A Tão Propalada Circle Guitar

A Tão Propalada Circle Guitar

Nero

Este instrumento radical é uma invenção de Anthony Dickens. A Circle Guitar tem capacidade para “palhetar” sozinha e pode chegar aos 250bpm de velocidade de execução.

O inventor e designer de produtos Anthony Dickens apresentou no dia 13 de Agosto um novo e radical conceito de instrumento. A Circle Guitar é uma guitarra eléctrica equipada com um mecanismo sequenciador no seu corpo que é capaz de rodar por baixo das cordas, tocando-lhes. A ideia não é necessariamente que a guitarra toque sozinha, mas permitir que os músicos possam programar padrões rítmicos complexos, ao afixarem magneticamente palhetas nos 128 espaços disponíveis no mecanismo rotativo. As palhetas, que são mais como pequenos pinos, estão disponíveis em diferentes calibres de espessura.

A guitarra está equipada com um singular pickup hexafónico. Nos controlos da mão direita há saídas diferentes para cada uma das cordas, que podem ser manuseadas momentaneamente através dos seis botões ou alternadas através dos seis mini alternadores instalados no corpo do instrumento.

De acordo com Dickens, «ao usar um engenho mecânico para tocar as cordas, em vez da mão humana, pode exceder-se aquilo que é fisicamente possível e forçar a guitarra a novos limites».

A velocidade máxima do picking, de acordo com o seu inventor, são 250bpm, ficando por perceber se é a velocidade pura do mecanismo ou a velocidade clicktrack que consegue acompanhar musicalmente. A guitarra pode ainda ser sincronizada com uma DAW, através de ligação USB. Dickens, que confessa ter tido a ideia há uma década, afirmou que o seu desenvolvimento ocupou dois anos, com o auxílio de engenheiros da Makerversity, de Londres.

Apesar do protótipo funcionar em perfeitas condições, ainda não foi anunciado se a Circle Guitar passará para uma linha de produção em série. Podem descobrir mas sobre este peculiar instrumento e assistir a mais demonstrações no Instagram de Dickens, AQUI.

Enfrentamos tempos de incerteza e a imprensa não é excepção. Ainda mais a imprensa musical que, como tantos outros, vê o seu sector sofrer com a paralisação imposta pelas medidas de combate à pandemia. Uns são filhos e outros enteados. A AS não vai ter direito a um tostão dos infames 15 milhões de publicidade institucional. Também não nos sentimos confortáveis em pedir doações a quem nos lê. A forma de nos ajudarem é considerarem desbloquear os inibidores de publicidade no nosso website e, se gostam dos nossos conteúdos, comprarem um dos nossos exemplares impressos, através da nossa LOJA.

EGITANA