Sonic Blast 2026, confere as fotos do primeiro dia de festival.
A 14.ª edição do Sonic Blast arrancou na Praia da Duna dos Caldeirões, em Âncora, para mais três dias de música pesada, psicadelismo, punk e experiências sonoras fora dos lugares comuns. Entre riffs, distorção e ambientes hipnóticos, o primeiro dia voltou a confirmar a identidade muito própria de um festival que continua a fazer da liberdade musical uma das suas principais bandeiras.
O cartaz do primeiro dia reuniu propostas bastante distintas, mas ligadas por uma mesma vontade de explorar os limites do rock. Dos ambientes expansivos e extremos dos Deafheaven ao noise rock visceral dos Chat Pile, passando pelo black rock’n’roll dos Midnight, a pulsação psicadélica dos Frankie and The Witch Fingers e Snapped Ankles, o peso dos Elephant Tree e a energia punk de Trash Talk e Clamm, houve espaço para diferentes formas de peso e intensidade.
Confere a reportagem fotográfica pela lente de Inês Silva.
Os Deafheaven trouxeram para Âncora a sua particular fusão de shoegaze, black metal e post-rock. A banda norte-americana construiu um espetáculo marcado pelo contraste entre agressividade e atmosferas expansivas, numa atuação tão física quanto espiritual.
Os Chat Pile mantiveram a tensão em níveis elevados com o seu noise rock cru e desconfortável. A banda de Oklahoma, conhecida pela forma como transforma a alienação e a violência da vida contemporânea em matéria sonora, entregou uma atuação intensa e bruta.
No lado mais sujo e primitivo do cartaz, os Midnight fizeram valer o seu black rock’n’roll, recuperando a ferocidade que lhes é característica e celebrando os 15 anos de “Satanic Royalty”.
Já os Elephant Tree levaram ao palco uma abordagem mais pesada e arrastada, entre stoner, doom e psicadelismo, criando uma das atmosferas mais densas do dia.
Já os Frankie and The Witch Fingers levaram o público para um território mais psicadélico, com uma atuação marcada pela energia, pelo groove e pela sensação permanente de movimento.
Os Snapped Ankles trouxeram uma das propostas mais singulares do alinhamento, cruzando psicadelismo, eletrónica, pós-punk e uma pulsação quase tribal. A sua atuação funcionou como uma espécie de corpo estranho dentro do cartaz, mas precisamente por isso encaixou na perfeição no espírito de um festival que nunca se limitou a uma única definição de música pesada.
A intensidade assumiu outras formas com Trash Talk, que trouxeram a sua descarga hardcore para o recinto, enquanto os australianos Clamm acrescentaram uma dimensão punk, nervosa e direta ao alinhamento.