualdades e desumanização.

Sob o tema “Insurgência”, o festival propõe uma programação que recusa o conforto e aposta antes na fricção e no questionamento. A criação musical surge como um acto de confronto, desvio e recusa, afirmando a arte como resposta à violência estrutural, à lógica do medo e à erosão da humanidade e da natureza. Num contexto global instável, o evento posiciona-se como um gesto consciente contra a inércia, o silenciamento e a indiferença.

Ao longo de seis dias, os concertos decorrem na Sala Luis Miguel Cintra e na Sala Bernardo Sassetti, com preços entre os 12 e os 15 euros. A programação convida ainda a palavra poética como ato político e sonoro, integrando leituras de textos sobre insurgência, resistência e liberdade. Poetas, escritores e intérpretes juntam-se às obras musicais, criando um espaço comum onde música e poesia coexistem sem hierarquias, ampliando o sentido de cada apresentação.

Poesia e textos de Shahd Wadi, Gisela Casimiro, Jorge de Sena, Luiz de Camões, Audre Lorde, Mrika Sefa, Sidónio Muralha, Gonçalo M. Tavares e Mário Dionisio, por Shahd Wadi, Gisela Casimiro, Rosinda Costa, Mrika Sefa, Marta Domingues, João Morales, Joana Santos e Miguel Azguime.

Mais do que um evento cultural, o Festival Música Viva 2026 afirma-se como um espaço de liberdade, imaginação radical e responsabilidade. Num tempo de incerteza, a música e a poesia surgem aqui como formas de presença activa, onde insurgir é resistir à uniformização do gosto e afirmar a esperança como prática contínua.

Para mais informação e compra de bilhetes, clica aqui.

PROGRAMA

28 abril | INSURGÊNCIA, Sond’Ar-te Electric Ensemblecomprar bilhete
Direcção: Guillaume Bourgogne
terça, 20h
Sala Luis Miguel Cintra

Leitura de Chuva de Jasmim, de e por Shahd Wadi, poeta palestiniana, entre outras possibilidades.

José Carlos Sousa: Mafish Mushkila (2026) – EA (encomenda SAEE)
Pedro Berardinelli: nova obra (2026) / EA (conjunta Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu e Miso Music Portugal)
Carlos Lopes: in Pulses (2026) / EA (encomenda Miso Music Portugal)
Olivier Messiaen: Quarteto para o Fim do Tempo (1941)

Sílvia Cancela – flauta, Nuno Pinto – clarinete, Vítor Vieira – violino, Filipe Quaresma – violoncelo, João Casimiro Almeida – piano, João Dias – percussão

29 abril | PEIXINHO POLÍTICO, Ensemble MPMP  – comprar bilhete
quarta, 18h
Sala Bernardo Sassetti

Leitura de poema de e por Gisela Casimiro.

Jorge Peixinho: CDE (1970)
Jorge Peixinho: Elegia a Amílcar Cabral (1973)
Jorge Peixinho: A Aurora do Socialismo (Madrigale Capriccioso) (1975–76)

Rui Borges Maia – flauta, Miguel Costa – clarinete, Armando Martins – trompa, Philippe Marques – piano, Francisco Cipriano – percussão, Daniel Bolito – violino, Ângela Carneiro – violoncelo

29 abril | O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO, José Pedro Ribeiro (recital de piano)comprar bilhete
quarta, 20h
Sala Luis Miguel Cintra

Leitura de Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya, de Jorge de Sena, por Rosinda Costa.

Fernando Lopes-Graça: Prelúdio, Canção e Dança (1928)
Frederik Rzewski: The People United Will Never Be Defeated! (1975)

30 abril | EXIGENTES OS MORTOS, INSURGENTES OS VIVOS, Duo Nada Contracomprar bilhete
Mrika Sefa (piano) _ Francisco Cipriano (percussão)
quinta, 18h
Sala Bernardo Sassetti

Leitura de poema de e por Mrika Sefa e de poema de Audre Lorde por Marta Domingues.

João Quinteiro: Pairs – à propos de l’interiorité (2024)
Valerio Sannicandro: Esercizi di morte (2024)
Marta Domingues: Sowing snow in cone pots (2024)
Anda Kryeziu: nova obra (2026) / EA (encomenda Miso Music Portugal )

30 abril | DESFASAMENTOS: STEVE REICH E SOLANGE AZEVEDO, Grupo de Percussão da Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP) e convidadoscomprar bilhete
Direção: Pedro Carneiro
quinta, 20h
Sala Luis Miguel Cintra

Leitura de Com Sol e Sal, eu Escrevo de Sidónio Muralha por João Morales

Solange Azevedo: No Mesmo Espaço (2026) / EA (encomenda Miso Music Portugal )
Steve Reich: Drumming (1971)

Rui Borges Maia – flauta; Maria Grilo – soprano; Markéta Chumová – mezzo-soprano; Pedro Carneiro – direção e percussão; João Carlos Pacheco – assistente de direção e percussão; Agostinho Sequeira, Marco Aleixo, João Braga Simões, Rafael Picamilho, Bárbara Ribeiro, Paulo Amendoeira, Madalena Rato – percussão

2 maio | CANTO DA LIBERDADE, Miso String Quartetcomprar bilhete
sábado, 18h
Sala Bernardo Sassetti

Leitura de texto de Gonçalo M. Tavares por Joana Santos.

Diogo Alvim: Tłumaczenie (2015)
Doïna Rotaru: Vivarta (2009)
Steve Reich: Different Trains (1988)

2 maio | TRANSFORMAÇÃO – Sinfonietta de Braga convida Rita Castro Blancocomprar bilhete
Direção: Rita Castro Blanco
sábado, 20h
Sala Luis Miguel Cintra

Leitura de Os Lusíadas, Canto IV, estâncias 94–104 de Luiz Vaz de Camões por Miguel Azguime.

Alban Berg – 3 peças para orquestra de cordas da Suite Lírica (1925–26 / arr. Theo Verbey, 1993)
György Ligeti: Ramifications (1969)
Toru Takemitsu: Requiem para orquestra de cordas (1957)
Bruno Gabirro: Rebel (Chaos) (2008)
Carlos Brito Dias: “was birgst du so bang dein Gesicht?” (2022)

3 maio | O LUGAR DA MEMÓRIA, Orquestra Metropolitana de Lisboacomprar bilhete
Direção: Pedro Neves
domingo, 17h30
Sala Luis Miguel Cintra

Miguel Azguime: Against Silence / triplo concerto para clarinete,  violoncelo, piano e orquestra
Ludwig van Beethoven: Triplo Concerto para violino, violoncelo, piano e orquestra

Nuno Pinto – clarinete, Vítor Vieira – violino, 
Filipe Quaresma – violoncelo,  Elsa Silva – piano

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