As portas do Grande Auditório da Fundação Gulbenkian voltam a abrir-se para um fim de semana dedicado aos jovens talentos europeus.
Em 2026, a Gulbenkian Música celebra os 30 anos do festival Rising Stars com uma edição especial que terá seis concertos gratuitos e uma programação indicada para toda a família.
Além de oficinas, visitas aos bastidores e masterclasses com os músicos Rising Stars, serão exibidos os documentários “Coro – 60 Anos do Coro Gulbenkian”, “Soma das Partes – 60 anos da Orquestra Gulbenkian”, e “A Música é Bela, os Aeroportos são Tristes”, uma homenagem ao Maestro Michel Corboz.
Os músicos escolhidos este ano pela rede ECHO – European Concert Hall Organisation – incluem um agrupamento português, o Maat Saxophone Quartet, o qual, juntamente com os restantes selecionados, Giorgi Gigashvili, Áron Horváth, Álfheiður Erla Guðmundsdóttir, Valerie Fritz e o Trio Concept, vão mostrar o seu talento no Grande Auditório da Fundação no âmbito de uma longa digressão que os leva a 21 salas de concertos da Europa.
Há três décadas que o programa Rising Stars lança intérpretes emergentes de excelência, organizando cerca de 110 concertos e 70 projetos especiais por ano em algumas das mais prestigiadas salas de concertos europeias.
Desde a sua criação, o programa ECHO Rising Stars já apoiou mais de 150 artistas entre os quais alguns grandes nomes da atualidade, como Patricia Kopatchinskaja, Jörg Widmann, Janine Jansen, Igor Levit, Renaud Capuçon, Khatia Buniatishvili, Benjamin Appl, Kian Soltani, ou os quartetos Casals, Belcea e Modigliani.
A jornada de 14 de março inicia-se às 15h00 com o pianista georgiano Giorgi Gigashvili, considerado uma das figuras emergentes mais promissoras da atualidade. No recital, o músico interpreta obras de Domenico Scarlatti, Frédéric Chopin, Lili Boulanger e Maurice Ravel, além de “Holy atoms”, da compositora georgiana Natalie Beridze. Distinguido como BBC New Generation Artist e vencedor, ainda adolescente, do programa televisivo The Voice, Gigashvili tem vindo a consolidar uma carreira em rápido crescimento.
Às 17h00, o palco acolhe o virtuoso húngaro de címbalo Áron Horváth, que apresenta um programa que percorre diferentes linguagens e épocas, incluindo composições de Johann Sebastian Bach, György Kurtág e László Sáry, bem como estreias de Emma Nagy e Christopher Bray.
O primeiro dia encerra às 19h00 com a soprano islandesa Álfheiður Erla Guðmundsdóttir, premiada em diversos concursos internacionais de canto. A intérprete apresenta um recital de música de câmara dedicado a compositores nórdicos, acompanhada pelo pianista norte-americano Kunal Lahiry.
A programação prossegue a 15 de março, às 15h00, com a violoncelista austríaca Valerie Fritz, reconhecida pela expressividade e versatilidade artística. O recital proposto cruza obras do repertório clássico com criação contemporânea, refletindo a amplitude estética que tem marcado o percurso da intérprete.
Pelas 17h00 sobe ao palco o Maat Saxophone Quartet, formado por Daniel Ferreira, Catarina Gomes, Pedro Silva e Mafalda Oliveira. O ensemble português tem conquistado crescente projeção internacional e apresenta-se nesta edição do Rising Stars após nomeação conjunta da Gulbenkian, da Casa da Música e da Philharmonie de Paris.
O encerramento do ciclo acontece às 19h00 com o Trio Concept, formação de música de câmara criada em Paris e elogiada pela coesão sonora e abordagem criativa ao repertório para violino, violoncelo e piano. No Grande Auditório, o trio interpreta obras de Boulanger, Alfredo Casella, Ravel e uma obra inédita de Clemens Thomas, encerrando dois dias dedicados à nova geração de intérpretes europeus.
A entrada é gratuita mediante levantamento de bilhete. Mais informação, aqui.